É uma agente de seguros exclusiva Real Vida Seguros e especialista em seguros de Saúde, Vida e Acidentes Pessoais. O que a motivou a apostar na especialização nestas três áreas?
As pessoas. Quando ingressei na atividade de seguros, a minha intenção foi dedicar-me aos seguros de proteção pessoal: seguros de Vida, Vida Habitação, seguros de Saúde e de Acidentes Pessoais. É um tema bastante delicado que precisa de ser entendido no seu âmbito e ser bem comunicado. Uma correta análise de risco é uma garantia de estabilidade financeira nos momentos mais delicados da vida. O desafio é passar a mensagem de que, quando contrata um seguro de Vida, o principal benefício é a paz de espírito e a segurança financeira.
Considerando que o seguro de Vida é fundamental para quem quer contratar um crédito habitação, que impacto tem tido a questão da inflação e o cada vez menor rendimento disponível das famílias portuguesas na procura por este tipo de seguros?
A inflação tem um impacto grande no rendimento disponível das famílias. Tenho verificado uma crescente preocupação. Contudo, os clientes percebem a importância de ter os seguros de Vida associados ao seu crédito, por
isso procuram soluções mais vantajosas. E aqui, verifico que ao termos produtos competitivos conseguimos ajudar os nossos clientes a combater a inflação.
Como podem as seguradoras ajudar a assegurar a possibilidade de que as famílias se mantenham com os seus seguros de Vida, apesar destas dificuldades mais intensas na questão do rendimento familiar?
As seguradoras estão cada vez mais sensibilizadas para a conjuntura nacional e as preocupações da sociedade, sendo proativas na resposta. O aumento da concorrência faz com que as seguradoras procurem dar uma melhor resposta na proteção aos consumidores, oferecendo melhor preço. Na minha opinião, uma das medidas possíveis, no âmbito da política de apoio às famílias com CH, poderá “obrigar” os bancos a cumprir o objeto do DL 222/2009, alínea d), onde se assegura a total liberdade aos clientes de procurar no mercado soluções mais vantajosas. Verifico ser prática comercial de alguns bancos alegar condições contratuais que implicam revisões em alta de spread, caso decidam “retirar” o seguro de Vida associado ao CH, e assim, condicionam muito as opções dos clientes. A minha experiência mostra que existem situações que, decidindo pela subscrição dos nossos produtos, os clientes conseguem efetuar poupanças de 60%.
Como lida com a maior consciencialização das ofertas do mercado, por parte dos consumidores, e simultaneamente com a possibilidade de contratar um seguro totalmente online?
É um desafio. Tem havido um significativo aperfeiçoamento dos processos digitais. Eu trabalho com emissão totalmente online e observo a evolução da tecnologia como uma mais-valia que, ao acelerar o processo, permite focar no essencial: as pessoas. Desta forma, consigo fazer um atendimento personalizado e estar disponível
para ajudar e esclarecer alguns temas. É esta relação de confiança que procuro estabelecer com os meus clientes. Penso que tem de existir equilíbrio entre a vertente humana e as ferramentas digitais porque a área dos seguros é muito específica, muito técnica e com impacto na vida das pessoas – em casos de sinistro, é crucial uma correta análise de risco.
Como antecipa o ano de 2023, tendo em consideração a conjuntura económica deste ano e as dificuldades que podem obrigar as famílias e as empresas a fazer escolhas relativamente às suas obrigações mensais?
É importante que as famílias e as empresas façam uma análise de custos e receitas e procurem ajuda de profissionais, de modo a existir uma avaliação e conhecer as alternativas existentes antes de chegar ao incumprimento. Nesta área que trabalho, existem estratégias que podem ser usadas para evitar situações de incumprimento e, muitas vezes, os consumidores não conhecem, porque ao ser tão técnico e dependendo de tantas variáveis, sentem-se bloqueados. Esse é o meu foco, arranjar soluções mais vantajosas para os meus clientes.










