Quais foram os maiores desafios que enfrentou por ser mulher e de que forma essas experiências moldaram a profissional e a gestora que é hoje?
Felizmente, ao longo da minha vida profissional, não senti grandes obstáculos por ser mulher – pelo menos, que pudessem ter impactado o meu percurso profissional. Aprendi muito por onde passei e, sobretudo, retive tudo o que considerei positivo e, com o que foi menos positivo, os ensinamentos de como fazer diferente.
Quais são as principais barreiras que alimentam o medo de falhar e como pode ele ser ultrapassado?
Quando chegamos ao topo de uma organização e optamos por mudar radicalmente de vida, as dúvidas existem – e são muitas. Quando decidi mudar, era Deputy Tax Managing Partner de uma Big Four e a minha principal dúvida passava por saber qual seria o meu valor, fora de uma grande organização. Por muito que acreditemos no nosso projeto – e na nossa capacidade de o implementar – quando trabalhamos com empresas-clientes de grande dimensão, é muito difícil saber se as conseguimos manter connosco, sem a “proteção” de uma referência internacional. Provámos que sim. A maioria dos nossos clientes está com a FSO desde a sua constituição.
Que características considera terem sido determinantes para transformar uma ideia em preendedora num projeto de sucesso?
A FSO destaca-se por uma abordagem diferenciadora na forma personalizada de trabalhar com os nossos clientes, em que todo o investimento e know-how obtido na área fiscal de uma equipa experiente, multidisciplinar e motivada, são canalizados para a construção de verdadeiras parcerias de sucesso.
As nossas forças centraram-se na estratégia da FSO, focando todos os nossos recursos no que é importante: o serviço ao cliente e o objetivo permanente de superar as suas expectativas. Para isso contribuiu, por um lado, a reputação e experiência da equipa de sócios que resolveram abraçar o projeto, e por outro, o facto do core business se concentrar em áreas muito específicas da fiscalidade, que exigem um elevado grau de conhecimento e experiência – que, sendo detido como é o caso, se traduz em grande valor acrescentado para os clientes. Propomo-nos responder com qualidade, rigor e profissionalismo, às exigências globais com que as organizações se deparam.
“As nossas forças centraram-se na estratégia da FSO, focando todos os nossos recursos no que é importante: o serviço ao cliente e o objetivo permanente de superar as suas expectativas”
Enquanto fundadora e diretora executiva, que competências são indispensáveis para quem pretende destacar-se na consultoria?
Há uma enorme concorrência na consultoria e sempre competimos com os maiores. A nossa diferença é a forma como trabalhamos e o nosso foco é unicamente o cliente. Temos uma equipa com muita experiência e os sócios acompanham todos os trabalhos que realizamos. Se não percecionamos, no projeto, real valor para o cliente, preferimos não o aceitar. Os nossos valores estão sempre presentes em tudo o que fazemos: o que acreditamos poder entregar, com base no nosso conhecimento, determinação e permanente disponibilidade.
Que mudanças deveriam ser promovidas em Portugal para incentivar o empreendedorismo feminino, aumentar a presença das mulheres em cargos de decisão e garantir uma maior igualdade de oportunidades?
Há que acreditar nas mulheres, são persistentes e têm menos medo de arriscar, o que lhes permite ir mais longe. Basta que a promoção assente unicamente na competência. Mas, claro, nada se faz sozinha e, para mim, foi muito importante o apoio da minha família porque estiveram, estão e sei que estarão sempre presentes.











