“O mercado segurador está a mudar”

A SECURUS foi criada em 2015, por António Feitor, um consultor de seguros com 23 anos de experiência no setor. Num mercado em mudança, a dinâmica dos produtos e o maior conhecimento por parte dos clientes obriga a um conhecimento e acompanhamento constantes, quer dos novos produtos, quer das necessidades dos clientes.

0
471
António Feitor, sócio-fundador

A SECURUS é uma empresa que se assume moderna e dinâmica. Tendo em conta o tempo em que está presente no mercado, que análise faz da evolução deste setor?

A SECURUS foi criada em março de 2015, com a preocupação inicial de analisar as tendências de mercado, procurando assim ajustar a estratégia e o posicionamento aos desafios que o setor enfrenta. Nesta linha de orientação, definimos como essencial a nossa presença com imagem e instalações próprias. Esta necessidade foi evidenciada pelo encerramento generalizado, por parte das seguradoras, ao público, e pela necessidade de aumentar as sinergias entre a nossa equipa. O crescimento da equipa, nomeadamente a nível comercial, foi uma das ações estratégicas que permitiu alavancar com maior facilidade outros objetivos. A SECURUS apresenta-se como um parceiro importante junto dos profissionais do setor que desenvolvem a sua atividade individualmente e que não possuem uma estrutura de apoio. Esta integração de novos membros na equipa permitiu a criação de uma maior escala de valor, o que consideramos essencial para que possamos ter um crescimento sustentável e para que tenhamos a capacidade de estabelecer parcerias com as diversas seguradoras. Assim, asseguramos uma relação mais forte e consequentemente, temos uma oferta variada e alargada ao dispor, quer da nossa equipa, quer dos nossos clientes. Esta oferta permite-nos ter uma isenção face às necessidades dos segurados, oferecendo-lhes sempre a solução de mercado mais vantajosa. Relativamente ao modelo de negócio, este tem vindo a alterar-se de forma expressiva, caminhando para uma redução significativa do número de players na mediação e existindo inúmeras movimentações a nível de fusões e parcerias. Ao nível dos meios digitais, os desafios são interessantes, pois requerem um investimento em processos que contribuam para uma interação online com os nossos clientes, ainda que os mesmos não anulem o fator presencial. Temos por certo que a nossa presença é, e será cada vez mais, assumida enquanto consultores, oferecendo e auxiliando os clientes com o objetivo de um melhor enquadramento face às suas necessidades. Atualmente, os clientes estão mais informados, têm maior acesso à oferta existente no mercado e conseguem efetuar uma análise prévia das várias soluções disponíveis. No entanto, embora o processo presencial coexista com o digital, a maioria dos clientes recorre ao nosso aconselhamento no momento de decisão. Os produtos a desenvolver serão mais dinâmicos, mais ajustados às necessidades dos clientes e com uma oferta mais especializada, nomeadamente em áreas de previdência, contribuindo para o aumento da nossa intervenção enquanto consultores.

Os seguros são ativados apenas quando algum imprevisto acontece e a pandemia é um caso destes. Durante o período de confinamento, em particular, como reagiram os seus clientes?

A situação de pandemia é umas das exclusões nas apólices de saúde e em algumas apólices de vida, no entanto o mercado reagiu de uma forma proativa a esta nova realidade. As seguradoras criaram medidas excecionais, revogando exclusões face à atual situação e garantindo coberturas que não estavam previstas nas condições gerais. O foco foi o cliente, o qual recebeu todas estas medidas com enorme agrado.

Algumas empresas tiveram necessidade de rever as suas estruturas, o que pode ter influência nos recursos humanos. Tal refletiu-se nos seguros de vida e acidentes de trabalho?

Curiosamente, mesmo em situações de alguma dificuldade financeira, existiu uma grande preocupação por parte das empresas e dos clientes particulares em manter os seguros de vida e de saúde considerados, na sua maioria, como um importante ponto de segurança e de bem-estar. Em relação aos acidentes de trabalho, existiu a necessidade de ajustar taxas, volumes salariais ou períodos de inatividade, estando as seguradoras solidárias, através da análise de cada uma das situações com que nos deparámos.

Que apoio é possível fornecer às empresas que estão a atravessar este período mais conturbado?

Numa única palavra, acompanhamento. É importante a presença e identificação das necessidades individuais, para que possamos apresentar soluções sem comprometer a proteção dos clientes e do seu negócio.

Que outros produtos e serviços fornecem a quem vos procura?

O aconselhamento e a gestão/assistência da carteira de seguros individual e empresarial. Desenvolvemos parcerias com várias seguradoras, para assegurar uma oferta que possa corresponder às diferentes expectativas e necessidades. Estabelecemos igualmente parcerias com soluções internacionais, de forma a podermos dar resposta a questões mais específicas. De futuro, consideramos importante ter uma área de clientes a nível digital, complementando assim a nossa interação com os clientes.

A retoma económica já está a acontecer?

Infelizmente, ainda não podemos falar em retoma generalizada. A crise económica ainda não atingiu o seu pico, o qual presumimos que acontecerá no final deste ano ou no início de 2021. Esta retoma dependerá diretamente do aparecimento de um tratamento e/ou de uma vacina, assim como das medidas que os Governos possam aplicar para mitigar esta terrível situação. A recuperação do mercado é inevitável, mesmo que, infelizmente, muitas empresas não resistam a esta tão profunda crise. O futuro exigirá adaptação. Alterações nos modelos de negócio, maior recurso a meios digitais e teletrabalho são apenas algumas das mudanças para as quais a aposta em formação será um fator decisivo de sucesso.

António Feitor, 49 anos, iniciou atividade profissional no setor segurador, como mediador exclusivo, em 1997, num projeto desenvolvido pela VICTORIA Seguros, tendo sido convidado, em 2001, a integrar os quadros da empresa para desenvolver funções de gestor de redes de agentes. Em 2011, aceita um novo desafio da LIBERTY Seguros para criar e desenvolver uma nova rede de agentes. No final de 2014, inicia a análise da viabilidade de um projeto pessoal, o que o levou a criar, em março de 2015, a empresa SECURUS.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here