“O mediador deve ser um tradutor financeiro entre o cliente e o mercado”

Contrair um crédito vai muito além de escolher a taxa mais baixa, exige planeamento, consciência de risco e visão de futuro. Sílvia Portela explica porque é que o mediador de crédito é a peça-chave para transformar decisões financeiras em escolhas sustentáveis e ajustadas à realidade de cada cliente.

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Num contexto de crédito, seja habitação, pessoal ou empresarial, que papel considera que um mediador desempenha no aconselha mento dos clientes?
O mediador deve ser um tradutor financeiro entre o cliente e o mercado e, por isso, tem um papel fundamental no aconselhamento por diversos motivos. O primeiro deve-se ao facto de que antes de dar qualquer parecer analisa detalhadamente o perfil, objetivos e necessidades do cliente, onde posteriormente ao fazer uma comparação imparcial de várias soluções, consegue corresponder e dar uma resposta ajustada às expectativas e ao que o cliente procura.

O segundo motivo, prende-se ao facto da explicação clara de custos, riscos e impactos a curto e a longo prazo, havendo assim uma consciencialização para todo o processo. Por fim, mas não menos importante, o acompanhamento antes, durante e após a contratação.

Quando um consumidor está a ponderar recorrer a um crédito, quais são os principais riscos que aconselha a considerar antes de escolher uma solução financeira?
Diria que a existência de um fundo de emergência é fundamental para prevenir cenários não tão favoráveis, e ter em consideração os compromissos a longo prazo vs. a estabilidade profissional e autonomia financeira, são os principais riscos que eu aconselho considerar.

No início, muitas pessoas recorrem a bancos ou plataformas online para obter crédito. Na sua experiência, quais são as vantagens de procurar uma consultoria especializada em vez de tratar tudo diretamente com o banco?
Da minha experiência, o mediador não substitui o banco, mas complementa e protege o cliente uma vez que compara o mercado e os bancos vendem as suas próprias soluções.

É certo que as plataformas online são céleres, mas também são pouco personalizadas, enquanto uma consultoria especializada analisa o contexto completo do cliente, negocia condições, antecipa alguns riscos e tem o fator humano, o apoio contínuo, que em áreas mais sensíveis ainda é fundamental.

Que recomendações deixa para quem está hoje a planear um crédito, pensando não apenas no presente, mas também na sua estabilidade financeira futura?
Diria que é fundamental existir um planeamento estratégico a médio e longo prazo, não comprometendo toda a margem financeira e simular cenários mais pessimistas construindo com isso um plano B. Pensar no crédito como parte de um plano de vida e não como um fim, porque não termina de um dia para o outro. Por fim, dar prioridade à flexibilidade também, no que diz respeito especialmente à renegociação que pode fazer toda a diferença no orçamento familiar ou pessoal.

Para mais informações, contactar através do telemóvel: +351 918 682 017