“A flexibilidade é uma das nossas principais características”

Letícia Soares é a country manager da WEALINS em Portugal, uma empresa que desenvolve soluções "taylor made" de seguros de vida e de capitalização para uma clientela internacional que procura a estruturação, preservação e transmissão do seu património em total segurança. Em 2020, a empresa luxemburguesa pertencente ao Grupo Foyer registou um crescimento de 70 por cento na procura das suas soluções de seguro de vida e Letícia Soares acredita que a pandemia influenciou este resultado.

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Letícia Soares, country manager WEALINS Portugal

“Don’t look for exclusive solutions, we create them all for you” é uma das vossas frases-chave. Esta exclusividade de soluções é realmente desenhada para cada cliente? Como a desenvolvem?

Sim. Desenvolvemos soluções “taylor made” para cada cliente, pensadas e estruturadas considerando sempre as suas necessidades específicas, sejam elas a nível sucessório, proteção de capital ou planeamento do seu futuro e segurança da sua família. A gama de soluções da WEALINS visa a estruturação, preservação e transmissão do património do cliente sempre em total segurança, tendo por base as suas expectativas e necessidades. A flexibilidade é uma das nossas principais características.

A WEALINS conta já com quase 30 anos de experiência no mercado dos seguros de vida e de capitalização e pertence ao Grupo Foyer, o maior grupo financeiro privado luxemburguês. Sendo a country manager para Portugal, como caracterizaria o país, relativamente a oportunidades de negócios para a WEALINS?

Portugal é sem dúvida um mercado maduro neste tipo de soluções. Os nossos parceiros reconhecem as vantagens para os seus clientes e, face ao quadro legislativo e às últimas crises económicas que Portugal tem atravessado, a segurança que esta tipologia de produto encerra é fator diferenciador para a criação de novas oportunidades de negócio para a WEALINS. Apesar da notória maturação, considero que Portugal continua a ser um mercado em crescimento, não apenas pela maior procura por esta gama de soluções de forma transversal, mas também pelo crescendo de estrangeiros que cada vez mais escolhem Portugal para residir.

Estando presente em 10 mercados distintos, qual a importância da construção dos vossos contratos de seguro, de forma a assegurar que estes possam ser válidos em vários países ou adaptáveis a diferentes legislações?

A portabilidade de um contrato de seguro é de extrema importância. Vivemos num mundo global, onde a movimentação de pessoas é cada vez mais natural, seja por razões profissionais, pessoais ou familiares. Por isso mesmo, trabalhamos com uma rede independente de especialistas para que os nossos produtos estejam sempre em conformidade com a legislação do país de residência do cliente. Sempre que um cliente já possua uma solução WEALINS contratada e decida mudar a sua residência fiscal, o nosso leque de serviços cobre exatamente a análise das eventuais alterações necessárias face à nova jurisdição, para que o produto contratado mantenha a sua classificação enquanto “seguro de vida”, totalmente adaptado como tal à lei vigente desse país. Um seguro de vida é um produto a longo prazo e por isso consideramos que a excelência do serviço pós-venda é vital.

A WEALINS oferece a melhor solução possível, garantindo o respeito pela natureza exclusiva e privilegiada da relação entre o cliente e o parceiro em questão

Como caracteriza a relação da WEALINS com os seus parceiros, tendo em conta que o modelo de negócio que prezam é o do relacionamento direto com as instituições financeiras e outros parceiros ligados à Banca, que possam apresentar as vossas soluções aos seus clientes diretos?

A WEALINS desenvolveu uma abordagem de parceria exclusiva, que reúne profissionais reconhecidos nas áreas da gestão de ativos e estruturação de patrimónios. Tal como refere, privilegiamos uma abordagem B2B2C e na construção destes processos com os seus parceiros, a WEALINS oferece a melhor solução possível, garantindo o respeito pela natureza exclusiva e privilegiada da relação entre o cliente e o parceiro em questão. O nosso objetivo no mercado define-se a longo prazo: prestando um serviço de excelência aos nossos parceiros, fortalecemos a relação destes com os seus clientes.

Diria que, simplificando, o desafio central é sempre apresentar a melhor solução ao cliente final, através de uma sinergia entre a WEALINS e os seus parceiros institucionais?

Os desafios são vários. Mas, simplificando, o grande desafio é, em conjunto com o nosso parceiro, desenhar a melhor solução para o cliente com base nas suas necessidades e expectativas. Não nos podemos esquecer que as soluções apresentadas têm de estar sempre em conformidade com o quadro legal do país da sua residência. Resumindo, o desafio central é inovar, desenvolver a melhor solução legalmente enquadrada e ir ao encontro das expectativas do cliente, permitindo-lhe transmitir o seu património de acordo com a sua vontade.

Com a pandemia, o desafio para as grandes empresas foi o de manter em funcionamento os seus serviços sem qualquer quebra das regras de segurança instituídas. Como lidou a WEALINS com este pressuposto?

Sendo detida pelo Grupo Foyer e graças à sua estrutura acionista estável e solidez financeira, a WEALINS tem conseguido adaptar-se facilmente e reagir com agilidade às mudanças do setor e do mundo. Com a pandemia, o Grupo Foyer demorou poucos dias a reagir e, em apenas algumas semanas, os cerca de 800 colaboradores estavam em teletrabalho. Sendo uma empresa familiar, a preocupação primordial foi a de salvaguardar os recursos da empresa, ou seja, os seus colaboradores, bem como desenvolver todas as medidas necessárias para manter não só a qualidade do seu serviço, mas também a segurança nas comunicações. O setor segurador lida com informação sensível e confidencial, tendo a WEALINS assegurado as ferramentas necessárias para a continuidade do negócio, não só garantindo a segurança dessa informação, como mantendo a qualidade de serviço. Em jeito de balanço deste período de pandemia, consideramos que o desafio foi superado com sucesso, uma vez que o espírito e esforço conjunto que se criou fomentou e abriu portas a um forte crescimento numa fase violenta e ímpar do mundo e dos negócios. Em 2020, a WEALINS registou um crescimento de quase 70 por cento em relação a 2019. Apesar de 2020 ter sido um ano atípico, marcado pela crise da Covid-19, a WEALINS pôde contar com a lealdade e confiança dos seus parceiros.

Tendo em conta as mudanças que a pandemia trouxe à sociedade e à atividade comercial no geral, como responderá a WEALINS? Haverá necessidade de criar soluções de seguro novas, aplicáveis a uma realidade diferente da anterior?

Para a WEALINS, aquilo que será mais importante, antes de mais nada, é perceber o que é que a pandemia mudou no mercado, verificar o impacto causado e as novas tendências. A nossa prioridade continua a ser a manutenção de um serviço de excelência para os nossos parceiros e clientes. Atualmente estamos a analisar as necessidades locais de cada mercado, o que mudou e se existem oportunidades que impliquem o desenvolvimento de novas soluções. Mas admito que este é um trabalho sempre ongoing na WEALINS.

Os seguros de vida, assim como a transmissão de património, tornaram-se temas mais conscientes na sociedade global

Numa altura de pandemia, onde a saúde e a vida foram postas em causa diariamente e a incerteza vivia em cada um, como reagiram as pessoas à necessidade de fazer seguros de vida? Houve uma maior predisposição para tal?

Considero que sim. Prova disso foram os resultados da WEALINS em 2020. Os seguros de vida, assim como a transmissão de património, tornaram-se temas mais conscientes na sociedade global, tendo a pandemia despertado o sentido da sua importância. Principalmente na transmissão de património, em que as pessoas começaram a preocupar-se em salvaguardar os seus familiares no futuro. Acho que esta crise pandémica nos fez pensar mais no amanhã e ter uma visão a longo prazo, ou seja, a planear a sucessão patrimonial.

Tendo em conta as relações bilaterais existentes entre Portugal e Luxemburgo, como caracterizaria o mercado português, no que respeita à sua capacidade evolutiva e de atrair investimentos de alto valor acrescentado, comparativamente com o mercado luxemburguês?

São mercados distintos. Considero que o mercado português tem evoluído muitos nos últimos anos. Acho que Portugal tem conseguido adaptar-se ao mundo, sem perder a sua “alma” e todas as características que nos fazem estar entre os melhores destinos do mundo para viver ou visitar e, com isso, tem conseguido atrair investimento. No entanto, será necessário fazer mais no futuro, principalmente ao nível de oportunidades profissionais. E nisso, acho que o Luxemburgo está mais bem posicionado que Portugal.

Quais serão os desafios do futuro, para o mercado segurador?

Continuar a inovar, desenvolver novas soluções, encontrar o equilíbrio certo entre digitalização e relações humanas para atender às necessidades e expectativas dos parceiros e seus clientes, já que considero que a confiança e a presença física ainda são essenciais na construção de relacionamentos de longo prazo, e neste tipo de negócio, mantendo sempre um serviço de excelência.

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