Como se descreve, enquanto líder da Efacont?
Vejo-me como uma líder firme, com rigor profissional, próxima da equipa e comprometida com objetivos e resultados. Chegada de Moçambique aos 17 anos, tinha muitas incertezas, mas também convicções profundas, marcadas pela vivência multicultural, que moldou a minha visão do mundo e a vontade inabalável de construir um percurso com propósito.
A profissão levou-me por contextos exigentes, do setor financeiro à indústria pesada, e foi aí que aprendi o valor da responsabilidade, da credibilidade e da visão estratégica. Hoje, lidero o Grupo Efacont de forma centrada, no saber que liderar é estar presente, ouvir, e orientar com clareza ao assumir cada desafio como se fosse nosso.
Que impacto teve este cargo de liderança em si, ao longo do tempo?
Desde o início, assumi o compromisso de estar ao lado das empresas, especialmente nas fases críticas do seu ciclo de vida. Orgulho-me de ter construído algo de raiz e de liderar uma equipa que deseja resultados.
Quais as maiores dificuldades de liderar na consultoria empresarial?
A maior dificuldade é delinear a visão estratégica. A economia é, no fundo, antecipar o futuro, com a pressão do curto prazo e a exigência de sustentabilidade. Os empresários procuram soluções práticas, rápidas e fundamentadas, que exigem um planeamento estruturado, e que não comprometam o seu futuro.
O setor financeiro é altamente exigente: temos de acompanhar a legislação, estruturação societária, gestão, oportunidades de financiamento, recursos humanos, bens transacionáveis e não transacionáveis, definição de preços,
custos e viabilidade económica. Mas é precisamente essa complexidade que torna a Economia de Gestão tão envolvente.
“A profissão levou-me por contextos exigentes, do setor
financeiro à indústria pesada, e foi aí que aprendi o valor da
responsabilidade, da credibilidade e da visão estratégica”.
Como foi evoluindo o Grupo Efacont?
A Efacont nasceu para apoiar as PME na criação de modelos de negócio sustentáveis e competitivos, com foco inicial na estruturação e nas candidaturas a incentivos. Com o tempo, expandimos para áreas como internacionalização,
inovação, reestruturação, marketing estratégico e gestão de operações. Esse crescimento exigiu um reforço de equipa, hoje com mais de 15 profissionais qualificados, e permitiu-nos chegar a setores como o da construção, transportes, alimentação, serviços e tecnologia. A nossa dimensão não nos impede de trabalhar com empresas de referência nos seus setores, o que confirma a confiança conquistada e a qualidade do nosso trabalho.
É apaixonada pelo que faz?
Incondicionalmente. Sempre me interessei pela interação entre a natureza, coisas, vida e pessoas, a verdadeira matéria-prima da economia. Essa curiosidade exige uma atualização constante, tanto em metodologias tradicionais como em abordagens inovadoras.
A Manuela Carvalho de hoje é bastante diferente da Manuela Carvalho em início de carreira? Que balanço faz a este percurso?
Trago a maturidade de quem passou por vários contextos e setores. Aprendi que os resultados exigem coragem e entrega, e que o sucesso deve ser partilhado. Conciliar exigência profissional com a vida familiar nunca foi simples, mas tive sempre uma presença firme ao meu lado.










