Qualidade e detalhe em cada projeto

A Planirest desenvolve atividade nas mais variadas áreas da construção e remodelação, com capacidade para executar trabalhos de diferentes magnitudes e dificuldades. Os seus diretores, José Palha e Paulo Cordeiro, relembram as dificuldades para contratar mão de obra e o acréscimo de valor que tal implica nos projetos acabados.

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Como caracteriza a empresa, no que respeita às suas capacidades técnicas e de execução de obras?

Desde a sua criação que, na Planirest, percebemos que a aposta no capital humano seria o caminho para a sobrevivência. De resto, ainda hoje assim é. A empresa tem na sua estrutura 126 funcionários e a todos, desde o quadro mais habilitado até ao menos, é dada a devida importância. Consideramos que temos grande capacidade técnica devido à diversidade existente na nossa equipa, que é constituída por profissionais dedicados, desde engenheiros civis, arquitetos, encarregados, chefes de equipa e oficiais com largos anos de experiência. Temos uma equipa motivada, que persegue os sonhos e concretiza-os. Contamos com técnicos credenciados, divididos por especialidades, que executam a maioria das artes presentes na construção civil. Entendemos que a equipa é o nosso ativo mais valioso, daí apostarmos na formação contínua e na visita regular a feiras e eventos de construção. Temos uma preocupação constante em satisfazer o cliente, pois sabemos que o seu sucesso também vai ser positivo para nós. Temos orgulho no trabalho que desenvolvemos, bem como nas nossas soluções técnicas, que utilizamos diariamente. A importância que damos à mais pequena intervenção é a mesma que dedicamos à mais complexa.

O mercado da construção civil é sempre um mercado-chave para se aferir da Economia nacional. Que análise faz do comportamento do mercado da construção civil e da própria Planirest?

O mercado da construção, apesar de toda a situação causada pela pandemia, manteve-se em terreno positivo, tendo inclusive registado um crescimento. A maioria das obras manteve-se em execução, tanto como se registou o arranque de novos projetos. É um mercado que continua em evolução a bom ritmo de crescimento. Acompanhando esta tendência, a Planirest cresceu, mesmo em tempo de pandemia. Contudo, no ano de 2021 os tempos têm sido difíceis devido aos consecutivos aumentos dos preços dos materiais e seu aprovisionamento, à escassez de mão de obra e ao aumento do seu custo. Considerando que se trata de uma atividade com contratos, em muitos casos, plurianuais, todos os aumentos dos gastos produtivos estão a ser absorvidos pelos empreiteiros com as consequentes reduções de margens.

Relativamente às obras de construção nova, quais os projetos que gostaria de destacar?

Em relação a construção nova, temos vários projetos em execução, na Área Metropolitana de Lisboa. Sentimos que é um setor em crescimento, não só pelo que estamos a executar, como também pela quantidade de convites que recebemos para apresentar proposta. Esperamos que para o ano de 2022 o número de projetos licenciados venha a aumentar, apesar de toda a incerteza que vivemos atualmente.

A reabilitação é também uma parte muito importante neste setor. Quais as características particulares desta área, que diferem da construção nova?

Se considerarmos que a reabilitação é um conjunto de operações dirigidas à conservação e ao restauro de partes significativas de uma arquitetura, de forma a satisfazer as exigências funcionais atuais, esta diferencia-se da construção nova, sobretudo, pelos imponderáveis que podem surgir e a dificuldade sentida nos levantamentos. Muitas vezes, os levantamentos não coincidem com o que depois se verifica in situ, obrigando a alterações, por vezes profundas, dos projetos e até a nível da execução. O acompanhamento deste tipo de obra tem de ser muito mais rigoroso, assim como a sua preparação tem de ser feita mais em estreita relação com os levantamentos feitos in situ. Todas as intervenções têm de ser estudadas com recursos a tecnologias de construção diferentes das originais, obrigando ao estudo e utilização de soluções inovadoras.

Quais as obras mais icónicas nesta área – reabilitação e requalificação – que gostaria de realçar?

Temos de realçar a obra do Lisbon Chiado Hotel e a obra do Quarteirão Inglês, Rua Luciano Cordeiro e Avenida João Crisóstomo, todas em Lisboa, estando as duas primeiras a decorrer neste momento. Também no restauro de património arquitetónico, temos a salientar intervenções realizadas no Palácio da Pena, Fortaleza de Sagres, farol Cabo da Roca, entre outros.

O país está a atravessar uma fase de nova recuperação económica. Enquanto empresário, esta ideia corresponde à verdade?

Sentimos uma retoma progressiva da atividade, que se pretende atingir os níveis pré-pandemia até ao final de 2022. No entanto, a incerteza afeta diretamente a confiança dos investidores, com potenciais repercussões no mercado. O que se espera para 2022 vai revelar-se algo complicado, uma vez que a não inclusão da revisão de preços nos últimos projetos adjudicados está a causar-nos uma enorme dor de cabeça.

Quais as principais dificuldades que se sentem neste setor e que condicionam o desempenho das empresas?

São dois os constrangimentos que afetam o setor da construção. Por um lado, o crescimento exponencial dos custos dos materiais de construção e, por outro lado, a insuficiência de mão de obra, sobretudo especializada. Deste modo, se a procura é superior à oferta de mão de obra, o seu preço aumenta, o que se vai repercutir no preço final do produto, no alargamento dos prazos de execução dos projetos, bem como na dificuldade de cumprir com os requisitos de qualidade que os projetos atuais contêm.

Como antecipa o próximo ano?

Para o ano de 2022, as expectativas são boas, mas apenas existe uma certeza: a incerteza. Apesar deste cenário e considerando as obras contratadas que temos em carteira, prevemos um crescimento a rondar os 10%. Estamos perante um enorme desafio, provavelmente o maior destes nossos 25 anos de existência, que passa pelo respeito das obrigações assumidas perante os nossos clientes, a angariação da mão de obra necessária, aprovisionamentos atempados perante os problemas atuais da distribuição, soluções técnicas para a adequação dos projetos à obra e, no meio de tudo isto, continuar a ser rentáveis, de forma a assegurar o futuro da empresa. Somos resilientes e estamos confiantes que o ano de 2022 será de sucessos.

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