Mais conhecimento, qualidade superior

Conceber, desenvolver e fabricar produtos complexos, muitos deles únicos, pedidos de forma específica pelo cliente, é um desafio que a Edaetech transformou na sua principal atividade. Vítor Correia, o diretor-geral da empresa, salienta as características que fazem da Edaetech uma empresa de vanguarda e os desafios que a área da automação enfrentará no futuro.

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Considerando toda a componente de inovação e desenvolvimento, como se mantém sempre na vanguarda da evolução tecnológica?

O que nos permite ter um passo acelerado nesta corrida sem fim é a nossa história de mais de 20 anos a formar e a investir em quadros técnicos capazes. Com estes quadros na empresa, podemos desenvolver as nossas próprias tecnologias, novos processos de fabricação e apresentar soluções técnicas na conformação de metal para os clientes mais exigentes.
Desenvolvemos e construímos algumas das nossas máquinas de corte de laser, armazéns
verticais, alimentação de matéria-prima automática e manufatura aditiva e industrializámos processos de fabrico com a ciência e engenharia que temos dentro de portas. Com esta caminhada, ficámos com mais conhecimento dos processos de fabrico do que os nossos concorrentes.

Quais as áreas para as quais desenvolve soluções e quais os principais produtos que comercializam, atualmente?

A Edaetech divide-se em três áreas de negócio: Engenharia, Fabricação e Inovação. Nestas
áreas, subdividimo-las em Mecânica Geral, Protótipos e Séries. A Mecânica Geral abrange
uma variedade de setores e clientes nacionais e internacionais. Para estes clientes, produzimos peças e subconjuntos de metal de complexidade técnica ou estética. A área de Protótipos e Séries dedica-se a clientes do setor automóvel: os principais fabricantes nacionais e internacionais do setor automóvel. Apesar de produzirmos de tudo um pouco, nesta área temos uma forte especialização em peças para os sistemas de refrigeração e ar condicionado automóvel. O que nos torna diferentes é que dominamos um leque variado de processos de fabrico.

O setor automóvel está a atravessar um momento de particular dificuldade, devido ao abastecimento de componentes. A Edaetech viu-se afetada por esta questão?

Quando temos cerca de metade do negócio ligado à indústria automóvel, é inevitável o impacto. Para além das situações de paragens de produção devido à escassez de componentes, o fator que cria mais impacto é a indefinição das marcas nos seus projetos. Isso é visível também nos números de consumidor – houve uma quebra superior a 30% entre 2019 e 2021 nas vendas de veículos ligeiros novos. Para além disso, está a obrigar a um nível de tecnologia de conformação de metal, nos componentes para a eletrificação de carros,
que não existe em larga escala no mercado. A Edaetech tem feito um esforço para reduzir a
dependência do setor automóvel e felizmente temos um leque variado de clientes que nos pode ajudar.

Tendo em mente os setores de atividade para os quais trabalha, como consegue garantir a qualidade e a rapidez no serviço prestado?

A Edaetech tem mais de 97% de entregas dentro do prazo. Este nível de serviço é muito difícil de encontrar numa empresa que não produz em grandes séries, dado que temos centenas de projetos por ano para mais de 50 clientes. O segredo para conseguir este nível de serviço é a tranquilidade na produção de todas as encomendas. Somos tranquilos porque temos um sistema de gestão informática em constante evolução, bem como procedimentos e um sistema de gestão que cobrem toda a operação – cada um sabe o que tem de fazer.

Quais os principais desafios que serão colocados à área da automação industrial, nos próximos tempos?

É importante que as empresas vejam a automação industrial como uma ferramenta, mas
não como a base para a diferenciação. A diferenciação é o que temos na Edaetech –
conhecimento profundo de Engenharia de conformação de metal.

Como se posiciona a Edaetech no que respeita ao futuro?

Há um forte crescimento em todas as áreas de metalomecânica fina e de complexidade e é
nessas áreas que queremos continuar a apostar. Depois, há os novos desafios da transição
energética.

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