“As pessoas são o ativo principal das organizações”

A GSK Consumer Healthcare é líder mundial de Consumer Healthcare e prepara-se para, em 2022, se tornar uma empresa independente. Reconhecida como uma das melhores empresas para trabalhar em Portugal, sob a liderança de Mariana Real Carvalho, os desafios que esperam esta empresa no futuro próximo são únicos, mas a diretora-geral não descura a constante busca pelos melhores produtos que podem oferecer ao mercado.

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Mariana Real Carvalho, general manager

Que avaliação faz do seu percurso profissional, até ao momento de liderar uma empresa em território nacional? Quais os objetivos que se propõe atingir?

Quando olho para o meu percurso profissional, a avaliação não podia ser mais positiva. Os últimos 20 anos proporcionaram-me uma experiência muito gratificante. Tenho o privilégio de ter trabalhado em diferentes multinacionais, começando na Nielsen, depois Diageo e atualmente GSK. Com a Diageo, vivi a aventura de mudar de Lisboa para Miami e trabalhar mais de seis anos nos EUA em posições regionais e globais, liderando equipas multidisciplinares. Regressei há três anos, juntando-me à equipa GSK CH. Em 2020, fui nomeada Country Manager e recentemente, com a implementação do novo modelo operativo em que Portugal e Espanha reportam independentemente à direção-geral de Sul da Europa, fui nomeada General Manager. Os meus principais objetivos, enquanto líder da GSK CH, é garantir que, como equipa, trabalhamos para oferecer às pessoas os melhores e mais inovadores produtos do mercado, seja nas categorias de OTC ou Higiene e Saúde Oral, ao mesmo tempo que nos preparamos para nos tornarmos, em 2022, uma companhia independente, líder mundial de Consumer Healthcare.

Que análise faz do mercado nacional, no que respeita aos desafios inerentes à liderança de equipas e de empresas?

Quando falamos de liderança de equipas ou de empresas, temos de falar na gestão e relação de pessoas, o ativo principal de qualquer organização. É fundamental saber ouvir, inspirar e motivar para conseguir um espírito de colaboração e parceria que nos permita atingir com sucesso os objetivos e resultados a que nos propomos. Neste sentido, a inteligência emocional tem um papel cada vez mais importante na liderança de equipas.

A mulher sempre teve necessidade de lutar mais arduamente que os seus colegas homens para alcançar uma posição de liderança nas empresas. Identifica-se com esta afirmação? Que mudanças considera terem existido que equilibraram o percurso profissional feminino e masculino?

Identifico-me parcialmente com a afirmação, pois acredito e sou defensora da meritocracia e que para progredir na carreira profissional, sejam homens ou mulheres, requer muito trabalho, esforço e dedicação. A disponibilidade e a vontade de cada um em crescer e se desenvolver na sua carreira têm de ser o ponto de partida. Felizmente, vivemos numa sociedade e num mundo corporativo, que tem evoluído bastante, onde existem cada vez mais oportunidades, menos preconceitos e onde existe um maior cuidado e uma maior aposta na diversidade, equidade e inclusão. Hoje em dia, a maior flexibilidade horária, de trabalhar em casa, a presença de salas de maternidade nas empresas e o aumento da licença de paternidade são alguns exemplos que permitem a nós, mulheres, organizarmo-nos de maneira diferente e podermos abraçar mais oportunidades.

O que podem as empresas fazer para assegurar um equilíbrio no acesso à evolução de carreira?

O primeiro passo está em criar uma cultura que promova a diversidade e, para tal, a diversidade tem de estar na frente da estratégia de recrutamento. Por outro lado, as equipas de liderança devem reconhecer e promover os benefícios de um ambiente de trabalho diverso e assegurar que a diversidade está representada nos vários níveis da organização. Por último, reforço que as equipas de liderança são chave na promoção de uma cultura de diversidade, garantindo que cada voz é ouvida e respeitada, encorajando valores como coragem, respeito, integridade e humanidade, promovendo feedback e alertando para comportamentos de “preconceito inconsciente”. Este ano, fomos eleitos uma das melhores empresas para trabalhar em Portugal (Great Place to Work – 5º lugar na categoria de 100 a 500 colaboradores) – e acredito que a aposta na diversidade, as oportunidades, o respeito e o cuidado que temos com os nossos colaboradores foram fatores determinantes para alcançarmos tão prestigiada posição.

Qual o impacto que a liderança feminina pode ter na gestão e desenvolvimento de uma empresa?

Cada vez temos mais informação, e sabemos o impacto na performance de uma companhia, resultante de equipas com diversidade. As organizações crescem, são mais inovadoras, avançam e alcançam melhores resultados quando têm equipas diversas. Pessoalmente, acredito que as mulheres trazem imenso valor acrescentado na gestão e desenvolvimento de uma empresa, trazem riqueza pela partilha de diferentes pontos de vista, diferentes experiências e contribuem para um maior engagement dos colaboradores.

A GSK

Num setor como o da Saúde, qual a importância do departamento de I&D para a constante inovação?

A inovação representa um componente essencial do nosso ADN. Trabalhamos sempre guiados pela ciência e com a premissa de desenvolver inovação responsável. Temos um legado histórico que sustenta o nosso trajeto e se reflete em marcas líderes na sua categoria, como Voltaren, Centrum, ou Corega, e estamos constantemente a apresentar inovações que ampliam o nosso portfolio e que nos mantêm próximos dos consumidores e também dos profissionais de saúde e parceiros de negócios.

Tendo em consideração as áreas que desenvolvem, quais os produtos que gostaria de destacar?

As nossas marcas são, na sua maioria, marcas líderes nos diferentes segmentos onde atuam, mas gostaria de destacar Voltaren no Alívio da Dor, Centrum em Multivitamínicos, Corega em Fixação e Limpeza de Próteses Dentárias, Sensodyne em Sensibilidade Dentária ou Parodontax em Saúde Gengival. A liderança destas marcas reflete a preferência, confiança e a relevância que as mesmas têm para os consumidores portugueses, bem como para os profissionais de saúde. Destaco ainda que, em 2021, a marca Centrum foi reconhecida como a marca mais reputada na categoria de Multivitamínicos (Marktest) e Corega eleita marca de confiança (Selecções Reader’s Digest) na categoria de Fixadores de Próteses Dentárias.

Como se desenha o futuro da GSK Portugal? Existirão novidades para breve?

O futuro da GSK Portugal é também o nosso presente. Como referi no início, estamos a começar a construir uma nova empresa independente, líder mundial em Consumer Healthcare. A GSK Consumer Healthcare criou recentemente a sua Unidade de Negócios Sul da Europa (que engloba Espanha, Portugal e Itália), liderada por Giuseppe Abbadessa, Diretor-Geral da GSK Consumer Healthcare Itália desde 2020, e que visa contribuir para a criação desta nova empresa, identificando as tendências dos consumidores e clientes e aproveitando todas as oportunidades de crescimento para poder marcar uma diferença ainda maior na vida das pessoas. O futuro da GSK Consumer Healthcare é verdadeiramente promissor e este momento representa um desafio emocionante, que enfrentamos com grande vontade e entusiasmo.

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