“Orgulho-me de mulheres independentes”

Rita Maria Nunes é a CEO da Interconsulta, uma empresa familiar que está sob sua administração desde o início do ano de 2020. Mulher otimista, empreendedora e cheia de energia, Rita Maria Nunes começou a trabalhar aos 14 anos e conta-nos a sua experiência enquanto líder e mulher trabalhadora.

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Rita Maria Nunes, CEO Foto: André Areias

Como se define, enquanto pessoa e profissional? Que características pessoais acredita que utiliza no seu dia a dia profissional?

A energia e dedicação com que encaro os meus desafios, pessoais ou profissionais, são as características que mais inspiram os outros a se superarem. Sempre me senti uma mulher independente, livre, tendo na capacidade de liderança uma das minhas maiores virtudes.

Em Portugal, as mulheres estão cada vez mais a ocupar lugares de liderança. Todavia, a nível salarial a igualdade ainda não se manifesta. Como vê esta questão?

Vejo com profunda tristeza. É lamentável que o teu género condicione à partida o teu salário, quando na verdade deveria ser a dedicação, empenho e conhecimento que deveriam ser a bitola de quanto vais receber no fim do mês. Tornei-me empresária para não ter de lidar com estas diferenças mas, acima de tudo, para poder acabar com elas.

Quais os desafios a ter em conta nos próximos anos, no que respeita às mulheres e ao seu reposicionamento e afirmação no mundo empresarial?

Acompanho com muito orgulho movimentos de mulheres que se tornam independentes, que lutam pelos seus ideais. Sempre que vejo uma mulher num lugar de liderança importante sinto uma tremenda alegria. O mundo está a mudar muito nesta questão, felizmente de forma cada vez mais rápida e intensa. Mas há ainda muito a fazer. Os desafios são imensos, mas qualquer pessoa pode chegar onde quiser.

Que mensagem gostaria de deixar às novas gerações, que estão atualmente na faculdade ou a iniciar o seu percurso enquanto empresárias?

Ninguém sabe aos 20 anos o que vai de facto fazer aos 30 ou aos 40. Mas eu sabia que queria mudar o mundo. Optei por ser empresária e gerar valor criando postos de trabalho. Lewis Carrol escreveu, no livro “Alice no País das Maravilhas”, que podemos sempre alcançar o impossível, bastando para isso acreditar que é possível. Para quem está a sair agora da faculdade e quer ser empresária, o único conselho que posso dar é: sigam em frente!

Que soluções e serviços presta atualmente a Interconsulta a quem a procura?

Trabalhamos consultoria em negócios de franchising, para franchisadores e franchisados. Temos programas pré-definidos para redes de franchising, nomeadamente para quem quer lançar um novo conceito em franchising ou para quem já tem e quer melhorar o desempenho da sua rede. O nosso modelo de trabalho assenta em duas condições importantes: é sempre um trabalho entre duas entidades – empresa e consultor; damos ferramentas e ensinamos as técnicas necessárias para alcançar o objetivo.

Tendo em conta o seu positivismo, empreendedorismo e a capacidade de resolver problemas, como avalia a atual situação socioeconómica em que o país e o mundo se encontram?

Acredito que os tempos que se seguem vão ser desafiantes. As famílias vão perder poder económico e vamos ter de nos reinventar enquanto sociedade. No entanto, vamos valorizar coisas que antes nos passavam ao lado, como o nosso tempo ou a nossa casa.

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