“O futuro da mediação de seguros é tecnológico”

A Famasegur já conta com vários anos de presença no mercado segurador, com clientes particulares e no segmento corporate, apresentando soluções adequadas a cada um, como detalha António Vieira, gerente da empresa.

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António Vieira, gerente

Desde que surgiu a empresa, como mudou o mercado segurador em Portugal?

Ainda há um longo caminho a percorrer, mas as seguradoras têm-se adaptado ao que vai surgindo, com o incremento de novos produtos e meios digitais. É aí que a mediação profissional tem de fazer a diferença, adaptando-se aos novos canais de distribuição. As novas gerações têm uma presença no digital muito ativa, pelo que é fundamental que estejamos preparados para dar uma resposta cada vez mais personalizada. Também, ao contrário do que acontecia há uns anos, o cliente é muito mais informado e tem, por norma, uma noção clara do que pretende, tendo já feito algum trabalho de pesquisa das soluções existentes, pelo que o nosso trabalho passa por perceber qual é a necessidade e dar uma resposta o mais personalizada possível num curto espaço de tempo.

Quais os principais parâmetros que guiam a vossa relação com os clientes e as seguradoras com quem trabalham?

O nosso slogan “Relações de Confiança” traduz a simbiose que criamos com os nossos clientes e com os nossos parceiros ao longo destes anos e, todos os dias, é esse lema que nos guia. Percebemos que só com transparência e proximidade conseguimos criar relações de confiança. Estamos preparados para aconselhar os nossos clientes com as melhores soluções em termos de proteção individual, familiar e empresarial e assim proteger as suas vidas e o seu património. No caso do mercado corporate, temos um produto – o Seguro de Crédito – que assegura a faturação das empresas e que é uma solução muito procurada para fazer face a crises inesperadas, como a que vivemos no momento. Este tipo de produto tem vindo a assumir uma importância cada vez maior no panorama nacional e internacional, até porque o país tem tido um histórico de crises financeiras nos últimos anos e as empresas percebem que precisam de se preparar para elas.

Os seguros de acidente e doença representam perto de um terço dos seguros pedidos, sendo que os pedidos de seguros diretos diminuíram 2,3% comparativamente com janeiro deste ano. A Famasegur também sentiu isso?

Efetivamente, tem havido um aumento de pedidos destes seguros com mais incidência no ramo doença desde o início da pandemia, o que é normal, com toda a situação que estamos a vivenciar e com o nosso serviço nacional de saúde num estado calamitoso e completamente paralisado/direcionado para a Covid-19. Acredito que este ramo crescerá ainda mais nos próximos anos. No nosso caso, não sentimos essa quebra, visto que aumentou a procura deste tipo de soluções por parte de particulares. Outra tendência a que temos assistido é a procura, por parte de empresas, de seguros de saúde para os seus funcionários, como forma de gratificar os seus colaboradores e ajudando a reter a escassa mão de obra existente no nosso tecido empresarial, bem como a combater o seu absentismo.

Que opções apresenta a Famasegur a quem procura atualmente soluções de seguro pessoal de doença?

Disponibilizamos os seguros de saúde mais comuns, procurados por pessoas que encontram muitas lacunas no Serviço Nacional de Saúde, nomeadamente em consultas de especialidade e em tratamentos de oncologia, e acabam por recorrer aos hospitais privados. Além disso, disponibilizamos opções mais em conta para quem não tem disponibilidade financeira para subscrever um seguro de saúde mais robusto. Existe, depois, uma solução direcionada para mulheres entre os 18 e os 50 anos, sensíveis ao risco de doenças graves. Esta solução garante à pessoa segura a antecipação de uma percentagem do capital seguro de morte, em caso de diagnóstico de cancro feminino (tumor invasivo da mama, útero, ovários, trompas), bem como uma percentagem do capital seguro de morte em caso de tumor não invasivo dos órgãos femininos. Temos ainda uma solução para pessoas a partir dos 60 anos. Este produto oferece proteção ao nível do internamento hospitalar, ambulatório, consultas e tratamentos a uma faixa etária que, por norma, tem mais dificuldade em fazer um seguro de saúde por limitação da maior parte das seguradoras.

Como se posicionou a Famasegur relativamente ao apoio às empresas que mais foram afetadas pela Covid-19?

Estabelecemos uma relação de proximidade, abrindo novos canais de contacto, como a nossa linha de Whatsapp para um contacto mais rápido e direto. Esta relação de proximidade passou por responder às dúvidas dos clientes, encontrando soluções que fossem ao encontro das suas necessidades. Para nós, é importante que os nossos clientes se sintam acompanhados e que saibam que nos podem contactar a qualquer momento. Além disso, a generalidade das seguradoras criou uma moratória de pagamento, ficando nesse período o risco assegurado, o que acaba por ser uma mais-valia para os clientes.

Quais lhe parecem ser as alterações mais necessárias de efetuar no setor para que este se adapte às novas necessidades das pessoas e das empresas?

O setor tem de se tornar mais tecnológico e menos burocrático. Aquilo que se espera de uma seguradora do futuro é que a tecnologia permita criar produtos personalizados para cada cliente, de forma rápida, tendo capacidade de medir riscos, gerar cotações e emitir apólices à medida de cada cliente, no espaço de poucos minutos, visto que todos os estudos demonstram que os consumidores do futuro esperam um serviço quase instantâneo. É também expectável que, de futuro, a relação entre as seguradoras e os seus clientes esteja assente em suportes digitais. A capacidade de resposta a novas necessidades dos clientes passa por estarmos atentos ao mercado e antecipar algumas dessas necessidades. Por exemplo, na Famasegur temos o seguro “Cyber Risk” que protege os negócios dos nossos clientes de fugas de dados confidenciais, ponto especialmente importante no âmbito do RGPD.

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