“A tecnologia tem-nos mostrado que os limites podem sempre ser quebrados”

A Mobileum é uma empresa de tecnologia líder em soluções analíticas para o setor das telecomunicações. Oferece soluções que vão desde a gestão de risco e cibersegurança, a teste de rede e otimização da experiência de cliente, disponibilizando um conjunto de serviços alargados de Analytics e Data Science, Managed Services e Consultoria Especializada. Bernardo Lucas, responsável de Marketing e Estratégia da empresa, Renato Gaspar, líder da unidade de negócio de Gestão de Risco, e Ana Soares, Diretora de Recursos Humanos, sublinham a importância do trabalho da Mobileum.

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O que significa “inteligência ativa” e como é que ela pode contribuir para a melhoria da atividade das empresas?

Bernardo Lucas (BL): A Mobileum nasce do facto de olharmos para o que são os operadores de telecomunicações e percebermos que eles estão sentados numa das maiores minas de dados que existem no mundo. Explorar estes dados e retirar ilações relevantes apresenta vários desafios, porque são dados em tempo real que produzem um volume de informação muito difícil de trabalhar. Desenvolvemos a plataforma de inteligência ativa, que não só desenvolve um conjunto de recomendações para os operadores de telecomunicações com base nos dados que processamos, mas também permite traduzir essas recomendações em ações de forma automática.

Explorar estes dados é
bastante desafiante,
porque trabalhamos com

dados em tempo real
que produzem uma enorme
complexidade na informação,
o que é muito difícil de trabalhar.
Desenvolvemos a plataforma
de inteligência ativa,
que não só desenvolve
um conjunto
de recomendações
para os operadores
de telecomunicações com base nos
dados que processamos,
mas também permite fazer ações de
forma automática.


Nesse sentido, quais os principais desafios tecnológicos que surgem na nossa Era e que a Mobileum está a tentar resolver?

BL: A cibersegurança e a gestão de risco são um dos maiores desafios da Era digital em que vivemos e na Mobileum é um dos principais problemas que nos move. Somos fornecedores de algumas das maiores soluções a esse nível no mundo. Isto é um desafio enorme, porque é uma área que está constantemente em atualização. O tema da privacidade de dados também é um desafio chave, porque os nossos clientes cada vez estão mais exigentes nesse aspeto. Por outro lado, o paradigma da conectividade também está a ser alterado. Antigamente, o grande foco estava em assegurar a conectividade entre as pessoas. Neste momento, o mundo evoluiu e isso não chega, é fundamental assegurar a conectividade entre máquinas, garantir que serviços críticos em rede não falham. Portanto, é fundamental olhar para a qualidade da experiência de forma holística, não só das pessoas, mas também das próprias coisas que
estão ligadas à rede e entre si.

Quais as maiores apostas da Mobileum a nível de produtos?

BL: Nós operamos no vertical de telecomunicações, portanto, acabamos por ter um conjunto de soluções muito alargadas, porque as redes de comunicações são a infraestrutura base do
processo de digitalização. No entanto, há três principais produtos em que estamos muito
focados. Um deles envolve tudo o que tem a ver com assegurar a qualidade de serviço e a
experiência do cliente. Outro dos temas que estamos a explorar é a segurança e a gestão de risco das redes de 5G, sendo que a Mobileum desenvolveu uma solução que permite proteger as redes de 5G. Finalmente, estamos a desenvolver um conjunto de soluções que vão permitir manter o roaming à medida que os operadores desligam as redes de 2G e 3G e que se preparam para oferecer Roaming para redes privadas de 5G, que é uma das principais tendências da indústria.

A Software Factory, em Braga, desenvolve alguns produtos relacionados com a inteligência ativa e gestão de risco. O que motivou esta aposta?

Renato Gaspar (RG): Sempre fomos vistos como o centro de excelência de desenvolvimento de soluções na área de gestão de risco dentro da Mobileum. Quando a plataforma inteligência ativa (“AIP” – Active Intelligence Platform) começou a ser desenvolvida, ao mostrarmos as competências que temos em Portugal, em tecnologias de Cloud, Edge Computing e Inteligência Artificial conseguimos que o centro de desenvolvimento para a plataforma fosse baseado no nosso país. Estamos, neste momento, a desenvolver coisas na fronteira da ciência e ao melhor do que se faz no mundo em tudo o que é Inteligência Artificial, Machine
Learning e tecnologias de Cloud nativas.

Renato Gaspar,
Senior VP, Head of Risk Management BU

O projeto AIDA está relacionado com a gestão de risco em 5G. Em que consiste este consórcio?

RG: É um consórcio muito importante em que estamos a definir as bases do que é o futuro da
gestão de risco e da proteção dos operadores em redes de 5G. Ao evoluirmos para o 5G, os protocolos anteriores não desaparecem. Além disso, o 5G vai levar a uma proliferação de redes e ao nascimento de redes privadas. Com o 5G o volume e a diversidade da informação vai aumentar exponencialmente, por isso, não podemos perder o controlo sobre os dados e respetiva privacidade.

Ana Soares (AS): Além disso, os colaboradores estão envolvidos em algo que estão a construir. Até podemos nem saber exatamente tudo o que poderá ser construído no futuro, mas sabemos que estamos a lançar bases sólidas para algo mais que o presente.

Ana Soares, Diretora de recursos humanos

Como antevê o futuro da tecnologia?

BL: A tecnologia veio sempre mostrar-nos que os limites podem ser quebrados. A nível das empresas, a transformação digital é a face mais visível disso mesmo. Veio para ficar e vamos assistir a grandes alterações de paradigmas.

AS: Há um relatório do World Economic Forum que diz que, globalmente, até 2025, cerca de 50% das pessoas no mercado laboral vão precisar de novas competências digitais. Portanto, temos de utilizar a tecnologia para conseguir acompanhar a rapidez da evolução e responder às necessidades de mercado.

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