Numa altura em que decidiu deixar uma estrutura consolidada para criar algo seu, o que a levou a dar esse passo agora?
Depois de cinco anos de advocacia, mantida em paralelo com 17 anos no setor bancário — vários deles em funções de liderança e os últimos quatro à frente do core de um intermediário de crédito — senti que já tinha provado a mim própria que era capaz de entregar resultados, cumprir objetivos e superar metas.
Sou movida por desafios e pela vontade de evoluir e aprender. Ao longo deste percurso, ajudei equipas, clientes e profissionais a crescer, a encontrar soluções e a concretizar objetivos. Percebi, por isso, que tinha chegado o momento de desenhar o meu próprio caminho. É um passo consciente, com uma visão clara de crescimento futuro, através daquilo que mais me realiza: liderar pessoas e construir equipas com propósito.
O que foi mais difícil, deixar a segurança ou assumir a responsabilidade total pelo que vem a seguir?
Sem dúvida, assumir a responsabilidade total pelo que vem a seguir. Sair da zona de conforto nunca me assustou; pelo contrário, foi nesses momentos que mais cresci. Trocar a previsibilidade pela incerteza exige coragem, mas aprendi que a verdadeira segurança não está numa estrutura, está na nossa capacidade de trabalho, conhecimento, resiliência e na forma como nos reinventamos. Empreender traz uma responsabilidade maior, mas também oferece liberdade, autenticidade e a possibilidade de construir algo alinhado com os meus valores. Para mim, isso vale mais do que o conforto da estabilidade.

Que desafios e aprendizagens a moldaram como líder e empreendedora, e o que pretende levar para este novo capítulo?
Um dos maiores desafios foi aprender a adaptar-me a cada elemento da equipa, compreendendo as suas motivações e a forma como podem alcançar o seu melhor desempenho. Sempre acreditei numa liderança próxima, humana e exigente na medida certa. Liderar não é apenas orientar para resultados, é criar contextos onde as pessoas se sintam seguras para crescer, errar, aprender e superar-se.
Aprendi também a equilibrar os interesses das equipas com os objetivos das organizações, acreditando que os melhores resultados surgem quando existe alinhamento entre propósito, bem-estar e performance. Levo comigo a experiência de empoderar equipas e de promover ambientes diversos e multidisciplinares, porque acredito que equipas diversas se complementam e, quando bem alinhadas, elevam os resultados coletivos.
“Liderar não é apenas orientar para resultados, é criar contextos onde as pessoas se sintam seguras para crescer, errar, aprender e superar-se”
Sem levantar demasiado o véu, o que pode partilhar sobre o novo projeto?
Posso revelar que este projeto nasce daquilo que sempre me moveu: ajudar pessoas a encontrar soluções, direção e tranquilidade em momentos de incerteza. Aquilo que mais me realiza é clarificar, descomplicar e encontrar caminhos onde outros veem obstáculos.
Este novo projeto nasce dessa visão: estar do lado da solução, descomplicar processos e ajudar as pessoas a tomarem decisões com maior segurança e confiança. O objetivo é construir uma marca humana, firme e empática, capaz de abrir portas e criar novas possibilidades quando parece já não existir saída.










