“O luxo está no serviço que se presta”

A BM Home é uma empresa nascida em plena pandemia. É o resultado do empenho de Beatriz Martins, que desempenhou funções comerciais na Banca durante cerca de 14 anos e, depois, encontrou no mercado imobiliário a oportunidade de continuar ligada à área comercial, de uma forma que lhe permitisse acompanhar melhor o crescimento dos filhos. O próximo passo, já em 2022, é aumentar a equipa e alargar os serviços prestados na BM Home.

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Trabalha no ramo imobiliário desde 2015. O que a fez apostar na área do imobiliário?

Trabalhei na Banca cerca de 14 anos, sempre na área comercial. Porém, depois de ter sido mãe pela primeira vez, em 2011, e pela segunda vez, dois anos depois, comecei a considerar que os nossos horários familiares eram muito intensos para o tipo de acompanhamento que eu queria dar às minhas duas crianças. No final do ano de 2013, coincidindo com um projeto
familiar que implicava mudar-nos para Barcelona, negociei com o banco em que trabalhava, desvinculei-me da empresa e fiquei uns tempos em casa como mãe a tempo inteiro a acompanhar os meus filhos. Todavia, em 2015, comecei à procura de trabalho, sempre com a prioridade de que o horário fosse flexível. Encontrei essa característica na Engel &
Völkers, que me acolheu e ensinou muita coisa sobre a forma de estar no mercado imobiliário, incluindo a necessidade de um método para fazer este trabalho. Estive aí cerca de um ano e mudei-me para outra imobiliária catalã, a Proddigia, onde aprendi a importância de trabalhar visualmente um imóvel. Lembro-me de vender casas de valor muito alto em
poucos dias graças, em muito, a essa vertente da imagem. Depois de regressar a Portugal, voltei a procurar trabalho nesta área e fui convidada a abrir a agência de Cascais da Castelhana Real Estate, foi o primeiro grande desafio em Portugal, que abracei sem
hesitar e que me deu oportunidade de conhecer o que de melhor se faz cá. Surgiu depois um convite para lançar um projeto chamado LX Living, nas Amoreiras, que era de um promotor, que também foi um trabalho extremamente desafiante, sobretudo porque me deu a perspetiva do imobiliário na ótica de um promotor, que é distinta da mediação. Sou extremamente grata a todas as pessoas com quem aprendi neste percurso. Foi com a experiência adquirida nestas várias formas de trabalhar que encontrei a minha.
Entretanto, surge a Covid- 19. Nessa altura, este projeto tinha chegado ao fim e eu estava numa fase em que não tinha trabalho. Eu já tinha uma licença AMI e acabei por criar a minha própria empresa, porque me surgiu um contacto para rapidamente encontrar uma
casa numa zona de luxo para um casal. Foi assim que percebi que podia ter o meu próprio negócio e foi assim que nasceu a BM Home.

Que características suas consegue encontrar neste seu negócio?

A primeira seria empatia. Sou uma “people person”. Acredito que é importante escutar o cliente e perceber a sua necessidade. A segunda é a persistência. Eu tenho uma grande dificuldade em aceitar que há coisas que não são possíveis de concretizar. Tenho uma
grande dificuldade de desistir e orgulho-me disso.

Quão importantes são as parcerias para este negócio?

As parcerias são fundamentais para este negócio. Sou totalmente a favor das parcerias, sobretudo com outros agentes imobiliários, com quem partilhamos um imóvel, que possa deixar dois clientes satisfeitos. Eu tenho um grupo de mediadores nos quais tenho uma grande confiança, porque conheço bem o seu trabalho e trabalho com eles muitas vezes. Valorizo muito a competência, a honestidade, a transparência e a confiança. Por isso rodeio-me de pessoas que são boas naquilo que fazem, como por exemplo o Pedro Brás Photography ou alguns escritórios de advogados que me acompanham desde o primeiro dia.

Quais os aspetos que carecem de resolução rápida, neste setor?

Creio que não precisamos de trabalhar todos no segmento de luxo nem de vender casas de milhões para pedir que as pessoas tenham postura e cuidado a tratar os clientes. Neste sentido, era fundamental a profissionalização do setor, no sentido de que aquilo que se diz, como se diz e como se trabalha deveria ser pautado por determinados padrões. Esses padrões, neste momento, não existem. Isto faz com que as marcas corram riscos reputacionais e faz com que a profissão fique, por vezes, mal vista no mercado. O mercado imobiliário é uma oportunidade, mas deve ser olhada com rigor.

Como perspetiva o ano de 2022 para a BM Home?

Em 2022, espero encontrar duas pessoas que me ajudem a continuar a dinamizar a BM Home. O mais importante de tudo é que acreditem nelas próprias e que tenham vontade. Tudo o resto se aprende. Além disso, quero alargar os serviços da BM Home, como
por exemplo entrar na área de compra e venda de imóveis através de novas parcerias nessa área também. Cuidado, Rigor, Transparência e Honestidade – estes são os valores que quero manter. Quando se faz bem, o cliente reconhece e não falta trabalho.

1 COMENTÁRIO

  1. Que grande mulher! Não desiste e ainda se propõe a aprimorar o sector com princípios tão essenciais mas que ainda se negligencia. Orgulho-me da sua visão.

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