Mercado imobiliário e mediação, a grande transformação

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O mundo mexe e avança e, por vezes, é preciso parar para refletir e darmo-nos conta das transformações que ocorreram e das mudanças com que nos podemos confrontar a curto e médio prazos.

Olhando para o mercado imobiliário, onde nos inserimos, fácil é constatar que muita coisa se alterou nos últimos anos. A primeira grande, e importante, constatação é que, hoje, a generalidade das pessoas recorre cada vez mais aos serviços da mediação imobiliária quando pretende fazer uma transação de um imóvel, ou mesmo quando quer arrendar uma casa. Isso resulta da consciência dos riscos e complexidade associados a tais operações e, simultaneamente, uma prova de confiança crescente na mediação e naqueles que a desempenham.

Isso conduziu também a um aumento de competitividade e de responsabilidade dos profissionais da mediação, sujeitos que estão a um escrutínio diário do seu desempenho, já que as redes sociais se encarregam de propagar os bons e maus exemplos.

Os saltos tecnológicos

Em termos de tecnologia, os saltos têm sido tão grandes e ininterruptos que se corre o risco de não os
conseguirmos acompanhar. Ainda há pouco levavam-se semanalmente as fotos das casas para vender aos jornais, para inserir na secção dos classificados; depois já não eram em papel, mas digitais. Depressa demo-nos conta que para seduzir a atenção dos eventuais compradores era preciso que essas fotos tivessem uma qualidade que só profissionais da imagem poderiam captar. Rápido, surgiram os vídeos na apresentação de casas de mais
alto valor, a que se seguiram as visitas virtuais, permitindo que possamos percorrer a fração em comercialização, sendo hoje mesmo possível transformar o imóvel «visitado virtualmente», numa planta 3D.

Numa sociedade e numa classe de empresas e profissionais em que, durante anos, a tradição era um hábito, constatamos que mais do que uma mudança, assistimos a uma verdadeira revolução.

É legítimo perguntar: isto vai ficar por aqui?

-Claro que não! As mudanças, as inovações, a aplicação e uso de novas tecnologias não vão parar e há que estar atento e saber acompanhá-las.

Mas será que num futuro não muito distante a diferença vai passar por todos estes aspetos ‘operacionais’, a que juntaríamos todo o «pacote» processual e documental associado ao exercício diário da profissão – da recolha dos documentos vários (cadernetas prediais, certidões de registos…) – à preparação das escrituras, etc, etc.? Não.

Esses procedimentos tenderão a ser cada vez mais simplificados e sistematizados, numa regulação natural. A competitividade entre empresas de mediação e profissionais do setor irá dar-se, cada vez mais, no campo da informação e do marketing.

Não basta «sermos bons» e oferecermos os melhores serviços ao cliente. É preciso que ele o saiba antecipadamente, mesmo antes de nos ter consultado. Tal como em tantos outros setores – e o Segurador é disso exemplo emblemático – também na mediação imobiliária a confiança, ou a perceção que dela tem o mercado, é – e será cada vez mais e mais… – factor determinante e distintivo na concorrência e competitividade.

Para a quase generalidade das pessoas, a casa, o imóvel é um bem precioso e, muitas vezes, único, pelo que não dá para correr aventuras. Não é como ir ao restaurante. Vai-se e logo se vê. Vender ou comprar casa é uma operação que não só deve, como TEM que correr bem.

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