Grupo FUTURE: Engenharia para além da técnica

É esta a visão do Grupo FUTURE, cujo conceito disruptivo visa reinventar o modelo de negócio da Engenharia, ao mesmo tempo que se empenha em construir um mundo melhor e mais sustentável. O CEO do Grupo, o engenheiro João Andrade, explica o conceito e a abordagem desta organização, onde sublinha ainda a importância da valorização do capital humano.

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João Andrade, CEO

O grupo FUTURE define-se como sendo um projeto que reinventa a engenharia. Que características tem esta empresa que a distinguem das restantes?

A Engenharia é um setor que não mudava há várias décadas. Deste modo, identificámos a necessidade de evoluir, não só em termos da abordagem de negócio, mas também do ponto de vista técnico. Surge, assim, o projeto FUTURE, que mereceu a confiança de um conjunto de investidores e de empresas. A FUTURE tem três pilares fundamentais. O primeiro, o conceito “engenharia para além da técnica”, marca a nossa diferença ao nível da abordagem de negócio. Não esperamos que o cliente ou a oportunidade venham até nós, somos nós que identificamos uma necessidade, transformamo-la em oportunidade, investimos no seu desenvolvimento e depois procuramos o cliente/investidor que melhor perfil possui para o empreendimento. Isto permite-nos estruturar operações globais e liderar os processos de investimento. O segundo pilar prende-se com fazer Engenharia de uma forma diferente. Neste caso, nós vamos conjugar com a Engenharia clássica uma outra área de conhecimento. Vamos ser pioneiros a nível mundial na criação da empresa de engenharia do futuro, transformando a forma de produzir engenharia, com forte impacto também ao nível dos serviços e dos novos negócios que daí também resultarão. Este passo em frente vai ser público no dia 8 de outubro, data em que vamos anunciar ao mercado a integração no nosso grupo de uma empresa portuguesa de referência de uma área que não é a Engenharia. Por último, o terceiro vetor do grupo FUTURE é a sustentabilidade. Nós entendemos e assumimos a responsabilidade que as empresas de Engenharia têm na construção de um mundo mais sustentável e numa relação equilibrada com o ambiente. É um princípio assumido e presente nos nossos hábitos internos e em tudo o que projetamos.

Normalmente, a Engenharia recorre a materiais que são um desafio para a questão da sustentabilidade. Como é que trabalham este conceito fora da vossa empresa?

Seguindo o nosso sistema de abordagem dos projetos, procuramos sempre demonstrar aos clientes que a via sustentável tem vantagens, desmistificando a ideia que as soluções sustentáveis são economicamente menos favoráveis. Na verdade, a sustentabilidade ambiental e a financeira não devem ser vistas como objetivos antagónicos. Os custos extra associados a soluções ambientalmente sustentáveis têm, hoje em dia, cada vez menos expressão na fase do investimento inicial e são cada vez mais competitivos em termos dos custos de exploração. O desafio para a Engenharia é justamente conseguir desenvolver opções sustentáveis, para os edifícios, cidades e infraestruturas, que também sejam economicamente competitivas. Muitas vezes, pensamos que é só no momento inicial de investimento que as nossas opções devem ter uma componente sustentável. Mas não. É também na exploração das infraestruturas e na vivência das cidades que temos de garantir que existam sistemas que minimizem o consumo de recursos naturais.

Ainda há um caminho a percorrer no que diz respeito a desmistificar esta questão de que a sustentabilidade não é tão cara como outras soluções?

Sem dúvida que falta fazer esse trabalho. Este setor da construção é, por natureza, um setor muito conservador. Porém, temos todos de assumir a nossa responsabilidade perante o planeta. Garantir o nosso futuro é o melhor que podemos fazer no presente e, claramente, temos de desmistificar este conceito e temos de pedir às empresas de Engenharia que pensem sustentável. Se formos criativos, conseguimos sempre encontrar e/ou criar soluções competitivas. Esta é uma obrigação de todos, porém, só conseguiremos alcançar este objetivo se trabalharmos em conjunto.

O grupo FUTURE consegue acompanhar os projetos de raiz. Para que isto se concretize é necessária uma grande aposta nos recursos humanos?

Hoje em dia, as empresas de Engenharia têm muito menos valor do que tinham há 20 anos atrás. É muito importante a gestão de recursos humanos, no sentido de ajustar a realidade dos nossos recursos àquilo que é a nossa visão do negócio e do posicionamento do Grupo. Nós não podemos ser disruptivos do ponto de vista da abordagem do negócio se não tivermos os nossos recursos humanos trabalhados e com o perfil necessário para atender a esse objetivo. Estamos a falar de pessoas com um perfil capaz de entender o negócio e os clientes. Normalmente, as empresas de Engenharia organizam-se por departamentos técnicos. Nós organizamonos por setores. Todos os nossos diretores de unidade de negócio passaram a perceber do negócio dos setores onde atuam. Esta é a única forma de conseguirmos perceber os objetivos dos nossos clientes e atender a essas necessidades de forma completa e abrangente.

Pode a Engenharia contribuir para um mundo melhor?

Pode, deve e é, de facto, a área que mais pode contribuir para isso. Eu costumo dizer muitas vezes que “devemos encarar a Engenharia como um negócio, mas também com o orgulho de estarmos a contribuir para um mundo melhor”. Se as nossas infraestruturas e as nossas cidades forem mais sustentáveis, conseguimos ter sociedades mais equilibradas e um planeta mais saudável.

www.future-motion.eu

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