IMODIGI – o software que revolucionou o imobiliário

A Datadebug foi fundada em 2013, com o objetivo de lutar pela inovação tecnológica em Portugal. Atualmente, é isso que o diretor da empresa, Bruno Conde, continua a fazer. Com provas dadas na área do desenvolvimento de software, é na área da investigação e desenvolvimento que sonha posicionar-se, mas sempre sem perder o foco da rentabilidade empresarial.

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Quem é a Datadebug e quais as áreas em que desenvolve a sua atividade?

Quando a Datadebug foi fundada, ela tinha três pilares de apoio: Administração de Sistemas e Redes de Informação, Software e Consultoria. A Administração de Sistemas e Redes de Informação vêm da minha própria experiência – considero-me autodidata e com o passar dos anos, acumulei experiência que combinei com certificações nesta área. Todavia, acabei por reunir também uma equipa dedicada de Engenharia de Sistemas, tendo em consideração que, quando os clientes nos procuravam, às vezes pretendiam também a implementação de outras soluções. No entanto, foi o software que acabou por ser a área que mais se desenvolveu, até porque esta era a área que eu sempre quis desenvolver, sobretudo no que diz respeito a investigação e desenvolvimento. Foi a partir do momento que começámos a apostar na
construção de software para áreas específicas que surgiram soluções diferenciadas, como nas áreas do Turismo e do Imobiliário.

Há pouco mencionou dois softwares distintos – um para a área do Turismo e outro para o Imobiliário. Que softwares são estes?

A partir de 2015 começámos a trabalhar cada vez mais em software e, em 2016, contactei um dos nossos parceiros para fazer uma aplicação mobile para a área do Turismo. Tal aconteceu porque percebi que existia uma falha nas soluções digitais que já existiam para este setor, nomeadamente quando eu estava num hotel e chegavam turistas, reparava que
quando perguntavam onde ficavam os restaurantes ou alguma atração turística, eles começavam a indicar num mapa em papel. A parti daí, acreditei que poderia desenvolver uma aplicação que mantivesse esses locais como favoritos e até sugerisse locais de interesse. Falei com um parceiro nosso, da área do Turismo, que gostou da ideia de uma mobile app e
que nos deu a conhecer todas as dificuldades do setor. Com esse parceiro construímos uma app que responde a essas necessidades criando uma simbiose entre Tecnologia e o Turismo, nascendo assim a Coolguide4you.
Na área do imobiliário, o desafio surgiu junto das imobiliárias com quem já trabalhava. Eu queria perceber os desafios que eles vivenciavam no que respeita à forma como eram trabalhadas a venda dos imóveis e a respetiva gestão, mas sobretudo a comunicação. Em 2015, quando houve a divulgação das Progressive Web Apps, por parte da Google, nós
começámos a estudar a viabilidade desta nova forma de abordar as páginas Web no setor imobiliário, investimos algum tempo a assegurar que percebíamos bem o setor, nomeadamente como é que eles avaliavam um imóvel, porque é que um imóvel tem um determinado valor por metro quadrado numa determinada área, estudar a utilização dos CRM, dos portais onde faziam essa divulgação, e depois percebemos que a marca da imobiliária, em si, não era suficiente apenas a divulgação nesses portais. Foi aí que, em conversa
com os diferentes consultores imobiliários, eles explicaram qual seria o produto ideal. Após termos efetuado a validação do software, começamos a disponibilizar o seu uso por quem já conhecia a sua existência, pois pediram-nos diretamente para fazer uso do produto. Este software – a Imodigi – é uma plataforma que permite às imobiliárias ter uma app personalizada e comunicar de uma forma mais eficiente os seus imóveis utilizando a sua própria marca. Inovámos na parte da comunicação: criámos o business card perfeito. Agora, existe uma aplicação, que não é preciso instalar, e que, quando clica, consegue ver todos os imóveis que aquela imobiliária tem no mercado. Este produto não é um site, nem
uma app, mas um meio termo entre ambos. E permite a utilização offline.

Como lida a Datadebug com a necessidade de fazer entender a importância da aposta tecnológica?

A pandemia veio facilitar o reconhecimento da importância do digital. Comecei a perceber que, no budget na maioria das empresas principalmente em Portugal, a tecnologia é considerada um custo e não um investimento. Porém, durante o momento pandémico, as empresas perceberam as suas vulnerabilidades e viram que a tecnologia poderia
beneficiá-las. Um investimento mais atempado em tecnologia e segurança teria ajudado bastante muitas empresas.

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