“Os portugueses estão cada vez mais sensíveis à importância dos seguros”

A Associação Portuguesa de Seguradores celebra em 2022 os seus 40 anos de existência. O engenheiro José Galamba de Oliveira, Presidente da APS, aproveita este aniversário para fazer um balanço do papel da APS juntos das instituições do setor e antecipar o que o futuro pode trazer neste mercado.

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Que balanço é possível fazer desta existência e do seu posicionamento junto das empresas de seguros e resseguros?

Desde a sua criação, em 1982, a APS tem sido uma presença constante no apoio ao desenvolvimento da atividade seguradora em Portugal. Neste seu papel de representação institucional do setor em Portugal, junto dos legisladores, supervisores e da sociedade em geral, a APS é um elemento agregador das seguradoras na defesa da imagem desta indústria e da sua crescente profissionalização e credibilidade. Através das suas comissões técnicas, tem desenvolvido estudos técnicos relevantes sobre áreas ou riscos relacionados com os desafios estruturais da nossa sociedade. Além disso, desenvolve plataformas informáticas críticas, que permitem agilizar vários processos operacionais nos mais diversos ramos.
Não menos relevante é o papel da APS na produção de estatísticas e na promoção da literacia financeira, assim como na gestão da Academia de formação dos profissionais deste setor.

Que análise faz deste setor, em Portugal?

O setor segurador é um setor muito relevante na economia e sociedade portuguesas. Movimenta, anualmente, cerca de 13,3 mil milhões de euros (cerca de 6,3% do PIB), emprega diretamente cerca de 10 mil colaboradores e interage com uma rede de distribuição que chega às 12 mil pessoas. O setor segurador é o maior investidor institucional no nosso país, com ativos sob gestão de cerca de 55 mil milhões de euros. O setor tem evidenciado, ao longo dos anos, uma capacidade de resposta muito positiva à evolução e transformação da sociedade e às oportunidades emergentes da transformação digital.

Quais os desafios que este setor enfrentará, no futuro? Quais as áreas para as quais é fundamental o desenvolvimento de um seguro?

Os grandes desafios do setor segurador são, por um lado, conseguir ir sempre mais além na capacidade de resposta às necessidades de proteção e segurança de cidadãos e empresas, e, por outro, aprofundar o seu posicionamento como um parceiro incontornável das políticas públicas, seja na área da saúde, da reforma por velhice ou nos riscos catastróficos e nas alterações climáticas.

Como vê atualmente a população portuguesa a importância de contratar seguros, além dos obrigatórios?

Acreditamos que os portugueses estão cada vez mais sensibilizados para os riscos que todos
enfrentamos no nosso dia a dia e para o papel social que os seguros desempenham na mitigação desses riscos. Os seguros existem para lhes tornar a vida mais fácil ou menos complicada. Um bom exemplo que comprova este facto é o crescimento sustentado que temos vindo a assistir nos seguros facultativos como o seguro de Saúde, Acidentes Pessoais ou Multirriscos.

Foi reeleito Presidente desta entidade, em março deste ano, por unanimidade. Quais os principais objetivos a cumprir nos próximos três anos, relativamente a esta área de atividade?

A APS mantém os objetivos definidos quando iniciei o meu anterior mandato, de trabalhar em
conjunto com os nossos associados para: aumentar o grau de proteção do seguro e torná-lo
ainda mais relevante na vida das famílias e das empresas; aumentar a eficiência do setor,
identificando obstáculos legais ou operativos que devam ser superados; melhorar os processos operativos das seguradoras, alavancando as oportunidades providenciadas pelas novas tecnologias; e melhorar a comunicação sobre o seguro e a perceção externa do risco. Daremos continuidade às ações de longo prazo da APS, nomeadamente aquelas relacionadas com o reforço da credibilidade do setor, bem como as relacionadas com o papel que o setor pode desempenhar, em conjunto com o Estado, na resposta aos desafios estruturais da nossa
sociedade e com a sensibilização para a importância do seguro.

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