“O sucesso será sempre o reflexo do nosso esforço e determinação”

Tânia Tenente é Private Broker da Sotheby’s na ilha da Madeira e uma referência no que respeita ao número de transações realizadas, dentro da marca. Pouco tempo depois de ter recebido mais uma distinção que premeia o seu trabalho, Tânia Tenente concedeu uma entrevista à Valor Magazine, onde falou do setor imobiliário nesta Região Autónoma e das características do trabalho nesta área.

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Estando situada na Madeira, como definiria o mercado desta Região Autónoma e os clientes que vos procuram?

O mercado imobiliário na ilha da Madeira tem estado em alta nos últimos anos. A Madeira continua a figurar entre as regiões com melhor desempenho em termos do mercado imobiliário, com as vendas e as rendas a crescerem fortemente. A expansão da nossa marca, também foi muito importante, uma vez que canalizou muitos dos clientes na procura de investimentos em Portugal. Os clientes passaram a contar com um novo escritório e um destino que muitos ainda desconheciam, nomeadamente o mercado americano. Além disso, também temos assistido a uma forte procura na ilha por parte dos nómadas digitais.

Os Vistos Gold sofreram alterações, sobretudo relacionadas com o impedimento de adquirir imóveis para habitação nos grandes centros urbanos nacionais. Como pode a Madeira beneficiar com isso?

É uma grande oportunidade para a Região Autónoma da Madeira e uma oportunidade para a nossa economia, no sentido de gerar liquidez, postos de trabalho, dinamizar e estimular a construção de habitação e infraestruturas. Em Portugal continuam a existir oportunidades no imobiliário e transferência de capitais para os investidores estrangeiros, e temos vindo a beneficiar em grande medida com esta mudança no regime de residência por investimento
dos vistos “Golden Visa”. O Golden Visa dá aos investidores fora da UE a oportunidade de obterem residência em Portugal e as limitações geográficas que se verificam no investimento imobiliário para fins habitacionais, estão a permitir que existam possibilidades de investimento e desenvolvimento em diversas zonas na ilha da Madeira.

Ficou, recentemente, em primeiro lugar na categoria de Mais Transações efetuadas, no universo Sotheby’s Portugal. Como é que esse reconhecimento a faz sentir?

Quando entrei neste ramo, não tinha a mínima noção do quanto o nosso trabalho influenciaria de forma tão positiva a vida de muitas pessoas e de como elas também influenciariam as nossas. Fazemos a diferença e levamos as pessoas a fazer coisas, que elas, por si só, muitas vezes não conseguem. O relacionamento não acontece apenas no momento da compra e venda. Dedicamos algum tempo das nossas vidas a ajudar e a tomar decisões e criamos laços ao entrarmos na esfera pessoal dos clientes. É muito gratificante sentirmos que a nossa total dedicação ao trabalho e a busca da excelência são recompensadas e reconhecidas.

As mulheres geralmente ganham menos
que os homens, mas no mercado
imobiliário as diferenças salariais
entre homens e mulheres já não existem.

Como se vê, enquanto Private Broker desta agência, no que respeita à posição da mulher no mercado de trabalho e àquilo que ainda falta fazer para que as mulheres beneficiem de um mercado de trabalho justo e equilibrado, relativamente aos homens?

A mulher tem vindo a conquistar cada vez mais espaço, inclusive em cargos mais importante.
No setor imobiliário, as mulheres ocupam cada vez mais cargos de gestão e chefia. É certo que ainda é um número reduzido que traduz o longo caminho que as mulheres ainda têm de
percorrer, mas no setor imobiliário são muitos os rostos femininos a fazer carreira e a prosperar cada vez mais. No mercado imobiliário as diferenças salariais entre homens e mulheres não existem. Têm o salário ajustado ao seu desempenho. Muitas mulheres nesta área conquistaram a sua independência financeira, conseguindo ser mais remuneradas do que os seus colegas homens e acho que estamos a entrar numa Era em que tanto as mulheres como os homens começam a ter os mesmos direitos, deveres, privilégios e oportunidades. Considero importante estarmos atentos para não reforçar a cultura do preconceito e compreender que o perfil de liderança compete aos dois géneros.

O mercado imobiliário da ilha
da Madeira tem tido uma
grande procura
a nível nacional e internacional
e a tendência será a
de manter ou aumentar
os preços das casas.


Que mensagem lhe parece importante deixar às mulheres que estão a iniciar a sua carreira profissional e ambicionam evoluir e alcançar um lugar de liderança nas suas áreas de atividade?

O mercado de trabalho está cada vez mais exigente e não basta apenas ter competências
técnicas para conquistar um trabalho e manter-se nele. A liderança é uma habilidade que pode ser desenvolvida, mas seja qual for a função que desempenhamos, é preciso esforço, dedicação e superação. É importante ter a ambição em querer crescer e aproveitar as oportunidades que vão surgindo, de modo a tornar-se mais especialista na sua área. Manter-se atualizada e procurar novas aprendizagens ajudam no crescimento pessoal e profissional. O sucesso será sempre o reflexo do nosso esforço e determinação. O grande desafio será conseguir conciliar o trabalho com a família, o que pode dificultar a balança familiar.

Quais os principais desafios que este ano reserva para o setor imobiliário, em particular na região da Madeira?

Em 2022 existem naturalmente desafios diferentes dos que temos vivido. Nestes últimos
dois anos, apesar da pandemia, os preços das casas em Portugal continuaram a subir. As obras de construção não pararam, a procura foi ainda maior e, apesar das quebras no primeiro confinamento, rapidamente voltaram a crescer. Na ilha da Madeira houve claramente um crescimento na procura e no valor de transações face aos anos anteriores. Em Portugal, os preços são mais baixos que a maioria dos países de Europa e dos outros destinos
internacionais, o que faz do nosso país um destino muito atrativo para investir em diferentes
tipos de soluções imobiliárias. A somar a esta conjuntura, nomeadamente no segmento
residencial, o grande desafio será certamente o aumento do valor das casas devido ao preço da construção, especialmente das matérias-primas e da mão de obra. O mercado imobiliário tem tido uma grande procura a nível nacional e internacional e a tendência será a de manter ou aumentar os preços das propriedades. Esta tendência faz-nos olhar para o futuro numa
perspetiva positiva, mas, por outro lado, é preciso que haja mais oferta no mercado, para
que o impacto possa ser sentido também nas famílias de classe média.

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