“O sorriso tem poder”

A Clínica Médica e Dentária Eduarda Faria disponibiliza várias especialidades clínicas que contribuem para uma melhor saúde oral. Higiene, segurança e formação são as principais características que a diretora clínica e médica dentista, Eduarda Faria, salienta.

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Eduarda Faria, médica dentista e diretora clínica

Como foi a evolução desta clínica?

Quando terminei a licenciatura em Medicina Dentária pela Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto, em 2001, vim para Braga assistir às consultas de um colega que havia sido meu docente. Em 2014, assumi a propriedade da clínica. Temos tido uma postura de honestidade na nossa prática, valorizando a Medicina Dentária, sem ceder nos pressupostos de higiene e segurança para os nossos utentes.

Quais as especialidades que disponibiliza?

O corpo clínico é composto por três médicos dentistas, todos com formação diferenciada. Eu fiz formação pós-graduada nas áreas da Oclusão e Ortodontia. O Dr. Rui Lopes completou formação nas áreas da Reabilitação Oral e Endodontia. O Dr. Francisco Correia tem formação em Periodontologia e Implantologia. Mais recentemente, tenho sentido necessidade de ampliar a oferta, através da integração de outras áreas, nomeadamente a Odontopediatria, que espero resolver em breve.

41% da população afirma não ir ao dentista há mais de um ano. Falta sensibilizar para a prevenção?

Eu penso que existe sensibilização para a prevenção em saúde oral. O sorriso tem um poder muito grande e é cada vez mais um requisito em termos profissionais. Tenho registado uma evolução bastante satisfatória no que diz respeito à dentição das crianças, que já têm noções de higiene oral, o que outrora não acontecia. O que me parece é que, apesar disso, a população mais velha ainda não vê a dentição como parte integrante do corpo humano, que deve ser tratada e preservada.

Que consequências pode trazer para a saúde geral uma saúde oral deficiente?

Na saúde oral temos igualmente de observar o paciente como um todo. As doenças oncológicas envolvendo cabeça e pescoço são uma realidade bastante significativa. Assiste-se a um aumento dos pacientes com patologia autoimune, que se revela através de manifestações orais. Além disso, surgem as alterações da posição, formato dos dentes e maxilares que interferem com a autoestima do indivíduo. Portanto, deve ser entendida como um fator importante no equilíbrio do indivíduo.

Os seguros dentários são uma solução para quem precisa de ir dentista com frequência?

O que observo é que há um esforço financeiro para muitas famílias, de modo a poderem aceder aos nossos serviços. Por outro lado, há pessoas que têm seguros atribuídos pela entidade patronal. Nestes casos, entendo que possa compensar a adesão aos seguros. De outro modo, para obter um seguro de Medicina Dentária, o investimento do beneficiário é significativo e cada um terá de fazer os seus cálculos para verificar se se justifica.

A Medicina Dentária ainda não faz parte do SNS. Como vê essa questão?

A integração da Medicina Dentária no Sistema de Nacional de Saúde, na minha opinião, seria benéfica. Valorizava-se a mão de obra altamente especializada que existe, os médicos dentistas. Permitia que a população que é encaminhada para ambiente hospitalar fosse reduzida e poderia permitir custos mais acessíveis.

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