“A Saúde vai evoluir muito com a ajuda da TI”

A SoftFinança é uma empresa com mais de 30 anos de atividade no mercado, sobretudo no desenvolvimento de TI. Luís Teodoro, o CEO, explicou o caminho da empresa ao longo destas três décadas de atividade e a forma como encaram o futuro, sempre na vanguarda da tecnologia.

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Quais são as áreas para as quais desenvolvem soluções?

A SoftFinança, quando foi constituída, há mais de 30 anos atrás, começou por desenvolver software para as primeiras e principais redes de ATM. Fomos desenvolvendo soluções na área do selfservice, ou seja, soluções que permitiam o autoatendimento dos clientes. Durante muitos anos, essa foi a nossa área de especialização. Ao longo dos anos, a tecnologia foi evoluindo e nós acabámos por nos tornar numa “casa de projetos”, que durante muitos
anos desenvolveu projetos à medida dos clientes. Nos últimos oito anos, optámos por nos transformar numa “casa de produto”, reestruturando os nossos produtos de software de forma a podermos responder – com um mesmo software de base e alterações específicas, de acordo com as necessidades dos clientes – a um maior número de desafios. Desenvolvemos por exemplo uma aplicação de gestão de pagamentos para um grupo no setor do retalho e desenvolvemos uma solução de e-commerce para um grupo de farmácias – que é algo relativamente inovador – e fizemos também um projeto com a Associação de Dinamização da
Baixa Pombalina, para ajudar a implementar uma solução de e-commerce para as lojas de rua.

Parte do vosso trabalho passa pela área dos seguros. A pandemia veio, de alguma forma, alterar os desafios aos quais tinham de responder?

A nossa presença no setor dos seguros vem do tempo em que o setor financeiro estava ligado ao mesmo, com os Bancos e as Seguradoras associados. Mais tarde, houve um movimento internacional onde houve uma separação e uma autonomização das duas atividades, ainda que alguns produtos de seguros continuem a ser comercializados através dos Bancos. A SoftFinança sempre desenvolveu aplicações que ligam o cliente ao seu Banco ou Seguradora, e foi sobretudo nesta última instituição que a relação com os clientes teve de mudar. Isto
porque, quando nos relacionamos com a Seguradora, fazemo-lo muitas vezes por motivos
menos agradáveis, como por exemplo pagar o prémio do seguro ou acioná-lo, e isso fez com que a necessidade de relação dos clientes com as seguradoras tivesse de ser reposicionada. O objetivo era que a situação de contacto se tornasse mais simples: fazer a participação de um sinistro automóvel através do online, por exemplo, criaria uma relação menos desgastante, mais intuitiva e com uma melhor experiência de utilização do serviço.

Em que áreas se notou mais o aumento da utilização do digital?

Eu diria que tivemos um acréscimo em tudo o que são bens e serviços transacionáveis. Grande parte, fruto das restrições deste últimos dois anos de pandemia e da impossibilidade da relação física. Do lado da oferta, há uma clara adoção do e-commerce, a par da redução da via de comércio tradicional e quem já estava no e-commerce viu o seu negócio crescer exponencialmente. No início, alguns comerciantes até recorreram a soluções de
e-commerce pouco amigas dos clientes, difíceis de entender para o consumidor, mas depois foram aprimorando a sua presença no mundo digital.

Relativamente à área da Saúde, quais são as soluções que apresentam?

A área da Saúde é das áreas que mais alterações vai ter nos próximos anos, porque tem vindo a beneficiar muito da evolução da Tecnologia da Informação. A facilidade de utilização de equipamentos de monitorização, sobretudo com a ajuda do 5G, vai permitir-nos captar informações em tempo real e torná-las úteis mais rapidamente para se formular diagnósticos e acompanhar a evolução clínica do pacientes, por exemplo no que respeita a parâmetros de medição de colesterol, diabetes e outras medições diárias importantes para o bem-estar e a prevenção. Nós estamos a criar soluções para a captura e disponibilização desta informação.

Quais são as perspetivas para a SoftFinança?

Os nossos quatro principais setores de atividade são o Financeiro – a nossa base – bem como o segurador, o setor da Saúde e o do Retalho. Em simultâneo, temos uma forte dinâmica de internacionalização – antes da pandemia, abrimos o escritório do Senegal e durante a pandemia abrimos a operação na República Dominicana, portanto temos como intenção crescer e consolidar a nossa presença no mercado centro-africano de língua francesa e em
toda a América Latina.

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