Serviços integrados – a forma simples de gerir o imobiliário

O grupo PMHF posiciona-se no mercado em vários setores distintos. No entanto, a área imobiliária é uma das que se destaca e foi, inclusivamente, aquela que deu origem ao grupo. Sob o lema “antecipar os desafios do mercado”, para lhes responder prontamente, o Grupo PMHF, liderado por Pedro Fernandes, conta com cinco anos de mercado, clientes internacionais e objetivos de crescimento relativamente aos serviços que prestam. Pedro Fernandes avisa, porém, que o ano de 2023 poderá revelar o impacto que as subidas da inação e das taxas de juro estão a ter na vida das famílias e dos investidores.

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Há quanto tempo desenvolvem atividade na área imobiliária?

O Grupo PMHF tem origem no setor imobiliário e tudo começou em 2017. Começámos com uma empresa, a PMHF Investments, que tratava do desenvolvimento e gestão do património dos seus sócios, assim como de um grupo de amigos e alguns parceiros de outros negócios. Quando a fundei, trabalhava na Banca, e foi só em 2018 que me despedi e tomei a decisão de me dedicar exclusivamente a esta área. Dados os meus 15 anos de experiência no setor corporativo da Banca, muitos dos meus clientes desabafavam comigo sobre a dificuldade de encontrarem uma empresa que lhes fizesse a gestão e desenvolvimento dos seus ativos patrimoniais imobiliários e financeiros. Assim, após a saída do setor bancário, lancei, a par com um serviço de gestão de imóveis, um serviço de consultadoria financeira e de gestão. Desta forma, podíamos oferecer serviços integrados de gestão e exploração de unidades imóveis de terceiros. Atualmente, além da consultadoria e gestão, juntámos os serviços de preparação do imóvel, comunicação, atração e fidelização de novos clientes, contabilidade, alavancagem
financeira, financiamentos, reestruturações financeiras… estamos a prever, durante o primeiro trimestre do próximo ano, avançarmos também com outros serviços. Este cruzamento de serviços pelas diversas áreas do grupo foi reconhecido, pela Build Magazine, com o Best Property Management Company 2020 de Portugal Central e em 2021 com o Top PME 5% da Scoring.

Qual a vossa área geográfica de atuação?

A nossa área de atuação é particularmente a região da Grande Lisboa e a zona Centro, já que nos situamos em Santarém. Além disso, gerimos pontualmente imóveis no sul do país. No que respeita a clientes, temos clientes dispersos pelos cinco continentes.

Tendo em conta a conjuntura atual, a dificuldade que as pessoas estão a sentir para adquirir a sua própria casa, a subida das taxas de juro e o custo base dos imóveis, que análise faz, enquanto gestor, das dificuldades que se avizinham, financeiramente para as famílias que pretendam investir numa habitação própria permanente ou que desejem investir numa segunda habitação?

Para lhe responder, temos de fazer uma separação entre o território que é mais comercial, na zona do Algarve; as zonas de Lisboa e Porto, a que eu chamo o Portugal Premium e depois as outras regiões. Enquanto, na zona Premium, o mercado se deverá manter estável, ou se calhar até com um ligeiro crescimento, no resto do país antevejo que muitas pessoas poderão vir a ter dificuldade em comprar ou manter a sua habitação.

O mercado imobiliário é uma forma de avaliar a “saúde económica” do país. Quando este setor está em dificuldades, a economia nacional também sofre. Relativamente aos investimentos, a volatilidade irá influenciar negativamente a aposta no nosso mercado?

Mais uma vez, as diferenças dentro do país existem e importa expô-las. Nas zonas Premium o investimento irá reduzir, muito fruto da recessão mundial e do natural compasso que os próprios investidores fazem, à espera dos ótimos negócios. Para isso, contam também com o nosso apoio e consultadoria. No restante território nacional,
prevejo uma queda acentuada, devido às taxas de juro, que continuam a subir, o que leva a uma menor capacidade de endividamento por parte das famílias, para aquisição de habitação própria permanente, segundas habitações ou imóveis para investimentos. Depois, há ainda a pouca atratividade na ótica do investidor que, em
momentos de crise, olha estritamente para o Portugal Premium. Todos vão sofrer um pouco. Os portugueses vão perder poder de compra e os investidores vão aguardar para ver como correm as coisas antes de investir, por isso quer uns, quer outros, vão ter desafios bastante interessantes pela frente e é por isso que estamos cá para os ajudar a ultrapassar este momento, de uma forma mais tranquila.

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