“A presença da mulher no mercado de trabalho traduz-se na diversidade de negócios”

Susana Correia é uma mulher cuja carreira se desenvolveu e, hoje, ocupa o lugar de CEO da Ask360º, uma empresa de consultoria estratégica, que ajuda os seus clientes a posicionarem-se no mercado e a reconhecerem o público para quem trabalham. Todavia, nesta entrevista, o destaque vai para a posição da mulher no mercado de trabalho, a evolução cultural que permite uma maior abertura às mulheres para fazerem aquilo que gostam e, sobretudo, para aquilo que ainda falta fazer para que o mercado laboral seja mais equilibrado e responda de igual forma às necessidades de homens e mulheres.

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A Mulher tem trilhado o seu caminho no mundo empresarial através da sua capacidade de liderança e do seu esforço. No entanto, ainda é através da criação do seu próprio negócio que mais facilmente se consegue encontrar, enquanto empresária, mulher e, sobretudo, pessoa. Como analisa estas palavras?

A emancipação tem sido uma difícil caminhada, mas hoje o empoderamento feminino cresce e afirma-se cada vez mais. Naturalmente este percurso das mulheres reflete-se num aumento da participação no mercado de trabalho em funções relevantes no mundo empresarial, favorecendo a diversidade de negócios. A meu ver, o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional da mulher não passa por ser empresária, ele pode ser alcançado enquanto empresária ou enquanto quadro ao serviço de uma empresa.

Quão importante é a boa conjugação da inteligência racional e emocional, para levar a bom porto a gestão de uma empresa?

Fundamental para o sucesso de uma empresa. Se, por um lado, a inteligência racional é relevante na solução de
temas que dependam de uma solução lógica e quantitativa, que se prende com conhecimento e expertise, a
inteligência emocional é crucial para uma maior capacidade de resiliência, cumplicidade e capacidade de
liderança na gestão de uma empresa. A inteligência emocional está diretamente ligada ao sucesso profissional, leva a tomar melhores decisões e a obter melhores resultados.

Porque é que continua a ser mais complicado para a mulher evoluir profissionalmente, a seu ver?

Que ainda é preciso mais resiliência para a mulher se afirmar profissionalmente sim, mais persistência na afirmação das suas competências também. As mudanças levam muito tempo e cabe-nos a nós, mulheres, continuar a mudar este paradigma e educar as gerações futuras para a igualdade de oportunidades e tarefas entre homem e mulher, sejam elas no plano profissional, pessoal ou social. Já se conquistou muito, mas o caminho a percorrer neste âmbito ainda é significativo.

A Ask360º

Qual a importância que atribui à consultoria estratégica, no que respeita à sua aplicação na economia digital?

Nesta era dos dados, a consultoria é de extrema importância para o caminho da diferenciação e inovação do negócio, para identificar melhorias e oportunidades através do conhecimento rigoroso do mercado e ambiente competitivo das empresas. Recorrer a um parceiro de confiança, que tenha todo o know how para o fazer, permite tomar decisões mais assertivas e fundamentadas no conhecimento e informação, decididamente com maior probabilidade de serem bem sucedidas.

Como valorizam as empresas o mundo digital e o utilizam para interagir com os seus clientes?

As empresas valorizam o digital e têm consciência de que é um canal obrigatório de comunicação/venda dos
seus produtos ou serviços. No entanto, valorizar não significa que estejam a explorar o potencial que oferece.
Incontornável é o facto de ser obrigatório a presença no digital para qualquer negócio. O desenvolvimento do e-commerce permitiu às marcas recolherem e analisarem informação que lhes pode dar acesso a valiosos insights,
relacionados com o comportamento dos seus consumidores. Este processo permite-lhes oferecer experiências
personalizadas, consistentes e coerentes a todos os seus públicos, aumentando os níveis de fidelização e satisfação. Dando o nosso exemplo que atuamos no canal B2B, mesmo não sendo o nosso potencial cliente o consumidor final, estamos sempre a inovar e a apostar claramente no digital através de plataformas que
sejam a solução ideal para quem pretende, de forma rápida e user friendly, aceder à informação e tomar as melhores decisões de vendas e/ou marketing. Recentemente lançámos uma plataforma digital que monitoriza a visibilidade das promoções de consumer healthcare no canal farmácia e parafarmácia, que traz um conhecimento rigoroso, único e inovador ao mercado numa plataforma única numa base regular que apoia a decisão de planos promocionais.

A economia digital é mundial. Como julga que as empresas nacionais estão a olhar para esta mudança?

Sendo Portugal um mercado pequeno, com algumas dificuldades de competitividade, as empresas nacionais
cada vez mais olham o digital como um investimento vital e uma oportunidade de crescimento do negócio
internacional, mas ainda têm dificuldades na execução desse investimento. Os fundos europeus vêm dar um contributo importante para a redução da dependência das PME’s do mercado nacional, reforçando a sua
competitividade e potenciando a sua sustentabilidade.

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