O que a fez avançar para a criação de uma empresa própria?
Foi a vontade de criar algo com propósito, visão e impacto real. Sempre soube que queria construir um negócio com profundidade, fora das fórmulas prontas. Quis liberdade para inovar, pensar estratégia com seriedade e posicionar marcas com clareza, força e uma presença que se destaca pelo que realmente importa.
O que procurava trazer de diferente à área da comunicação digital e branding estratégico?
Uma abordagem mais consciente, criativa e diferenciadora. Quis trazer estrutura, visão e estratégia ao serviço de marcas que querem crescer com identidade forte e consistência. A Createful Studio nasceu da certeza de que marcas fortes não se constroem com atalhos, mas com visão estratégica, pensamento sólido e um compromisso real com a diferença.
“As mulheres já provaram que têm
visão e resultados, o que falta é o
sistema deixar de ser um obstáculo invisível”.
Que características acredita que a definem e que, por inerência, definem também a Createful Studio?
Empática, escuta ativa, pensamento estratégico e sensibilidade criativa. A Createful é mais do que uma agência de markting digital, é um Studio que pensa antes de criar, que ouve antes de propor e que acompanha cada cliente com
envolvimento real. Somos estrategas e criativos sim, mas também humanos e essa é a combinação que atrai as marcas certas.
Quais as maiores dificuldades que encontrou, aquando do início da sua atividade? Acredita que ser mulher contribuiu para um maior impacto nesta experiência enquanto empreendedora?
Comecei em 2019, sem contactos, sem capital e com a convicção de que podia construir algo relevante. A maior dificuldade foi conquistar credibilidade num setor ainda pouco aberto a novas formas de liderar, especialmente sendo mulher, jovem e a querer desafiar padrões. Tive de provar valor antes mesmo de ter oportunidade.
Que análise faz ao percurso trilhado até ao momento? Mudou alguma coisa em si desde que se tornou empreendedora e responsável máxima pelo rumo de uma empresa?
Muito mudou e ainda bem! Crescer uma empresa não é só sobre faturar mais, é sobre aprender a liderar com consciência, a gerir melhor o tempo, a energia e as pessoas. Tornei-me mais estratégica, mais seletiva e mais presente. A maternidade intensificou essa visão, hoje sou ainda mais clara nas escolhas e mais focada naquilo que realmente faz a marca avançar.
Como analisa o impacto das mulheres no mercado de trabalho? Considera que falta fazer algo para as ajudar a terem sucesso nos negócios que criam?
As mulheres têm ganhado visibilidade, mas continuam a trabalhar num terreno desigual. É verdade que existe mais liderança feminina, mais projetos relevantes, mas o acesso ao investimento, à formação aplicada e ao tempo
continua a ser limitado. Não basta incentivar o empreendedorismo feminino, é preciso criar condições reais para que ele aconteça com sustentabilidade, nomeadamente ao nível fiscal, financeiro e de conciliação entre a vida pessoal e
profissional. As mulheres já provaram que têm visão e resultados, o que falta é o sistema deixar de ser um obstáculo invisível.










