“O Alentejo tem um enorme potencial de investimento”

Pedro Grilo é o diretor da agência imobiliária Navispot, situada em Évora, Alto Alentejo. É justamente esta região do país que Pedro Grilo espera que venha a crescer exponencialmente, particularmente este ano, tendo em consideração as possibilidades de investimento variadas que existem, sobretudo para investidores estrangeiros que queiram obter um Visto Gold. Com uma nova loja em preparação, o Verão é apontado como a altura ideal para a sua abertura ao público.

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Pedro Grilo, diretor de agência

Como define a Navispot, enquanto empresa de mediação imobiliária, no que concerne à forma de relacionamento com o cliente e ao seu posicionamento no mercado?

A Navispot é uma empresa jovem e dinâmica, que prima pela informalidade no atendimento aos seus clientes. Gostamos de simplificar o nosso relacionamento com as pessoas, transmitindo, com essa postura, uma relação de confiança, conforto e segurança que acaba por fortalecer todo o negócio em si. Ainda somos relativamente desconhecidos porque só agora estamos a planear abrir a nossa primeira agência enquanto marca própria, já com uma equipa de cinco elementos e, assim, tentarmos atingir os lugares cimeiros na cadeia das agências imobiliárias.

Tendo em consideração a pandemia, como descreve a necessidade atual de uma maior aposta na utilização das redes sociais? A Navispot seguiu este caminho?

A Navispot sempre seguiu a tendência das redes sociais e é isso que nos tem destacado em alguns negócios. Somos procurados por aquilo que temos feito, e bem, na publicação e divulgação de imóveis que não são comuns no mercado, como por exemplo hipermercados, hotéis, herdades, prédios de investimento, etc… É no Facebook que temos os nossos alicerces de marketing e complementamos com outras redes sociais, como o Youtube, onde divulgamos os nossos vídeos com drone e outras reportagens fotográficas…


Durante o período de confinamento, a periferia das grandes cidades passou a ser muito procurada por famílias que queriam sair da cidade. Considerando a zona geográfica onde estão inseridos, sentiram esta tendência?


Sim, bastante… a prova disso é que Évora tem muito pouca oferta de imóveis para venda ou arrendamento. Durante o isolamento, o Alentejo revelou-se, e ainda se revela, como o melhor sítio para fugir à pandemia, visto termos os menores números de contágios e infetados. Além disso, continua a ser o melhor sítio para se viver.


Como respondeu o mercado à procura das famílias por novas habitações, sobretudo moradias?

O mercado simplesmente esgotou. A especulação subiu e continua a atingir máximos históricos, não só aqui no Alentejo, como em todo o país. É urgente que se invista em novas urbanizações e construção de reabilitação, pois nesse campo, desde a crise de 2009 que, pelo menos Évora, ficou como que estagnada. Só agora timidamente, a pouco e pouco, se vai recuperando alguma edificação que ficou para trás, mas muito a passo.

Como definem a vossa metodologia, no que respeita aos serviços de investimento imobiliário e compra e venda de imóveis?


Não existe uma metodologia, existe sim um conceito: servir os nossos clientes o melhor que nos for possível. Para isso, estamos devidamente preparados e munidos com parceiros de grande nível, que nos oferecem todo o tipo de serviços que precisamos para servir bem os nossos clientes, desde a parte jurídica à parte financeira, ou até mesmo uma simples mudança que, por vezes, é uma dor de cabeça.
Temos soluções para todos e cada caso é único, e mais ou menos complexo, mas é para isso que estamos cá: superarmos os desafios que nos são propostos e superarmo-nos a nós próprios, na forma como lidamos com esses mesmos desafios.

No que respeita, em particular, ao investimento imobiliário, como caracteriza o potencial de investimento nesta região?


O nosso Alentejo tem um potencial extremo em quase todas as áreas, seja na habitação, no turismo, na indústria, na agricultura… Esperamos, sinceramente, que esta alteração da regra do Visto Gold para aquisição de habitações no interior venha dar asas a muitos prédios históricos verdadeiramente magníficos que temos disponíveis na nossa cidade à espera daquele carinho milagroso. Há para todos os gostos e para todo o tipo de negócio. Julgo que vai ser o ano do investimento no Alentejo.

Quais são os maiores desafios que o setor imobiliário enfrenta e cuja resolução se quer breve?

É uma pergunta bastante pertinente, que carece de uma resposta pertinentemente complexa, mas simplificando, e dizendo um pouco o que me vai na alma, gostava muito de ver este setor, além de regulado que está, com uma maior fiscalização a incidir nos “pseudo” imobiliários, que nos atropelam os emails a quererem fazer partilhas de negócio sem qualquer tipo de licenciamento ou formação para tal. Começando por esse assunto e acabando nos gabinetes de urbanismo de alguns municípios que, em vez de descomplicarem e ajudarem os cidadãos e investidores a concretizarem as suas ideias, apenas criam obstáculos que, por sua vez, criam bolhas de tempo que, na maior parte das vezes, levam os investidores a desistir dos projetos por falta de decisões em tempo útil… É impensável um projeto demorar mais de três anos a ser aprovado num município.

Como se posiciona a Navispot para este novo ano que se inicia? Quais os objetivos para 2022?


A Navispot tem vindo a crescer nestes últimos anos e saliento que os últimos dois, mesmo com a crise, foram os melhores de sempre… Comprámos uma loja nova, que ainda estamos a modificar, para abrirmos as portas ao público ainda antes do Verão. Estimamos que será um excelente ano, como os dois que passaram, e queremos continuar a crescer, dentro daquilo que nos for possível, fazendo aquilo que melhor sabemos fazer: apresentar aos nossos clientes a melhor solução, seja ela de compra, venda ou arrendamento, num ambiente simples e descontraído.

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