Nelson Galhofo: a competência não tem idade

Nelson Galhofo tem 22 anos e há quase três que iniciou a sua atividade enquanto consultor imobiliário, na REMAX PLACE STRADA. Desde então, o seu percurso tem sido prodigioso: já venceu vários prémios da marca, entre eles o Prémio Balão de Prata, atribuído a quem já ultrapassou mais de 250 mil euros faturados. No ano de 2021, em plena pandemia, Nelson Galhofo alcançou 180 mil euros em comissões. Sozinho, mas rodeado de vários parceiros e de uma capacidade de projeção da sua marca – GALHOFO REAL ESTATE – Nelson Galhofo prepara-se para enfrentar 2022 com a mesma ambição de sempre: os recordes do ano anterior são para esquecer. O futuro, afirma, será promissor e com novos objetivos.

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Quem é o Nelson Galhofo?

O que o levou a entrar nesta área de atividade?

Eu entrei no setor imobiliário com 19 anos, como recrutador – tinha como função recrutar novos consultores e enviá-los para formação, nesta área. No primeiro mês, coloquei várias pessoas, mas numa das reuniões disse ao meu diretor que queria ser consultor imobiliário, porque já tinha percebido que era onde se ganhava efetivamente dinheiro. Eu reafirmei a minha vontade e fui mais longe: ou era consultor imobiliário ali, ou saía daquela agência e ia
para outra, ser consultor. Ele acedeu e eu mantenho-me aqui, enquanto consultor imobiliário. Assim sendo, este é o meu terceiro ano de Remax – tenho agora 22 anos – e o ano 2021 foi o meu melhor ano. Foi um ano fortíssimo, dentro da ativação e projeção da marca no mercado imobiliário, onde consegui realizar 180 mil euros em comissões.

Como se define, então enquanto consultor imobiliário? Quais as características que o individualizam dos restantes consultores?

A minha marca é o meu sobrenome, GALHOFO. O nome Galhofo é engraçado, tipicamente alentejano, e permite-me homenagear os meus avôs paterno e materno, que sempre foram vendedores natos, sem qualquer escolaridade e tiveram um sucesso incrível. Eu estou a reproduzir o que eles foram. Acho que é por isso que sou absolutamente eu mesmo nesta área. Além disso, o nosso slogan mostra como gosto de tratar os meus clientes. “Não
seja mais um, seja exclusivo”, mostra que quero tratar cada cliente de uma forma única e diferente neste setor. E trato todos de uma forma exclusiva, desde o investidor que começa agora a dar os primeiros passos no investimento, ao investidor que já faz disto vida, como é o caso dos fundos de investimento com quem trabalho … para estes clientes o que faço é um plano detalhado que contempla o plano de investimento, onde irão investir, qual a rentabilidade, qual o projeto de negócio, quanto custa a obra, qual a empresa que faz
a obra, por quanto vão vender, quanto pagarão em impostos…. Aqui, o investidor só precisa de ter o dinheiro. E há que salvaguardar que este é um investimento sem risco. Uma casa é sempre uma casa, mesmo com as oscilações de mercado. Depois, existem ainda os nossos parceiros nas mais variadas áreas, que nos permitem assegurar ao cliente um serviço completo: desde o home staging, decoração, remodelação/obras, arquitetura, engenharia e
intermediação de crédito…há uma linha de continuidade, um serviço exclusivo. Tudo está
incluído neste serviço premium.

Quão importantes são estas parcerias para o negócio?

A importância é extrema. Acredito que quem quer ir rápido, vai sozinho, mas quem quer ir longe vai acompanhado, por isso, para mim, faz sentido ter parcerias das quais o meu cliente possa precisar. É um complemento ao cliente. O meu grande objetivo é que o cliente chegue e que não tenha que se preocupar com absolutamente nada. O ideal é que consiga fazer tudo conforme o cliente quer. Este é, a meu ver, o indicador máximo do trabalho do consultor imobiliário. Para isso, contamos com parceiros como o “QUERIDO, MUDEI A CASA OBRAS
PEDRO LEAL”, no que respeita a remodelações e obras, trabalhamos também com a CVZ
CONSTRUÇÕES do arquiteto BRUNO CÂMARA, quando é o caso de o cliente necessitar de um
arquiteto para as obras de remodelação, nas imagens em 3D trabalho também com uma
arquiteta que trabalha em exclusivo para nós, sobre o aspeto final da casa, bem como também o apoio do Departamento de Crédito Habitação do GRUPO REMAX PLACE, no que respeita à intermediação de crédito e ao departamento financeiro. O mercado
imobiliário é muito competitivo e difícil e, se não se for bom e diferente, não se consegue vingar.

Que análise faz do seu percurso de três anos na área imobiliária?

Devo dizer-lhe que não estava à espera desta evolução tão grande em tão pouco tempo de setor imobiliário. Quando olhava para pessoas que faturavam 200, 300 ou 400 mil euros, eu achava que era impossível e que os números estavam inflacionados. No meu primeiro ano como consultor, faturei mais de 35 mil euros e em 2021 faturei 180 mil euros, repare a diferença. Hoje, percebo que esses são números perfeitamente alcançáveis. Estou muito satisfeito, esta é a minha casa. Tenho a minha marca que vai sendo cada vez mais reconhecida no mercado – o nome é fácil de fixar – e a minha evolução foi grande. O meu
objetivo, o ano passado, era alcançar os 200 mil euros, fiquei pelos 180 mil de comissões. Trabalho sozinho e faço toda a parte administrativa e documental/burocrática. Se me perguntar como aconteceu esta evolução, diria que foi essencialmente devido ao meu trabalho e visão no mercado, que se prestou a isso, bem como ao empenho que coloquei no desenvolvimento e estruturação da minha marca. Alicercei-me das melhores pessoas para conseguir ir longe. Ainda não é o que quero, mas já estou cada vez mais perto.

De acordo com a sua experiência neste setor, que tipo de cliente temos atualmente?

Comecei inicialmente o meu trabalho com o cliente final, que é um cliente diferente do cliente investidor. O investidor quer uma determinada rentabilidade e, caso isso não se verifique, ele simplesmente não avança com o negócio. Assim, eu tenho de arranjar forma de fazer um negócio praticável. Por isso há muita ginástica financeira para fazer acontecer o negócio. O cliente final é um cliente mais simples, pelo facto de que não pensa em rentabilidades, pensa
apenas no que quer. Basicamente só quer vender a casa que tem para comprar outra e tem de garantir que tem dinheiro para a casa nova. Neste momento, mais de 75% do meu negócio são investidores, mas tal deve-se à minha especialização, que ganho com os vários processos, e sobretudo com um constante estudo sobre investimento, e é algo que
prefiro, também, porque gosto da pressão de saber que temos de alcançar determinados resultados. Neste caso, é importante mencionar que os Vistos Gold não desapareceram. Estes continuam a ser possíveis, mas apenas em zonas do interior do país. Muitas vezes, aliás, um cliente que pode escolher entre comprar uma casa em Lisboa ou no Alentejo, faz mais
sentido comprar uma casa no Alentejo, e depois trabalhá-la para turismo rural – tira mais rentabilidade – do que comprar uma casa em Lisboa e arrendá-la. Isto é que é essencial explicar às pessoas: o mercado imobiliário tem de ser explicado de forma correta às
pessoas, porque é um mercado muito vasto e cuja informação não é assim tão correta, muitas vezes. É necessário conhecer, compreender o mercado imobiliário e fazer diferente.

Qual a importância, para o setor imobiliário, do investimento estrangeiro em Portugal?

Portugal sempre teve investimento estrangeiro e há-de ter sempre. Parece-me, porém, que o investimento estrangeiro em Portugal rondará os 15 a 20%, o que significa que todo o restante é investimento nacional. O investimento não parou com a situação pandémica
– aliás, eu fiz o melhor ano de sempre em 2021. Os investidores portugueses são a maior parte e o maior número dos investidores em Portugal, mas persiste a ideia de tentar passar a informação de que o investimento estrangeiro é maior do que o investimento português… não é verdade. O cliente estrangeiro é mais fácil, porque não conhece o mercado. O cliente português investidor é, hoje em dia, um cliente muito mais informado sobre o setor
em si.

Qual a importância do digital neste setor?

Relativamente à parte digital, o português ainda é infoexcluído. Há poucos consultores imobiliários portugueses que têm uma boa gestão das redes sociais e do marketing digital. Esta é uma questão que o setor imobiliário tem de desenvolver. A meu ver, não houve um aumento deste tipo de utilização do digital, mesmo na altura da pandemia. Conheço muitos
consultores que fazem vídeos, e alguns que fizeram virtual tours, mas não disparam as vendas. O cliente português gosta de ver pessoalmente. Eu próprio fazia, no início, virtual tour, mas parei. Não vale a pena. Ninguém assina papel nenhum de compra sem ir ver.
É um investimento grande e as pessoas querem certificar-se do que estão a comprar, seja cliente final ou investidor.

Quais as tendências para o mercado imobiliário que gostaria de destacar?

Os portugueses começaram a pensar a casa de outra maneira, sobretudo em dois aspetos. O primeiro deles é o teletrabalho – veja-se o caso de um casal que tem um quarto e precisa depois de um outro espaço para escritório. Um T1 já não é suficiente. Temos outras
pessoas que estão a fazer ao contrário – têm um T4 e já não precisam e trocam por um T3. Antes, as pessoas contavam a casa como sendo para a família. Uma família com um filho precisava de um T2…hoje se calhar pensa num T3, pois pode necessitar de trabalhar em casa e fica com um escritório… O próprio mercado de arrendamento está assim. Há ainda a
tendência natural das moradias, que teve um boom muito grande quando as pessoas estavam confinadas e toda a gente queria uma moradia, porque tinha espaço exterior. Agora, já optam por um apartamento com terraço ou varanda…

Considerando que vivemos uma nova crise, parece-lhe que esta vai afetar o mercado imobiliário?

Na altura em que a pandemia começou, eu já dizia que o mercado não ia ser alterado. O mercado não só não baixou, como existiram zonas do país onde os imóveis subiram de preço. Isto não é estranho, porque a construção continuou a funcionar, logo este mercado
também continuou a funcionar. Aliás, se me perguntar como estará o mercado dentro de dois anos, dir-lhe-ei que tudo se manterá igual.

Qual a sua opinião sobre a necessidade de profissionalizar e certificar este setor?

Eu luto diariamente contra duas coisas: a primeira delas é a profissionalização do setor. Esta área deve ser profissionalizada, porque é uma profissão como outra qualquer. Os consultores ganham, muitas vezes, mais do que médicos e advogado, por isso essa profissionalização é, de todo, desejável. Com essa profissionalização, virá também uma “limpeza” do setor.
Outra questão é o recrutamento. Deveria haver um regulamento, das próprias associações do setor, por exemplo, que regulasse e inibisse o constante recrutamento de pessoas, sobretudo por parte das grandes marcas. O recrutamento deveria ser efetuado de forma precisa e seletiva, o que atualmente não acontece.

Quais as soluções para ajudar a resolver esta questão e aumentar a credibilidade do setor?

A solução é regrar. Tem de haver uma entidade que faça a regulação do recrutamento, no que respeita às marcas no setor imobiliário, e outra que faça a profissionalização do setor imobiliário. Se o setor imobiliário for definitivamente profissionalizado, todos nós temos a ganhar com isso. Este é um setor onde podemos destruir a vida das pessoas em minutos. Uma casa é um bem que nem toda a gente pode ter. E quem consegue ter, acaba por ter uma ou duas casas, no máximo, durante toda a vida, porque é um investimento muito grande. Se algo corre mal, o cliente fica sem casa ou sem possibilidade de compra e os consultores imobiliários têm de sentir essa responsabilidade no seu trabalho diário.

Como antecipa o crescimento da marca GALHOFO para o ano 2022?

Este será um ano de grande implementação de marca, vou continuar esse trabalho. Além disso, será um ano em que espero conseguir ultrapassar todos os objetivos a que me proponho. Os marcos atingidos já não interessam. Agora é preciso outro número e vou trabalhar para esse objetivo. Está em mente também organizar colóquios com investidores,
sobre investimento imobiliário, para fazer algo diferente, porque é por isso mesmo que me pauto – pela diferença. Há várias coisas em cima da mesa que podem fazer sentido e,
no decorrer de 2022, vou apostar muito forte em todas elas.

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