A garantia pública do Estado para a aquisição de habitação própria por jovens até aos 35 anos continua a ganhar expressão no mercado imobiliário português. De acordo com os mais recentes dados divulgados pelo Banco de Portugal, até ao final de junho de 2026 o mecanismo já apoiou o financiamento de 40,1 mil habitações, correspondendo a um montante global de 8,3 mil milhões de euros em crédito à habitação.
O elevado recurso à medida traduz-se também na utilização de uma parte significativa da verba disponibilizada pelo Estado. No final de junho, encontravam-se já utilizados 56% do montante total atribuído, o equivalente a 1.146 milhões de euros em garantias públicas.
Só entre abril e junho foram celebrados 7,8 mil contratos de crédito à habitação ao abrigo deste regime, num valor de 1,7 mil milhões de euros. Face ao trimestre anterior, o número de contratos aumentou 13,5%, reforçando o peso desta solução no acesso dos jovens ao mercado da habitação.
Os números mostram ainda que a garantia pública já assume um papel relevante na concessão de crédito. No segundo trimestre do ano, 51,3% dos contratos de crédito à habitação celebrados por jovens até aos 35 anos recorreram a este mecanismo, enquanto cerca de um terço de todo o crédito à habitação concedido no período beneficiou igualmente da garantia do Estado.
Criado para facilitar a compra da primeira habitação, o regime permite às instituições financeiras concederem financiamento com garantia estatal sobre parte do empréstimo, reduzindo as dificuldades associadas à entrada inicial exigida na aquisição de um imóvel. Desde a sua entrada em vigor, a medida tem registado uma adesão crescente, tornando-se um dos principais instrumentos de apoio ao acesso dos jovens à habitação.








