“O nosso sucesso está nas pessoas”

Rachid Timchara detinha a sua empresa de construção civil há oito anos, quando a crise económico-financeira que assolou Portugal o obrigou a procurar clientes no mercado da mediação imobiliária. Quatro anos depois de começar a trabalhar como consultor, criou a sua própria empresa – a Côte d’Azur. Hoje em dia, esta empresa trabalha nas áreas de construção civil, arquitetura, engenharia, estudo de rentabilidade e investimento e todas estão em franco crescimento.

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Rachid Timchara, CEO

Rachid Timchara iniciou a sua atividade laboral em Portugal, em 1996 como pescador, passando em 2000 para a construção civil, área na qual deteve uma empresa até ao ano de 2008, quando a crise económico-financeira o obrigou a procurar trabalho numa outra área: “Eu estava no setor da construção civil desde 2000, mas com a chegada da crise a procura diminuiu. Resolvi entrar para o mercado imobiliário, enquanto consultor, para tentar angariar alguns clientes para a minha empresa de construção civil”.

Quatro anos depois da sua entrada no mercado imobiliário, Rachid Timchara já era sócio da imobiliária onde trabalhava e decidiu abrir a sua própria agência – a Côte d’Azur: “A Côte d’Azur nasceu em 2012, no pico da crise que se vivia naqueles anos. No entanto, apesar da descrença de algumas pessoas, avancei para a abertura da agência, pois acredito que é na crise que as empresas crescem. Foi esta forma de pensar que nos fez chegar onde chegámos”. Em 2013, com a entrada da sócia Andreia Pereira, existiram alguns dos reajustes que pautaram o futuro da empresa.

2015 – o ano da expansão

O ano de 2015 ficará marcado na memória de Rachid Timchara, pois foi nesse ano que a empresa alargou a sua área de atuação, no que respeita ao mercado imobiliário: “O primeiro passo foi afirmarmo-nos em Sesimbra. Tínhamos uma pequena loja na vila, em frente ao mar, e abrimos uma outra, maior, em Santana. Em 2017, avançámos para o mercado de Setúbal, Corroios, Lisboa, Azeitão e Almada. De realçar que esta expansão foi feita de forma sustentada. Só avançámos para uma nova região depois de ter garantido a consolidação das novas agências abertas”.

Esta evolução para mercados tão diferentes, entre si, como os das regiões mencionadas anteriormente só foi possível graças à entrada de novos colaboradores na Côte d’Azur: “As pessoas é que fazem o sucesso, sem dúvida, e no nosso caso, se não tivéssemos tido a sorte de encontrar profissionais deste setor, que já vinham de outras agências que operavam nesses mercados, provavelmente a nossa expansão e consolidação nunca teria sido assim tão rápida. Isto porque estes mercados são muito diferentes. Sesimbra, só por si, é um mercado dividido entre população residente, turistas e investidores estrangeiros. Por essa razão, as imobiliárias que estavam neste mercado tinham uma forma muito própria de trabalhar – quando o mercado turístico funcionava bem, as imobiliárias abriam todas na vila, junto ao mar. Quando os bancos abriam os créditos bancários, as imobiliárias passavam todas para a zona de Santana ou Cotovia, para trabalhar o cliente residente. Ultimamente, a cultura empresarial mudou e a maioria das imobiliárias já tem uma loja na vila e outra em Santana, sobretudo desde 2016, que foi quando o mercado começou a estar estável.

Nós próprios somos um exemplo disso: de 2012 a 2015, também nos focámos no mercado estrangeiro. A vertente turística chegou a representar 80 por cento da nossa faturação. Desde 2012 que a Côte d’Azur marca presença em todas as feiras de Paris e o turista francófono – francês, belga, suíço – sempre representou uma fatia muito grande da nossa faturação. Hoje em dia a Côte d’Azur está presente nas feiras de Paris, Lyon, Ghent, Moscovo, Dubai e Portugal.

Relativamente aos outros mercados, Setúbal era um mercado de retalho, que depois se transformou em turístico, muito semelhante a Sesimbra. Azeitão é um mercado premium, onde as pessoas procuram mais quintas ou querem ter uma segunda habitação, mais requintada. Além disso, está agora a transformar-se num mercado de investimento para a comunidade francófona. Corroios é um mercado de retalho e de habitação, um dormitório… O mercado de Almada começou por ser procurado por pessoas de Lisboa que queriam fugir da metrópole e agora é cada vez mais visto como um mercado turístico. Não temos uma loja que seja parecida com a outra, mas felizmente conseguimos sempre arranjar pessoas que se adaptam àqueles mercados”.

Em simultâneo com este crescimento ligado ao mercado imobiliário, a Côte d’Azur continuou a desenvolver trabalhos nas áreas da construção civil e dos investimentos.

Construção civil – projeto “Chave na Mão”

“A construção, para mim, sempre foi mais importante que a mediação, embora reconheça que, atualmente, a mediação imobiliária representa grande parte da nossa faturação. Ainda assim, o facto de eu ser construtor antes de ser mediador permitiu-nos crescer e impormo-nos mais facilmente nesta área da construção civil”. O projeto “Chave na Mão” serve para proporcionar aos clientes um imóvel exatamente à sua medida. Este projeto conta com um departamento de engenharia e arquitetura, criado para acelerar o tempo de resposta aos pedidos dos clientes e garantir que a obra termina dentro do prazo estipulado. Durante a pandemia, e com o confinamento, o projeto “Chave na Mão” teve um grande crescimento, pois as pessoas procuraram terrenos para posterior construção de habitação, de forma a saírem de apartamentos ou dos centros das cidades: “Atualmente, temos em desenvolvimento seis moradias, projetos esses que podem ser financiados pelo banco, da mesma forma que se pede um crédito habitação para a compra de casa. É importante passar esta mensagem, pois muita gente acredita que tem de ter todo o dinheiro disponível para adquirir um terreno e isso não é verdade”.

No que respeita ao Investimento, outra área que em muito contribui para a faturação da empresa, a Côte d’Azur e os seus parceiros investidores, de diversas nacionalidades, têm neste momento em desenvolvimento 18 projetos, sendo que o mais pequeno deles tem 7 apartamentos, tendo alguns que chegam aos 27: “O nosso crescimento nesta área aconteceu em 2016/2017 e desde então temos vindo sempre a investir. Só em Sesimbra estamos a construir cerca de 300 frações”.

Todos as atividades em que a Côte d’Azur está envolvida estão a crescer. Mesmo durante o período pandémico, embora com alguma diminuição na faturação, Rachid Timchara afirma que foi possível continuar a trabalhar: “Não sentimos menos procura, vendemos muitas casas via videochamada, mas sentimos a quebra, se compararmos com a faturação que tínhamos antes, fruto do mercado internacional. Agora, com o mercado nacional mais equilibrado e com os bancos a emprestar dinheiro, a importância do mercado nacional e internacional equilibrou, representando ambos perto de 50 por cento das vendas”.

O diretor da empresa não tem motivos para temer o futuro: “O mês de março foi um dos melhores meses de sempre, em termos de trabalho e faturação. Não tenho dúvidas que isso se refletirá no resto do ano e que este será um ótimo ano”.

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