O que a fez enveredar pela Engenharia Civil?
Sempre fui muito maria-rapaz. Sempre tive apetência para bricolage, trabalhos manuais, legos, chaves-de-fendas… nada de bonecas. Na faculdade, não tive dúvidas de que queria seguir Engenharia Civil. Quando acabei o curso, fui trabalhar para a Câmara Municipal de Leiria, onde acabei por ficar como assessora do Vereador com o pelouro das obras municipais e particulares, durante quase oito anos. Pude observar projetos estruturantes, como o EURO2004, o Polis, revisão PDM, candidaturas a Fundos Comunitários. Com a chegada da crise,
acabou-se o investimento público. Tive a sorte de ser convidada para trabalhar numa empresa de construção em Fátima, para a Direção de Produção – sem saber quase nada sobre direção de produção e sobre acompanhar e liderar quase 100 homens. Foi uma aprendizagem incrível. Conheci a construção civil pura, aprendi sobre
liderança e organização. Entretanto já tinha dois filhos e saí porque estava cansada. Daí fui convidada para trabalhar na Tecnorém. Foi a minha segunda incursão no mundo da construção civil, onde eu pude aprender, nesse caso, o lado comercial de uma empresa – orçamentos, concursos públicos, toda a vertente de acompanhamento dos clientes – que era a que me faltava. Aí estive oito anos, mas no sexto ano comecei a trabalhar em part-time, porque a Metroaoquadrado estava a crescer e eu precisava de tempo para dedicar àquilo que era meu. Dois anos depois, saí em definitivo. Quando fiz 40 anos, dediquei-me à empresa a tempo inteiro e a partir daí começámos a crescer exponencialmente. Atualmente, somos PME Líder e faturamos mais de um milhão de euros anualmente.
Dois terços da equipa da Metroaoquadrado é do sexo feminino. Como explica esta questão?
Não tenho preferência nenhuma entre escolher um homem ou uma mulher para a minha equipa, mas tenho vindo a perceber que as mulheres são mais resilientes. São mais adaptáveis à pressão. Os homens têm uma capacidade intelectual para estarem concentrados que é superior à das mulheres, mas naquilo que é um trabalho sob pressão, são as mulheres que conseguem mais resultados.
Quais os serviços e as valências que a Metroaoquadrado tem disponíveis?
A Metroaoquadrado é um gabinete de projetos completo. Temos clientes de todas as áreas – retail, restauração e serviços, turismo, habitacional…. Prestamos um serviço completo porque, desde o dia que o cliente aqui entra na
perspetiva de fazer uma obra, é-lhe oferecido o apoio total, em todas as fases da mesma: estudo prévio, projeto de arquitetura, bem como todas as especialidades que acompanham os projetos, gestão do processo de licenciamento junto das variadas entidades, gestão administrativa e jurídica. Tal significa que o cliente é apoiado
desde o momento em que não existe nada além do terreno para construção até ao momento em que lhe entregamos a chave, com a obra terminada. O que lhe oferecemos são expectativas, timings e é por isso que, aqui, trabalhamos por objetivos, se lançamos um prazo, a equipa assegura que tal acontece. Somos gentis, mas persistentes, insistimos e acompanhamos os casos de perto.
Quais os próximos objetivos a atingir, para a Metroaoquadrado?
Existem perspetivas de crescimento. Os nossos clientes lançam-nos desafios novos e nós vamo-nos preparando para eles, caso se efetivem. Neste momento, antecipámos a formação dos nossos colaboradores e, em breve, entrarão mais duas pessoas. Além disso, o facto de estarmos a crescer obriga-nos a pensar num novo espaço.
Eu gostava de fazer a nova sede da Metroaoquadrado, em 2024. Andamos a estudar soluções. Este espaço tem 300 metros quadrados e já não chega. O nosso objetivo era inaugurar a sede quando fizéssemos os 20 anos,
em 2026.









