“Santiago do Cacém tem muito para crescer”

A Desafios na Planície surgiu em 2019, pela mão de Sara Pinela e do seu pai. Sendo uma agência imobiliária especializada em quintas, montes e outros produtos semelhantes, a sua principal região de trabalho é o concelho de Santiago do Cacém que, segundo Sara Pinela, “tem tudo, para quem procura uma vida de paz e tranquilidade”.

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Sara Pinela, diretora

Desde que nasceu, esta agência imobiliária tem tido um percurso de crescimento. Em 2020, Sara Pinela assume que o ano foi melhor que 2019: “Registámos uma grande evolução, tanto na habitação permanente, como na aquisição de casas para férias/segunda habitação, nomeadamente algumas quintas e propriedades do mesmo segmento”. A pandemia foi, aliás, responsável por este aumento de procura: “Muita gente procurou o concelho de Santiago do Cacém, onde maioritariamente trabalhamos, mas também Grândola, Melides, Sines, Alcácer, para literalmente ‘ter espaço para respirar’. Acredito que a pandemia tornou as pessoas um pouco claustrofóbicas e a oportunidade de adquirir um imóvel com espaço exterior tornou-se muito importante. Com o aumento do teletrabalho, houve inclusivamente muita gente que optou por mudar de vida e instalar-se em Santiago do Cacém, o que aumentou também a procura por habitação permanente. Claramente, esta zona foi descoberta, mas ainda há caminho a percorrer”.

Sara Pinela assume que Santiago do Cacém tem tudo, para alguém que procura qualidade de vida e espaço: “Temos praias, temos a Lagoa de Santo André e da Sancha, temos o gin mais premiado da Europa, espaços incríveis para as pessoas desfrutarem, pessoas simpáticas, comida excelente… por isso o concelho não é em nada difícil de vender. Além disso, se compararmos os preços praticados aqui e noutras regiões, como Comporta, Carvalhal e Melides, os preços de Santiago do Cacém ainda estão mais baixos do que os das regiões mencionadas e posso dizer que aqui há zonas tão ou mais agradáveis que noutras regiões. Muitas pessoas já começam a perceber que esta é uma boa região para investir e parte do nosso trabalho, enquanto consultores imobiliários, é justamente vender a nossa região”.

O produto para venda ainda existe, mas já não na mesma quantidade: “Ainda há produto para vender e explorar, mas quem procura características como vista mar ou uma ampla vista de serra já terá mais dificuldade em encontrar uma propriedade que corresponda ao seu desejo a valores ainda apetecíveis. O mesmo acontece com imóveis – moradias ou apartamentos – para venda ou arrendamento. É um produto que está claramente em falta no mercado”.

Quando questionada sobre os clientes que mais procuram a região, Sara Pinela é perentória em admitir que existe uma grande variedade, desde compradores portugueses, que já são residentes e que querem mudar de casa, a compradores nacionais que decidiram mudar de vida e sair das cidades, para apostar num imóvel com mais espaço e onde o isolamento é possível, até estrangeiros, que vêm para residir ou para investir, na área do turismo: “Neste caso, deparamo-nos, frequentemente, com o problema da burocracia existente junto das instituições públicas. Cada município tem a sua maneira de funcionar e tudo – desde uma consulta até um registo – é muito demorado. De uma forma geral os clientes gostam de fazer uma compra muito informada e, para lhes conseguirmos dar toda a informação possível, precisamos de uma maior ajuda destas instituições”.

Ainda assim, para a diretora da Desafios na Planície o ano de 2021 tem sido muito bom e espera que, até junho, já tenha superado a faturação do ano passado: “Nos primeiros meses de 2021, tivemos uma evolução exponencial, quer em primeira habitação, quer habitação para férias. Até agora, ainda não parámos de trabalhar, mesmo existindo um aumento grande de preços nesta região. Por isso, parece-me que 2021 vai ser um ano muito positivo”.

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