De que forma o conhecimento do território influencia a forma como o banco apoia famílias, empresas e explorações agrícolas locais?
O conhecimento profundo das famílias e do tecido empresarial da região permite que o banco ofereça produtos que respondem às suas prioridades e necessidades. O conhecimento das dinâmicas económicas e sociais permite adaptar critérios de risco, prazos e garantias à realidade de rendimentos sazonais, envelhecimento demográfico e dispersão geográfica.
Na prática, como se manifesta e se traduz a proximidade e a relação de confiança no quotidiano dos clientes e no relacionamento com as comunidades rurais e urbanas?
O CA tem com os seus clientes uma relação de confiança, personalizada, estável e acessível, que faz com que o cliente sinta que tem “um gestor e um banco da terra”. O CA tem uma rede alargada de agências dispersas pelo território, muitas vezes únicas em pequenas localidades, facilitando o acesso presencial e o atendimento por equipas que conhecem os clientes pelo nome e pela sua realidade económica e familiar.
O envolvimento em iniciativas locais reforça o sentimento de pertença e a perceção do banco como parte ativa da comunidade e não apenas como prestador de serviços financeiros.
Que iniciativas ou soluções financeiras têm promovido para apoiar a transição digital e ambiental das empresas e explorações agrícolas da região?
A sustentabilidade económica, social e ambiental tem sido apoiada através de um conjunto de linhas de financiamento temáticas, articuladas com fundos públicos e iniciativas de capacitação que ajudam empresas e explorações agrícolas da região a investir na transição digital e verde.
“A Caixa assume um papel muito relevante na coesão social
e desenvolvimento económico de um território marcado por
dispersão populacional, envelhecimento e fragilidades
socioeconómicas, mas, também, com uma história e cultura de
superação, bem como empresários e trabalhadores que
diariamente contribuem para comunidades mais fortes,
solidárias, e preparadas para o futuro”.
De que forma conciliam a inovação digital com a manutenção da proximidade humana – como projetos educativos, sociais e comunitários – que caracteriza a instituição?
O CA reforçou os seus canais online e mobile, ao mesmo tempo que mantém e valoriza a presença física, os projetos educativos e o envolvimento comunitário, em especial nos territórios rurais. Esta abordagem permite modernizar serviços, simplificar operações e reduzir deslocações desnecessárias, sem perder a relação de confiança com os clientes.
De que forma a visão do Crédito Agrícola se materializa no apoio concreto que presta às famílias, empresas e, em especial, à região?
A nossa visão materializa‑se na presença de uma rede de agências espalhadas pelo território, garantindo acesso próximo das famílias a contas, poupança, crédito à habitação e soluções de proteção; no apoio às empresas, participando e dinamizando instrumentos de crédito, apoiando investimentos em modernização de explorações, transformação agroalimentar e serviços ligados ao turismo e à valorização dos produtos locais; por fim, na cooperação entre instituições da região, destacando-se a cooperação entre a CCAM e a UTAD, com a criação conjunta de prémios de mérito académico, promovendo conhecimento, qualificação e inovação focados na economia, na agricultura e no desenvolvimento regional de TMAD. Desta forma, a Caixa assume um papel muito relevante na coesão social e desenvolvimento económico de um território marcado por dispersão populacional, envelhecimento e fragilidades socioeconómicas, mas, também, com uma história e cultura de superação, bem como empresários e trabalhadores que diariamente contribuem para comunidades mais fortes, solidárias, e preparadas para o futuro.









