15 anos de crescimento sustentado

Há 15 anos no mercado, a Norma Prospectiva já atravessou crises económicas do pais e internacionalizou os seus serviços, com projetos desenvolvidos em Angola e noutros países africanos. Em Portugal, o core business, atualmente, são as infraestruturas comerciais, mas o diretor da empresa, o engenheiro Jorge Pereira, é perentório ao afirmar que desenvolvem projetos de todas as dimensões.

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A Norma Prospectiva completa, em 2022, 15 anos de atividade. Que balanço faz deste projeto, até ao momento?

O balanço até à data tem sido bastante positivo. Temos passado durante estes 15 anos por crises no país e no setor, sempre com solidez e confiança. Acima de tudo, com rigor na tomada de decisão. Não somos uma empresa de aventuras. Os passos que damos procuram ser sólidos e o crescimento ao longo dos anos foi sempre muito bem estudado. Por outro lado, temos conseguido fidelizar muito bem os nossos clientes.

A Consultoria, na área da Engenharia, é fulcral para uma boa gestão do projeto e para a obtenção de um resultado dentro do expectável. Como gere a Norma Prospectiva esta necessidade de complementar a realização de um projeto de Engenharia com outros serviços?

Nós olhamos para o projeto de Engenharia numa vertente global, em que é feita uma análise e estudo da componente financeira de todo o projeto. Elaboramos os estudos e desenvolvemos estimativas do negócio, tendo por base toda a componente do empreendimento e não apenas para o custo dos projetos para o cliente. Sempre que nos é solicitado, desenvolvemos e propomos um modelo de negócio desde a sua génese, com
análise dos custos de toda a operação.

De entre os projetos que já levaram a cabo, quais os que lhe parece importante destacar?

Ao longo dos anos, já estivemos envolvidos em projetos para Portugal Continental e ilhas, mas também já trabalhámos muito para Angola. Realizámos também, alguns trabalhos noutros países de África. Em Angola realizámos projetos viários, hospitais, escolas e centros comerciais, entre outros. Em Portugal, atuamos essencialmente na área do retalho alimentar e de bricolage. Estamos no momento a colaborar num projeto num concelho do distrito do Porto, que ainda não queremos divulgar, com área de construção acima do solo de 81 000 metros quadrados e abaixo do solo com 73 000 metros quadrados, só na primeira fase do
empreendimento.

Os projetos de grandes infraestruturas comerciais também marcam o vosso portfolio. Em que medida estes projetos são diferenciadores em relação a outros projetos de edificação?

Não me parece que os projetos das grandes infraestruturas comerciais sejam diferenciadores
relativamente aos projetos de edificação. Na realidade é uma área do nosso negócio
predominante pelo meu percurso profissional, uma vez que trabalhei oito anos num grupo de retalho, em que, simultaneamente, lancei a Norma Prospectiva. Até 2012 estivemos a trabalhar quase em exclusivo para o exterior, mas nada relacionado com grandes infraestruturas comerciais. Hoje, a situação inverteu e, praticamente, os nossos serviços são prestados no nosso país no retalho e na reabilitação.

A Norma Prospectiva venceu o prémio Top Scoring PME 5%, em 2021. Qual a importância desta distinção?

Essencialmente, ficámos agradecidos e orgulhosos pela distinção. Aquilo que acredito é que a distinção numa área de gestão financeira da Norma Prospectiva permite aos nossos clientes uma maior confiança na solidez da empresa, ainda mais quando envolvidos em alguns projetos de dimensão como referi anteriormente, principalmente após este período de pandemia.

O PRR está muito direcionado para a construção e obras públicas, pelo que a Engenharia será com certeza muito solicitada. Todavia, as dificuldades que existem em Portugal, no que toca à mão de obra poderão começar a fazer-se sentir. Como antecipa este período e como se prepara a Norma Prospectiva para ele?

O PRR não será de uma importância direta para a nossa empresa. Quanto à mão de obra, é um problema transversal a todas as áreas em Portugal. Na minha opinião, é uma questão de fundo. Quando me licenciei já existia a tendência de toda a gente ter uma formação superior. Como tal, a mão de obra, na construção como noutras áreas, começou a diminuir. Por outro lado, as crises económicas fizeram com que muitos dos trabalhadores tivessem de emigrar. Portugal precisa de criar condições para estimular o regresso dos nossos emigrantes, mas
também de receber trabalhadores de outros países, que permitam mitigar essa falta de mão de obra.

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