Marca de eletrodomésticos nº1 no mundo vê Portugal como ótimo país para lançar novidades

O Grupo Haier realizou, recentemente, a sua apresentação oficial da marca em Portugal, pretexto para João Paulo Ferreira, o country manager do Grupo, salientar as características principais das marcas que o Grupo detém, especificamente no que se refere aos produtos inovadores e smart-home.

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O Grupo Haier é detentor das marcas Candy e Hoover, desde 2019. Desde então para cá, o crescimento destas duas marcas tem sido exponencial. A que se deve esse crescimento?

A aposta constante em produtos inovadores, virados para a tecnologia de ponta e com uma estratégia multi-brand para chegar a um maior número de consumidores pode ser uma grande ajuda, mas julgo que a confiança dos consumidores é o fator mais importante. Devo acrescentar que o grupo, na Europa, tem três marcas internacionais (Candy, Hoover e Haier), bem como outras tantas locais.

A marca Haier é uma marca premium e líder no mercado mundial há 13 anos. Em Portugal, tem vindo a crescer, em número de vendas. Tendo isso em consideração, existe, da parte do Grupo Haier, um plano para que a marca Haier tenha uma maior implementação junto do consumidor final?

A marca é efetivamente a Nº 1 colocada no panorama mundial, e na Europa está a crescer bastante. Em Portugal a marca tem tido uma performance muito interessante, duplicando as vendas pelo terceiro ano consecutivo. Sendo uma marca de um segmento premium, esta opera num nicho, e por isso o seu público-alvo é mais reduzido. Contudo, o plano é fazer parte da escolha da grande maioria dos consumidores que buscam produtos
inovadores e na área smart-home, tentando não só vender produtos, mas ecossistemas completos de produtos e serviços.

Qual a importância da inovação e da constante busca pelos mais altos padrões de qualidade, quando se é o líder mundial deste mercado?

Ser-se um líder acarreta sempre muita responsabilidade, porque se para chegar ao topo não é fácil, manter-se lá é ainda mais complicado. Não defraudar as expectativas de quem aposta nos nossos produtos é a nossa maior preocupação, sendo que os produtos são produzidos tendo em conta o que obtemos de feedback dos próprios
consumidores. Queremos que sintam que a sua opinião importa, de forma a poderem ter produtos produzidos com base nas características que mais fazem sentido para eles.

Na nossa última entrevista, salientou que a tecnologia da Haier já permite, por exemplo, que tiremos uma fotografia à roupa de forma a que a máquina da roupa possa sugerir o programa correto a utilizar. Além disso, a maioria dos vossos eletrodomésticos é desenhada para cumprir padrões de sustentabilidade. Esta é uma preocupação que acompanha toda a criação dos eletrodomésticos do Grupo Haier – a dialética entre sustentabilidade e inovação?

A característica que fala é já um standard nas três marcas do grupo, entre outras tantas que vão ao encontro das necessidades dos consumidores ou que tentam suprimir algumas dificuldades que possam vir a ter em perceber como melhor atuar perante situações que não lhes são familiares. Penso que, atualmente, todas as empresas do setor terão como prioridade a sustentabilidade, de tal forma que, por exemplo, nas etiquetas energéticas, os
produtores superam rapidamente os parâmetros (a)fixados pelas organizações que os emitem. A sustentabilidade está cada vez mais na ordem do dia, não só em tornar as fábricas mais “amigas do ambiente” como os próprios produtos e embalagens.

O Grupo Haier prima pelo respeito e cuidado para com os seus recursos humanos. Como se posiciona o Grupo Haier, no que concerne à política de recursos humanos da empresa?

O Grupo, na altura da pandemia, deu um sinal claro de que as pessoas são o seu bem mais valioso, e tudo fez
para que se criassem condições de modo que os nossos colaboradores se sentissem bem a trabalhar. Em casa ou no escritório todos tínhamos condições para desempenhar as nossas funções em pleno. Em Portugal, como costumo dizer: “somos uma família”, obviamente com tudo de bom e menos bom que têm sempre as dinâmicas familiares. A minha ótica é que as empresas são feitas de pessoas e serão tão boas como os recursos humanos que tiverem. É importante que todos saibam o que esperamos deles, mas também que podem contar connosco mesmo nos momentos mais difíceis.

Que análise faz dos consumidores portugueses, considerando a relativamente recente chegada do Grupo Haier ao país e a forma como este mercado se caracteriza, no que respeita à forma de ganhar a confiança dos consumidores?

Os consumidores portugueses têm características de “early adopters”, que são as pessoas que são pioneiras em experimentar novos produtos, conceitos ou tecnologias, e isso é importante. Muitas vezes Portugal apresenta-se como um excelente local para testar novos produtos e tecnologias. Contudo somos também desconfiados, como povo, mas no que respeita à marca Haier, que é a novidade, tem sido relativamente fácil de conquistar os consumidores, mais difícil foi convencer as lojas a apostar numa marca ainda desconhecida. O consumidor, tendo a experiência de poder in loco ver e usufruir dos mesmos, facilmente se rende aos encantos da marca e dos seus produtos, porque o produto Haier é realmente excecional.

Considerando a conjuntura atual e a diminuição do consumo privado, como planeia o Grupo Haier o próximo ano? Esta é uma tendência que já se reflete nas contas do Grupo?

Neste ano já foi notória a retração no consumo. Com o aumento dos preços das matérias-primas e da logística, este ano tem sido um grande desafio para todos, mas ainda assim, em valor, o mercado ainda está positivo. No nosso caso, a abordagem para o próximo ano será idêntica, mas obviamente que a marca Haier, face ao histórico, continua a crescer muito acima do normal. Mesmo com um cenário pouco favorável, a nossa expectativa é que possamos, mesmo assim, crescer em 2023. O novo ano trará mais aumentos no nosso setor, que agravarão ainda mais a situação, mas os combustíveis têm sempre um impacto difícil de contornar.

Enquanto country manager do Grupo Haier, quais as expectativas de crescimento desta empresa em Portugal? Quais as expectativas para 2023?

A expectativa de crescimento do Grupo continua e assentará muito na marca Haier e em alguns projetos novos que iremos lançar, com novas fábricas na Europa, que poderão ajudar a preencher algumas das lacunas que havia. Sou, por natureza, uma pessoa positiva e sonhadora e, por isso, a mensagem que gosto de passar interna e externamente é a de que tudo faremos para cumprir com o que nos comprometemos. Queremos continuar a crescer para chegar ao nosso objetivo: subir aos lugares do pódio no mercado nacional e cimentar posições das nossas marcas.

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