Num mundo onde existem cerca de 26 milhões de developers e se espera que os mesmos profissionais desenvolvam 500 milhões de aplicações, é fácil perceber que a capacidade de entrega dos projetos não será
superior à procura. Todavia, o mercado não espera e os clientes e consumidores exigem obter respostas
de forma célere e um serviço que não fique aquém da expectativa criada.
A pensar nisso, surgiram as soluções No-Code. Nestas plataformas, é possível a qualquer pessoa desenvolver uma aplicação sem ter conhecimentos de programação. A rapidez, a eficiência do processo e a sua simplicidade são as suas mais-valias. A Creatio é responsável por uma destas plataformas e Kate Delgado explica as grandes vantagens deste modelo: “O No-Code permite que não necessitemos de developers para levar a cabo a criação de uma aplicação. Traz liberdade a quem o utiliza, porque se pode facilmente executar uma ideia. Caso precisemos de fazer uma alteração num processo, por exemplo, podemos fazê-lo no momento. E caso observemos, no dia seguinte, que é necessário voltar a alterar, podemos voltar a fazê-lo”.

Para apoiar as organizações na transição para esta tecnologia, a Creatio disponibiliza o No-Code Playbook, um livro indispensável para quem quer trabalhar em No-Code: “Na Creatio, o objetivo máximo é o sucesso do cliente. Por isso, criámos o No-Code Playbook. Este livro é uma ferramenta que vai trazer muito conhecimento aos clientes, especialmente aqueles que procuram uma maior liberdade na criação das suas próprias aplicações”.
Enquanto ferramenta de automatização de processos, o No-Code consegue responder às mais diversas situações sem que seja necessário um especialista para levar a cabo a tarefa. Luís Gonçalves explicou como se processa o trabalho nesta plataforma e em que situações ela pode ser a solução para simplificar o processo e torná-lo
automático: “Nas organizações, é fundamental identificar que tarefas são repetitivas e previsíveis e qual a tipologia das mesmas. São tarefas que têm de ser feitas por um especialista ou não? Tarefas levadas a cabo por um especialista são mais complexas de automatizar. Mas após uma análise extensa e minuciosa dos processos, conseguimos perceber quais são aquelas que são prioritárias de automatizar e compreender os seus benefícios. É
muito importante falar com todos os envolvidos no processo de negócio, porque cada pessoa vivencia uma parte do processo e pode ter insights importantes a acrescentar. O nosso objetivo é automatizar o máximo de processos possível, pelo que depois de definirmos bem quais são as etapas possíveis de automatizar, podemos escolher a plataforma. A montagem da aplicação acontece de acordo com as exatas necessidades do cliente, pelo
que não é um processo ‘one size fits all’.
Como exemplos práticos de casos de sucesso já executados, a imDigital e a Creatio convidaram a estar presentes Miguel Cordeiro, Information Tecnology System Director da Rangel Logistics Solutions, e Daniel Oliveira, Chefe de Divisão da Polícia Municipal de Guimarães.
Princípios do No-Code:
-Use o No-Code para recolher os requisitos e prototipar na hora;
-Tudo o que pode ser desenvolvido com No-Code, deve ser desenvolvido com No-Code;
-Entregue ao utilizador o mais rápido que puder.
Ambos retrataram as mais-valias que a implementação da plataforma Creatio teve nos diferentes processos do seu dia a dia. No caso da Polícia Municipal de Guimarães, os agentes têm agora acesso a uma plataforma onde reportam diretamente os problemas que existem na via pública, as multas de trânsito são também enviadas
diretamente para o sistema interno da Polícia, e mesmo a gestão do fardamento e a escala de serviço são realizadas através desta plataforma. A automatização de procedimentos poupou tempo a todos os elementos policiais e garante uma melhor gestão documental das várias atividades da responsabilidade da Polícia Municipal,
simplificando de forma significativa o trabalho diário.
Os projetos desenvolvidos em No-Code têm ainda duas outras características importantes: a segurança dos dados está garantida, pois os mesmos são armazenados na Cloud, e a estrutura base da aplicação já está criada, pelo que não existe necessidade de criar a mesma. Basta selecionar o modelo que mais se adequa às necessidades: “A infraestrutura já existe e as “peças” estão prontas a ser montadas. É por isso que o trabalho de
desenvolvimento da aplicação é mais rápido. As bases estão criadas e a segurança está garantida. Assim, é possível ir criando a aplicação enquanto, simultaneamente, se mostra o resultado ao cliente. As adaptações podem ser feitas de imediato, respeitando as suas necessidades e a interoperabilidade entre todos os departamentos da empresa” explica Luís Gonçalves.

Esta é, assim, uma forma de responder à velocidade a que o mercado exige. A facilidade de criação de uma
aplicação ou da sua alteração consoante a necessidade é a grande mais-valia do No-Code. Isso, a juntar ao facto de não ser necessário uma equipa de developers para levar o projeto a cabo torna esta uma maneira mais fácil, mais barata e mais simples de resolver problemas de workflow no ambiente organizacional. A responsabilidade recai agora, porém, nos líderes das equipas de TI e no próprio administrador da empresa, como denota Luís
Gonçalves: “Há competências que não são exclusivas das equipas de TI, mas são também dos gestores. Se
tivermos uma PME cujo gestor não é formado em tecnologia, mas tem o know-how e a competência para pôr a sua empresa a funcionar melhor, ele é capaz de criar uma aplicação que faça sentido para a sua organização. Nesse sentido, as PME que adotarem estes modelos não precisam de saber nada sobre segurança e programação da aplicação. Isso está previamente assegurado no sistema Software as a Service. No que toca às equipas de TI, quando existem internamente, estas devem ser constituídas por elementos não só formados em tecnologia, em
engenharia e software, mas também pessoas formadas em gestão, vendas, ou quaisquer outras áreas que façam parte do negócio. Todos podem e devem ter conhecimento profundo da aplicação e do negócio, pois só assim se consegue realmente criar uma solução que simplifique e automatize de facto os variados processos do dia a dia de uma empresa”.










