A Tecnologia e a Sustentabilidade como pilares da Engenharia de excelência

O Grupo Ramos Ferreira tem mais de 40 anos de existência e sempre pautou os seus valores pela integridade, qualidade e proximidade com o cliente. Os projetos ao redor do mundo demonstram os valores e o know-how desta empresa de engenharia nacional, como destaca a engenheira e administradora Carla Ferreira.

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Como se foi desenvolvendo a empresa, até chegar ao momento presente, onde já conta inclusivamente com presenças internacionais?

A empresa deu os seus primeiros passos em Portugal e com a experiência do meu pai, o engenheiro Ramos Ferreira. Sempre procurámos criar valor e transferir competências nos dois
sentidos por todos os locais onde fizemos a história. As estratégias eram definidas por triénios e assim fomos diversificando em geografias e em áreas de negócio. Entrámos em Marrocos e
juntámos à família uma nova cultura, em Moçambique e em Angola com uma diversidade de raças e religiões, Argélia, Gana, S. Tomé e Príncipe. Recentemente, orientámos a nossa expansão também no mercado europeu, onde à data temos já obras emblemáticas concluídas e em execução em outros tantos países, França, Bélgica, Reino Unido e Dinamarca, sendo estes últimos dois os nossos principais mercados aos dias de hoje.

As novas tecnologias são fundamentais para uma boa gestão dos edifícios e das infraestruturas, daí o aumento dos “smart buildings”. Como se posiciona o Grupo Ramos Ferreira no mercado, no que respeita ao conhecimento e utilização destas tecnologias para uma garantia de um trabalho ainda com mais qualidade?

O Grupo tem diversas competências nestas áreas e com especial reforço nos temas de edifícios sustentáveis. Temos uma equipa de engenharia denominada “TERRA – RF”, que trabalha no desenvolvimento e implementação de soluções com recursos a energias renováveis e aproveitamentos de recursos. Uma preocupação no ciclo de vida e na economia circular. Temos tido a felicidade de ter clientes e projetos onde essa é também uma prioridade, o que nos tem permitido explorar e aplicar as mais modernas tecnologias de gestão integrada de edifícios, onde conseguimos dar aos nossos clientes uma solução global de gestão, monitorização e controlo integrado dos seus sistemas instalados.

Para uma empresa especialista em instalações especiais, a mão de obra e a sua respetiva qualificação é fundamental. É possível encontrar este tipo de recursos humanos com facilidade ou torna-se cada vez mais complicado?

Temos uma Europa com uma escassez de mão de obra muito elevada. A solução passa por continuar a apostar na formação, olhar para as mulheres e acreditar que elas também podem ser técnicas e estarem a atuar neste ambiente mais inóspito, mas extremamente enriquecedor. E olhar para outros continentes, como é o caso de África, onde existe abundância de mão de obra e basta acreditar e ter vontade de a qualificar.

O Grupo Ramos Ferreira já está presente internacionalmente, através de alguns projetos que já desenvolveu no continente europeu. Quais gostaria particularmente de destacar?

Destacaria talvez o projeto no Reino Unido, mais propriamente em Belfast, na Irlanda do Norte, onde iremos inaugurar já este ano a nova Universidade de Ulster, um edifício icónico e de uma complexidade técnica desafiante e que muito nos orgulha ter conseguido concluir com
sucesso. Estamos a falar de um contrato que ascendeu os 20 milhões de euros, tendo sido responsáveis por todas as áreas das instalações mecânicas. Na Dinamarca, estamos envolvidos em dois prestigiantes projetos. Um é o maior hospital em construção na
Dinamarca, na região de Odense. Outro é a obra da extensão do metro de Copenhaga, que inclui as instalações elétricas de cinco novas estações e mais de 10 km de túneis subterrâneos, numa área muito especifica, com níveis de qualidade e exigência com os
quais nos identificamos.

Numa empresa com mais de quatro décadas de existência, como se avalia e perspetiva o futuro, tendo em consideração a conjuntura atual?

Sempre com energia, com amor e respeito pelo próximo. Com uma busca constante de inovar e de partilhar o conhecimento com todos. Temos uma responsabilidade acrescida pela idade,
que nos confere mais competências, e pela diversificação geográfica, em continentes tão diferentes, mas ao mesmo tempo tão complementares. Vamos focar-nos no nosso compromisso ODS Ramos Ferreira e contribuir para um mundo melhor para as gerações
futuras.

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