Por que razão decidiu abrir o seu próprio negócio?
Sempre fui movida pela vontade de criar algo com propósito. Sentia que havia espaço para uma marca portuguesa de skincare que unisse ciência, natureza e autenticidade. Criar a Catarina Barbosa Skincare foi a forma de materializar uma visão muito pessoal de beleza — onde o cuidado com a pele é um ritual, e não apenas uma rotina. No fundo, quis criar algo em que eu própria acreditasse profundamente — uma marca que refletisse os meus valores e a minha história. Algo feito com verdade, com detalhe e com um enorme respeito por quem a escolhe.
O que caracteriza, enquanto diferencial, a Catarina Barbosa Skincare?
A marca assenta em três pilares fundamentais: eficácia, sofisticação e responsabilidade. Cada fórmula é desenvolvida com rigor científico, combinando ingredientes de origem natural com ativos de elevada performance,
sempre com um cuidado especial pela textura, fragrância e experiência sensorial. Os nossos produtos são pensados para mulheres exigentes e conscientes, que valorizam resultados visíveis, mas também a qualidade e o prazer de cuidar de si. A Catarina Barbosa Skincare distingue-se ainda por uma abordagem minimalista e ética à beleza. Cada produto nasce em Vila Nova de Milfontes, privilegiando a qualidade, a origem e o respeito por quem confia na nossa marca.
Baseou a sua linha – e o crescimento da sua marca – nas “inspiradoras” mulheres portuguesas. Como definiria este sentimento de trabalhar para a mulher, inspirada em mulheres?
É uma missão que me acompanha desde o primeiro momento. Cresci rodeada de mulheres fortes, discretas e resilientes. Na Catarina Barbosa Skincare, procuro homenagear esse equilíbrio entre força e delicadeza. Cada produto carrega nomes femininos, como símbolo dessa inspiração contínua. Trabalhar para a mulher é, para mim, criar espaço para que ela se veja representada e respeitada.
Este ano reformulou a marca e as fórmulas dos produtos. Estamos num ponto de viragem da marca?
Sem dúvida. Esta reformulação marca um novo ciclo: mais maduro, mais sólido e ainda mais alinhado com os valores da marca. As novas fórmulas trazem mais eficácia, mantendo a identidade sensorial. A imagem também foi refinada para transmitir, com mais clareza, o que somos: uma marca de luxo com raízes portuguesas.
Como definiria o que é ser empreendedora em Portugal? O que falta fazer, legislativamente, para que as mulheres possam ter mais apoio nos seus percursos?
Ser empreendedora em Portugal exige resiliência, visão e uma enorme capacidade de adaptação. O ecossistema tem
evoluído, mas ainda faltam estruturas sólidas de apoio, sobretudo nos primeiros anos de atividade, onde o risco é maior e os recursos mais escassos. No caso das mulheres, o percurso pode ser ainda mais solitário, com menos visibilidade e acesso a redes de influência. Não se trata apenas de igualdade de oportunidades, mas de garantir condições para que mais mulheres possam acreditar, começar e crescer. A nível legislativo, faria sentido investir em medidas concretas — como incentivos fiscais, programas de mentoria e apoio à formação — que promovam o empreendedorismo de forma inclusiva e sustentável.










