A Arte aliada à Gestão e à Técnica Construtiva

A Gestart nasceu em 2022, através da junção de conhecimentos da engenheira Sylvie Gomes Pereira e dos seus sócios, Tânia Antunes e Luís de Matos, com o objetivo de fornecer um serviço que acompanhe um projeto desde o início até ao fim da obra. Em destaque, nesta entrevista, estará o percurso profissional de Sylvie Gomes Pereira e as razões que levaram os três profissionais a apostar num projeto próprio, já depois de terem know-how adquirido através de experiências nacionais e internacionais.

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É formada em Engenharia Civil e tem particular experiência em Controlo e Gestão de Projetos. Além disso, foca o seu trabalho também na Gestão de Equipas. Quais as características que considera determinantes para uma boa gestão de equipas?

É fundamental dar o exemplo, respeitar cada um dos membros da equipa, estimular, criar oportunidades de crescimento, saber ouvir todas as opiniões, aplaudir as vitórias e partilhar as derrotas, sendo parte ativa na procura das soluções para as ultrapassar.

Enquanto mulher, em algum momento do seu percurso profissional sentiu que o seu género a obrigava a esforçar-se mais ou tornava mais difícil a progressão na carreira, considerando que as áreas da Engenharia e da Construção Civil são, ainda, dominadas por homens?

No início da minha caminhada profissional, entre 2004 e 2008, senti muita resistência para me aceitarem para entrevistas de emprego para direção de obra (adjunta, na altura). As empresas de construção que contactava encaminhavam-me sempre para entrevistas na área de orçamentação. Penso que, tendo em consideração que o ambiente de obra consegue ser muito duro e muito exigente, sem horário de trabalho definido, haveria o preconceito de que as mulheres não tivessem a dureza e resistência suficiente. Daí a decisão de sair do país, para fazer o que realmente aspirava. Hoje em dia esse paradigma está a mudar, até porque há imenso trabalho, e dando-nos oportunidade de mostrar o que valemos, conseguimos dar provas que fazemos e fazemos bem.

Que problemas considera que o mercado de trabalho ainda apresenta – e que necessitam de ser eliminados – com vista a um maior equilíbrio entre as mulheres e os homens, no seu ambiente laboral?

Por princípio não defendo a existência de cotas nas empresas. Defendo a meritocracia e a igualdade de oportunidades. Se as empresas implementarem estas boas práticas, estou convencida que serão mais justas, mais competitivas e com benefício de todos.

GESTART

A Gestart é um projeto recente, fundado em 2022. O que vos levou a criar um novo projeto, considerando os anos de experiência e conhecimento de mercado nacional e internacional que já possuem?

Em conjunto, eu e os meus sócios temos experiência em projeto, orçamentação, produção, marketing e procedimentos e métodos. Por tal, julgámos que reuníamos as condições para disponibilizar um serviço completo aos nossos clientes.

Quais as mais-valias que o vosso processo de acompanhamento de um projeto tem para o cliente que vos contrata?

Cada vez mais é difícil tratar de um processo na área da construção em Portugal. Os nossos clientes deparam-se com muita burocracia, falta de confiança nas equipas de trabalho, tanto em termos de qualidade como em termos de
custos finais, falta de conhecimento na área, com muitas exigências de decisão sem esclarecimentos do que são os prós e contras de cada solução. Com a Gestart, o investidor terá uma equipa especialista e experiente a garantir o bom andamento de todos os processos, e com constante feedback, podendo assim tomar facilmente decisões,
baseadas em informação organizada e apresentada de forma clara e objetiva.

Como prevê que 2023 se comporte, a nível de projetos, considerando toda a conjuntura económica inerente?

Acredito que seja um ano com muitos desafios, contudo, para nós, numa StartUp com um ano de atividade, tudo são oportunidades para crescer e fazer melhor.

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