“O isolamento da habitação ainda não é prioritário”

A FAMACONCRET conta com 18 anos de atividade e um crescimento contínuo, baseado na seriedade e profissionalismo dos seus colaboradores. Com clientes nos setores público e privado, teve em 2020 o seu melhor resultado líquido e encara 2021 com muito otimismo, como esclarece o engenheiro Luís Silva, gerente da empresa.

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Luís Silva, diretor

Ao longo deste tempo de crescimento e conquistas, como avalia a evolução da empresa e que balanço faz, tendo em conta a posição que se encontra, de momento?

Quando, em 2002, eu e um colega de curso pensámos na criação da FAMACONCRET (à época LUÍS SILVA & JOAQUIM MELO), toda a gente nos chamava de loucos, pois estávamos a passar do escudo para o euro e, com isso, houve uma turbulência nos preços de materiais e mão de obra. Mesmo assim, seguimos em frente e até ao momento nunca me arrependi. Ao longo destes anos conquistámos quota de mercado, angariámos e fidelizámos clientes e crescemos ano após ano. Neste momento, a faturação da empresa situa-se à volta dos seis milhões de euros e esperamos com muito otimismo continuar a crescer.

A vossa experiência está particularmente centrada em obras públicas, tendo realizado muitas obras de raiz e outras reabilitações. Nas obras do setor público, como são tidos em conta aspetos como os materiais a utilizar, a necessidade de equipamentos/edifícios eficientes (se possível ecologicamente sustentáveis) e outros fatores, como o conforto térmico e acústico das construções?

A FAMACONCRET iniciou atividade em janeiro de 2003 e no final de 2005 é que entrou nas obras públicas. Desde então, tem um percurso muito sustentado nas obras públicas, mas não só. Trabalhamos para os ministérios do Governo central, Câmaras e Juntas de Freguesia, mas também temos clientes privados, como a Igreja, para quem recuperamos várias igrejas, e o cliente que tem a sua moradia para construir ou recuperar. A Indústria também pesa bastante na nossa faturação. Relativamente aos materiais utilizados, não nos cabe opinar sobre os mesmos. No caso do setor público, limitamo-nos a concorrer a uma obra cujo caderno de encargos, projetos e outras peças do procedimento estão já definidos e por isso é a esses elementos que temos de responder. No setor privado, não há regras de contratação e cada um adjudica a obra a quem quer. Neste caso, podemos sempre dar a nossa opinião, baseada na nossa experiência.

Que projetos gostaria de salientar, em particular no setor das obras ligadas ao comércio e serviços – lojas EDP – e no setor social – lares, centros de dia e creches?

Nunca podemos esquecer a primeira obra que fizemos – a recuperação de uma fachada num edifício multifamiliar na Póvoa de Varzim – nem a última que terminámos – a recuperação do Mercado Municipal de Famalicão. Podemos ainda salientar cerca de duas dezenas de obras que fizemos para o Instituto de Medicina Legal, tais como Gabinete Médico-Legal de Castelo Branco, Gabinete Médico-Legal de Leiria, e obras para o Ministério da Administração Interna, onde destacamos as instalações da PSP do Viso-Porto. Vários centros sociais e creches, como Centro Social de Ribeirão – Vila Nova de Famalicão, ou igrejas, como a igreja das freguesias de Fradelos, Cabeçudos e Gavião, no concelho de Vila Nova de Famalicão e, atualmente, a Igreja da Misericórdia de Monção. Na área da Indústria, destaque para as obras na Continental Mabor, novas instalações da NH Clima e novas instalações da Tiajo. Nas obras ligadas ao Desporto, temos como exemplos a recuperação do pavilhão no Estádio Universitário de Lisboa, complexos de ténis de Famalicão e Academia do Futebol Clube de Famalicão.

Como caracteriza o trabalho da FAMACONCRET? Quais são os principais valores pelos quais pautam o vosso trabalho?

A FAMACONCRET caracteriza-se pela seriedade com que está no mercado. Se hoje estamos fortes no mercado, é fruto do excelente trabalho feito e que vamos continuar a fazer. Não ganhamos obras a todo o custo – preferimos perder uma obra a enganar um cliente. Só assim continuaremos a crescer duma forma sustentável e de cabeça erguida.

Quem aposta na construção de um edifício pretende que este seja o mais eficiente possível, do ponto de vista da temperatura, do som e mesmo da sustentabilidade do edifício. Porém, tal acarreta custos. Que avaliação faz da construção civil em Portugal, nas regiões onde mais trabalha, no que concerne à mudança para uma construção que contemple todos estes fatores?

Em Portugal olha-se mais ao custo da obra do que à eficiência energética. Vive-se mais da aparência do que do conforto. Falando a nível de obras particulares/habitacionais, tudo o que traz conforto não se vê, normalmente porque se encontra no interior de paredes, e por isso não lhe dão a importância devida. Quando o cliente constrói uma casa, se não gasta o dinheiro na eficiência energética, vai gastar o triplo mais tarde, só que de uma forma mais lenta. Atualmente, a FAMACONCRET está a construir uma moradia para classificação energética A++, e a diferença de preço não é assim tão grande – basta escolher bem os materiais. Se não tivermos bons isolamentos, vamos pagar caro e nunca vamos ter conforto.

Como se posiciona a FAMACONCRET, no que respeita à evolução da sua atividade?

A FAMACONCRET vai continuar a crescer, sempre de uma forma sustentável e sem pressas. Estamos a admitir pessoal, aumentando significativamente os salários face à média do mercado, mas também exigindo profissionalismo a quem quiser fazer parte deste projeto. Estaremos sempre atentos ao mercado e sempre na vanguarda, entrando já este ano na construção de habitação multifamiliar de gama média-alta.

Como lhe parece que este setor irá evoluir durante este ano?

Vejo o futuro com otimismo no setor. A FAMACONCRET, em 18 anos de existência, teve o melhor resultado líquido de sempre em 2020. Em 2021 vamos crescer no volume de negócios, aumentar os recursos humanos e premiar os colaboradores que, em 2020, fizeram parte do nosso sucesso.

www.famaconcret.pt

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