Les Roches e Glion: a elite do Hospitality Management

As instituições de ensino Les Roches e Glion Institute of Higher Education foram criadas na Suíça, país reconhecido pela sua especialização na área hoteleira, e integram desde 2009 o Grupo Sommet Education. Além disso, fazem parte do Top 3 mundial do ranking das melhores escolas de Hospitality Management, como salienta o educational counselor para Portugal, Pedro Martins.

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Pedro Martins, educational counselor

As escolas Les Roches e Glion estão ambas muito bem posicionadas mundialmente, no que respeita à área de Hospitality Management. Como caracterizaria uma e outra, no que respeita aos princípios que as diferenciam e destacam das outras instituições de ensino?

Ambas as instituições de ensino surgem no berço da Hotelaria mundial, a Suíça, e tornaram-se uma referência na formação de gestores e diretores da Indústria Hoteleira e Turismo a nível global. Desde 2009 passaram a pertencer ao mesmo grupo de educação, o Grupo Sommet Education, e têm criado muitas sinergias entre si, o que tem vindo a beneficiar o corpo de alunos e as empresas que vêm recrutar os seus futuros profissionais. A Les Roches e o Glion Institute of Higher Education integram o Top 3 do Ranking das melhores Escolas de Hospitality Management e são as únicas com os títulos académicos reconhecidos pela NeChe (entidade que realiza a acreditação académica da Universidade de Harvard, Yale ou o MIT).

Quais os programas de estudo que existem e aqueles que são mais procurados?

Estas duas instituições de ensino superior oferecem Licenciaturas de 3,5 anos (incluindo dois semestres de estágios internacionais em empresas de Hospitality, um pouco por todo o mundo), Pós-Graduações e Masters de Hospitality com diferentes Especializações. Tanto a Les Roches como a Glion estão em permanente contacto com os grandes grupos e instituições da indústria, com o objetivo de saber quais são as tendências do mercado e as necessidades das áreas do Turismo e Hotelaria mundial. Desta forma, surgem as Especializações, tanto das Licenciatura como as dos Masters, com especial destaque para Empreendedorismo, Inovação, Marketing Digital e Luxo.

Como podem os alunos aceder a estas oportunidades de ensino?

Normalmente, recrutamos 45 a 50 alunos por ano para estudar nos nossos campus tanto da Suíça, como Marbella, Londres e Shanghai. As nossas ações de recrutamento começam com um RoadShow, de Norte a Sul do país, em escolas internacionais, escolas privadas e algumas nacionais. Realizamos uma série de eventos durante o ano e depois avançamos com os processos de admissão, que começam com uma entrevista personalizada com os candidatos. Trata-se de fazer um approach holístico do aluno que passa por três pilares fundamentais, relacionados com a vida académica: mindset, vontade e situação financeira. Só depois iniciamos uma candidatura formal, a fim de bloquear uma vaga para um dos Intakes da Glion e da Les Roches (ambas oferecem dois cursos por ano, com início em março e setembro).

Quais as diferenças entre os campus Les Roches e Glion?

São campus inseridos em diferentes geografias, a Glion tem dois campus na Suíça e um em Londres. A Les Roches tem um campus nos Alpes Suíços e apostou também em dois centros turísticos de renome mundial, Marbella e Shanghai. Todos os campus oferecem instalações para aulas práticas, que recriam o ambiente de um hotel de luxo, nas suas vertentes de F&B, Rooms Division, Housekeeping. Os alunos também vivem nas residências dos campus, usufruindo de todas as facilidades e de uma experiência única. O package das propinas inclui alojamento e alimentação nos diferentes outlets dos campus e têm também acesso a ginásio e a vários comités de atividades extracurriculares, que enriquecem a experiência académica em ambiente multicultural.

Como avalia a presença de estudantes portugueses nestas escolas?

Todos os anos recebemos aproximadamente 50 alunos de Portugal. Estes alunos vêm com uma ideia do potencial do Turismo e da Hotelaria nacional, mas ao entrarem nestas escolas vão viver fora das suas zonas de conforto, podem fazer intercâmbios em seis campus, em diferentes países, vivem numa comunidade com mais de 100 nacionalidades, fazem estágios de seis meses em países de todo o mundo, logo passam a entrar numa dimensão muito mais global. Os alunos portugueses são muito apreciados nas nossas escolas, não só pela educação e formação como indivíduos, fundamentais para assumir as Rules & Regulations destes Centros de Excelência, mas também, sob o ponto de vista profissional, têm um perfil adequado para a indústria de serviços, logo excelentes referências como futuros gestores de equipas e projetos nestes setores.

Os alunos portugueses são muito apreciados nas nossas escolas

Sendo escolas globais e de alta qualidade de ensino, a presença de estudantes de todo o mundo é uma mais-valia? Como veio a pandemia obrigar a que a Les Roches e a Glion se adaptassem no que respeita ao modelo de ensino?

De facto, primamos pelo conceito presencial neste tipo de formação, principalmente porque a metodologia de ensino suíço dá muito enfoque ao chamado Hands On (a componente prática de aplicação dos conhecimentos operacionais nas próprias instalações), bem como a aplicabilidade académica nos períodos de estágio (dois períodos de seis meses, no caso das Licenciaturas, e um período nos Masters). A pandemia veio revolucionar o método de ensino a nível mundial. A Les Roches já oferecia alguns programas online, ao nível da Pós-Graduação, como o nosso Master Executive, mas as circunstâncias obrigaram a criar um programa com base no remote learning que se veio a mostrar revolucionário nesta área. Criámos os programas Les Roches Connect e Glion Connect, que consistem em fazer uma parte do curso em ensino à distância (os alunos recebem em casa um package para aulas práticas e seguem as aulas em streaming com os alunos que estão em regime presencial). As plataformas são muito interativas e recriam um quotidiano autêntico no campus (as aulas são lecionadas seis horas por dia, cinco dias por semana). Também se pensou nas restantes atividades, projetos, apresentações e trabalhos de grupo, permitindo aos alunos Connect estarem em permanente interação com todos os departamentos das escolas.

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