A história de António Costa começa com uma mudança inesperada. Em 2017, após 25 anos no setor bancário, decidiu dedicar-se ao ensino e prática do mindfulness. O regresso à área financeira aconteceu por uma razão pessoal: o processo de financiamento de compra de uma casa, que demorou seis meses e só foi possível com ajuda familiar. “Fez-me tomar consciência de que o bem-estar e o equilíbrio são extremamente difíceis de atingir quando não temos as nossas necessidades básicas asseguradas”, evocando a pirâmide de Maslow.
A experiência acumulada no setor bancário moldou a visão da Mindful Living. “Os 25 anos no setor bancário deram-me experiência sobre o movimento do dinheiro na sociedade e de todos os seus atores, com destaque à diferença de poder de entre um banco e um consumidor”, sublinha. Uma distância que, recorda, o Banco de Portugal tem procurado reduzir e que o intermediário de crédito ajuda a equilibrar. Na prática, o mindfulness é aplicado sobretudo na relação com clientes e bancos: “na paciência, empatia e resposta às diversas situações”.
A opção por um modelo de franchising foi estratégica. “Um franchising era e é imprescindível para obter toda a informação sempre atualizada dos bancos, assim como o suporte em áreas de marketing, contabilística e financeira”, explica. E a escolha só podia recair sobre o Doutor Finanças, “onde a responsabilidade social e o bem-estar financeiro estão presentes”, alinhados com a sua missão.
“Os 25 anos no setor bancário deram-me experiência sobre o movimento do dinheiro na sociedade e de todos os seus atores, com destaque à diferença de poder de entre um banco e um consumidor”
Um dos pontos que suscita dúvidas é a gratuitidade do serviço: “O serviço é gratuito para o cliente, agora para o banco não é”, esclarece. Ou seja, a remuneração do intermediário é assegurada pela instituição financeira por cada operação concretizada, não havendo custos diretos para quem procura melhores condições de crédito. Já a transparência é garantida pelo enquadramento legal. A atividade é regulada pelo Banco de Portugal, entidade “bastante exigente no dever de informação ao cliente”. O intermediário recolhe e apresenta as simulações fornecidas pelos bancos, permitindo comparar propostas num único local. Em vez de contactar vários bancos, “o cliente analisa diferentes spreads e condições de forma centralizada e informada”.
Apesar de ainda não dispor de dados consolidados sobre volume de negócios, a Mindful Living apresenta casos concretos. Numa transferência de crédito habitação, uma cliente reduziu a prestação mensal em cerca de 150 euros. “Para esta família fez a diferença e, sem dúvida, o seu bem-estar emocional aumentou”, relata. Para António Costa, porém, o verdadeiro desafio está na literacia financeira: “o tema está nas crenças limitantes que o cliente tem sobre a possibilidade de negociar com os bancos e acreditar que existe realmente alguém que o pode ajudar”.
Quanto ao futuro, o crescimento será orgânico: “os planos de crescimento são determinados pelos clientes”. A prioridade é manter a missão intacta, ao ajudar pessoas a aumentar o seu bem-estar, conciliando aconselhamento financeiro e atenção ao lado humano. “O mais importante é que a missão seja a mesma, com acompanhamento do cliente do princípio ao fim do processo”, conclui.









