A SensiSpa nasceu em 2010 e, ao longo dos anos, tornou-se um conceito de bem-estar que integra saúde, beleza e experiências personalizadas. Se tivesse de escolher um único momento que simboliza a verdadeira “viragem chave” da empresa, qual seria e porquê?
A verdadeira viragem aconteceu após a pandemia. Foi nesse momento que assumi integralmente a liderança do projeto e senti que o futuro da SensiSpa dependia das minhas decisões. Em vez de recuar, escolhi reinventar a empresa. Foi um enorme desafio, mas também o período em que mais cresci enquanto pessoa e empresária. A SensiSpa não cresceu apenas em dimensão; foi aí que encontrou verdadeiramente a sua identidade.
Quando alguém entra na SensiSpa pela primeira vez, o que é que encontra, desde a forma como é recebido até à filosofia dos serviços?
Gostava que cada pessoa sentisse que chegou a um lugar onde pode simplesmente parar. Mais do que tratamentos, oferecemos tempo, escuta, tranquilidade e uma experiência verdadeiramente personalizada. Na SensiSpa cuidamos do corpo, mas nunca esquecemos a pessoa.

Num mundo onde a estética é associada à aparência, a SensiSpa tem procurado falar de autoestima, autocuidado e equilíbrio emocional. Acredita que o maior “tratamento” que presta aos clientes nem sempre é visível ao espelho?
Sem dúvida. Muitas pessoas chegam cansadas, ansiosas ou emocionalmente sobrecarregadas. Quando saem mais leves ou nos dizem “era mesmo disto que precisava”, percebemos que o verdadeiro tratamento foi muito além da pele. A beleza pode ser visível, mas o que realmente transforma uma pessoa é a forma como ela se sente consigo própria.
Enquanto mulher, empresária e líder, houve alguma fase em que sentiu que estava a cuidar de todos, menos de si? O que aprendeu sobre liderança quando percebeu que cuidar da empresa também implicava aprender a cuidar de si própria?
Sim. Durante muito tempo coloquei sempre a empresa, a equipa e os clientes à frente de mim. Com o tempo percebi que não conseguia cuidar verdadeiramente dos outros sem cuidar também de mim. Hoje sei que liderar é também encontrar equilíbrio.
Imagine que volta a 2010 e encontra a Daniela que está prestes a abrir as portas da SensiSpa. Sem lhe revelar o futuro, mas sabendo tudo o que viveu até hoje, o que lhe diria?
Dir-lhe-ia apenas para continuar a acreditar. Haveria dias muito difíceis, mas seriam precisamente esses dias que fariam nascer a empresa que hoje existe. Desde muito nova havia uma certeza dentro de mim: um dia iria construir algo meu. Não sabia como, nem quando. Hoje percebo que os sonhos se construem todos os dias, com trabalho, coragem e resiliência. A Daniela de 2010 nunca imaginaria que o maior sucesso da SensiSpa nunca seriam os tratamentos que realiza, mas as pessoas que consegue tocar todos os dias. No fim de tudo, percebi que o verdadeiro luxo não é aquilo que oferecemos. É conseguir fazer alguém sair da SensiSpa a sentir-se melhor do que quando entrou.











