Tecnologia orgulhosamente vanguardista

Luís Barros sempre trabalhou na área da metalomecânica, na empresa fundada pelo seu pai. Quando, em 2019, decidiu criar um novo projeto, no mesmo setor, apostou numa empresa diferente da concorrência, capaz de arriscar e de se posicionar no futuro. Dedicada ao fabrico de equipamentos de vanguarda, incorporando a tecnologia 4.0, a VLB é reconhecida pelos maiores parceiros internacionais do setor metalomecânico e procurada por clientes de todo o mundo.

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Luís Barros e Vasco Barros

Luís Barros dedicou a sua vida à área da metalomecânica. Ainda estudante, passava o seu tempo na fábrica do pai, na qual permaneceu mais de 40 anos: “Eu sempre disse que era investigador e comercial. A minha principal preocupação era perceber as necessidades do cliente e responder com equipamentos inovadores”. Todavia, há cerca de dois anos deu por terminada a sua participação na empresa da família e assumiu o desafio pessoal de criar de raiz o seu próprio projeto. Nascia, assim, a VLB, uma empresa que produz máquinas para a transformação de tubos e chapa, como curvadoras de tubo, perfiladoras, prensas hidráulicas, linhas de corte de chapa…

Uma empresa feita de futuro

A fábrica da VLB começou a ser construída em maio de 2019. Com 40 mil metros quadrados de área e 14 mil metros quadrados de construção, o tamanho do espaço já indiciava a ambição que lhe estava reservada: “Nascemos com uma mentalidade muito forte. Claro que somos portugueses e trabalhamos para Portugal, mas nascemos virados para o mundo. O nosso ADN é diferente, propusemo-nos fazer diferente e, por isso, estamos ao nível dos maiores fabricantes mundiais deste setor”.

A VLB é uma empresa futurista. Criada a partir do zero, isso permitiu liberdade de criação total: “Antes de a fábrica estar construída, já tínhamos montado o nosso Departamento de Projeto, que conta com 20 pessoas a quem, desde o início, foi permitido desenvolver sem limites. Durante seis meses, o tempo de construção da fábrica, este departamento criou as máquinas que seriam depois construídas na nova fábrica. Quando estas começaram a ser produzidas, ficámos com a certeza que tínhamos algo revolucionário”.

Com o interior branco (incluindo o chão) e maquinaria também branca, a imagem futurista da VLB fica bem evidente aos olhos de quem a visita. Os produtos ali criados são a assinatura desse mesmo ADN diferenciador: “A nossa empresa é totalmente virada para a indústria 4.0 e fazemos questão de produzir todo o equipamento internamente, seja a parte física da máquina, seja o software necessário para a controlar, bem como todos os componentes que a constituem. Isso permite-nos fazer mais testes, trabalhar mais em equipa e entre os diversos departamentos, para criar uma dinâmica de equipa e de ‘projeto final’ única”.

“Saber de experiência feito”

“Nunca usamos a palavra não. Vamos sempre de mente aberta e com a intenção de inovar. Nascemos com um know-how técnico muito grande, pois todas as pessoas que iniciaram este projeto foram escolhidas por mim. São pessoas com quem eu já tinha trabalhado e em quem confio. No caso do Departamento de Projeto, fazemos sempre questão de assumir o risco de inovar – é ótimo porque permite-nos implementar novas tecnologias e processos, e dessa forma acautelamos o nosso futuro. Desenvolvemos máquinas e componentes para todo o tipo de indústrias, mas as que mais nos desafiam são as da indústria automóvel ou aeronáutica, que trabalham sempre na vanguarda e cujo trabalho tem de ser perfeito. Na VLB procuramos novas abordagens e alternativas às tecnologias existentes no mercado”. Todas as máquinas produzidas pela VLB são possíveis de controlar à distância, através do software nelas instalado, por isso a assistência técnica é realizada, na maioria dos casos, remotamente.

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A nova fábrica

Nestes dois anos de existência, o impacto da VLB no setor metalomecânico foi de tal ordem que a impossibilidade de viajar e de se apresentarem nas feiras da área em nada diminuiu o (re)conhecimento dos clientes: “Prova disto é o crescimento permanente, soubemos adaptar-nos à nova realidade e usar as tecnologias para promoção e contactos com os nossos clientes. O reconhecimento generalizado do nosso trabalho na VLB faz com que sejam os clientes que, neste momento, nos procuram e querem trabalhar connosco. O mesmo acontece com a nossa rede comercial, que está presente, desde o início, com instalações próprias em Espanha, Itália e BENELUX, além do território nacional”. Durante este período, a VLB empregou cerca de 80 pessoas e prepara-se para criar mais 12 postos de trabalho, através da construção de uma nova fábrica, no Parque Industrial de Chaves, que dará resposta à contínua necessidade de aumentar a produção de componentes, bem como será o local onde se irá desenvolver uma nova máquina: “É algo totalmente inovador, que não existe no mercado. O lançamento está previsto para o início do próximo ano, considerando que ainda falta terminar a fábrica e iniciar a produção”. Este investimento está avaliado em 3,5 milhões de euros e Luís Barros espera que siga o mesmo caminho de sucesso que a casa-mãe, em Vila Nova de Famalicão.

Uma equipa jovem e a crescer

Com uma média de idades a rondar os 27 anos, a equipa da VLB é nova, ambiciosa e em constante desenvolvimento: “Sem estas pessoas, nunca chegaríamos a lado nenhum. A equipa é fundamental e aqui temos a cultura do ‘nós’. Não há nada feito por ‘mim’, tudo é feito por ‘nós’. Os erros são nossos e os sucessos também. Isso cria uma cultura de pertença muito forte”.

A VLB tem muita necessidade de mão de obra e reconhece, por isso, a escassez de pessoas qualificadas nesta área: “Nós abrangemos várias áreas na empresa, desde engenharia de software a operadores de CNC’s… e não é fácil encontrar pessoas com estas qualificações. A tal ponto que estamos a sobrepor-nos às escolas técnicas e a formar os nossos próprios profissionais”.

Outro ponto a destacar é a presença de mulheres na produção: “Estamos a contribuir para desmistificar a ideia de que a metalomecânica é um trabalho de homens. Na nossa empresa, os processos são os mais avançados, como tal, não é um trabalho manual que exija força. Temos neste momento várias mulheres a trabalhar connosco e a experiência está a ser ótima. Creio que ambas as partes estão satisfeitas com esta aposta”.

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Orgulho de fazer melhor

A VLB é, como comprova tudo o que atrás foi dito, uma empresa que só tem futuro. E essa visão não se aplica somente ao conceito puramente comercial e de posicionamento no mercado. A sigla VLB vem da conjugação dos nomes do filho Vasco e de Luís Barros, o que deixa transparecer o objetivo do seu mentor: “O Vasco é o meu filho e a empresa já nasceu com o nome dele porque o objetivo será que o legado de fazer diferente, do zero, e sempre melhor se mantenha na sua geração. Foi neste setor que sempre trabalhei e, se lhes puder deixar algo, que seja um legado de futuro”.

www.vlb-group.com

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