Portugal Partners: um parceiro de negócios sempre na vanguarda

Definindo-se como um “Business Partner” para o dia a dia empresarial dos seus clientes, a Portugal Partners apresenta um serviço de apoio à gestão de empresas. Apesar dos seus sete anos de existência, a Portugal Partners conta com uma equipa experiente com muitos anos de trabalho nas áreas da Contabilidade e Gestão. João Pedro Neves, CEO da empresa, explica a importância de uma constante reinvenção para uma maior proximidade com o cliente.

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João Pedro Neves, CEO

Descrevem-se como um “Business Partner” para os vossos clientes. Em que é que isto se traduz, diariamente, no vosso relacionamento com o cliente?

O contabilista certificado é uma peça fundamental e de segurança pela validade dos dados que a empresa do nosso cliente apresenta, ou seja, o contabilista estabelece uma ponte entre aquilo que é a empresa e a Autoridade Tributária (AT) e todos os outros organismos públicos e privados, mas também é um apoio à própria empresa. Relativamente ao “Business Partner”, efetivamente, acompanhamos o negócio dos nossos clientes, aconselhando-os na tomada de decisões. No entanto, apoiamo-nos para tal no conhecimento que temos.

A Contabilidade e as obrigações fiscais exigidas pelo Estado acabam por tomar muito tempo a esta classe profissional. Como se organiza internamente a Portugal Partners para assegurar que, além de cumprir tudo o que é obrigatório, ainda consegue ser, de facto, parceira dos clientes e ajudá-los na gestão diária do seu negócio?

Orgulhamo-nos de conseguir ter, dentro da nossa empresa, três departamentos distintos. Temos a Gestão Administrativa e Gestão de Património, em que ajudamos os nossos clientes com as tarefas burocráticas e faturação; depois temos os Recursos Humanos e payroll, que têm sido muito fustigados por esta questão da pandemia; por fim, temos o Departamento de Contabilidade propriamente dita, que se responsabiliza pela organização, contabilização, análises e relatórios e ainda obrigações fiscais. Ao segmentarmos os serviços que oferecemos, conseguimos apoiar melhor o nosso cliente. Relativamente à organização, também tentamos que os documentos cheguem às nossas mãos a tempo e horas. Quanto mais depressa a informação documental estiver nas nossas mãos, mais depressa a conseguimos trabalhar e dar um feedback ao cliente.

Tendo em conta a fase que vivemos, esta é uma boa altura para os contabilistas se reinventarem?

O contabilista tem de se reafirmar e mostrar a importância e complexidade do seu trabalho. Existem vários tipos de pensamento sobre a importância do contabilista, mas se eu me focar só nas obrigações fiscais, eu não vou trazer nenhum valor acrescentado ao meu cliente. O Contabilista tende a ser “quase” um psicólogo, confidente, conselheiro, e como tal deve de conservar tempo para desenvolver uma relação de proximidade com o seu cliente. Portanto, a Portugal Partners foca-se também na parte das análises. Tudo depende da forma como nós, contabilistas certificados, nos apresentamos e da forma como os clientes vão aproveitar a nossa ajuda dentro da sua empresa. A pandemia, efetivamente, trouxe uma reafirmação dos contabilistas certificados, porque foram-nos atribuídas algumas tarefas exclusivas ao nosso conhecimento técnico.

Nesse sentido, como é que a Portugal Partners se posicionou neste período de pandemia?

O Decreto-Lei 28/2019 vem permitir a transformação digital que, até à data, estava aberta para quem queria apostar nela, no entanto, havia a salvaguarda de que os documentos tinham de ser originais e físicos. Contudo, com a entrada em vigor deste Decreto-Lei, houve a permissão de desmaterializar os documentos de suporte contabilístico. Passámos, assim, a ter a possibilidade de receber e tratar os documentos digitalmente. Quando decidimos começar o teletrabalho, na Portugal Partners, já tínhamos a capacidade de arquivar digitalmente os documentos dos clientes que assim o quisessem. Em agosto, investimos na renovação total do nosso parque informático. Também desenvolvemos a “Cloud PP”, que vem trazer a possibilidade de o cliente, através de um canal simples, nos enviar toda a documentação e de receber pela mesma via. Externamente, foi uma questão de transformar a mentalidade, dando sempre espaço para os métodos tradicionais.

A Portugal Partners oferece Contabilidade 100% online. A digitalização já permite oferecer um serviço totalmente digital?

Para quem opte pela Cloud PP desde que o cliente começa connosco até que nós lhe enviemos as análises e os guias de pagamento de imposto, tudo se trabalha por via online. Há pessoas que gostam e outras que não, por isso conservamos os métodos físicos. É possível ter clientes espalhados por todo o território nacional e tratá-los como se eles estivessem aqui ao nosso lado. Contudo, faz muita falta a proximidade social entre contabilista e empresa.

Considerando todos os apoios atribuídos e a dificuldade inerente, ainda, ao retorno das empresas à atividade, que análise faz do estado das empresas?

Pelo feedback dos nossos clientes, a realidade é incerta, porque nós não sabemos que medidas de prevenção vão ter de ser adotadas amanhã e se vamos ter de fechar a porta. Efetivamente, o tecido empresarial português está fragilizado. No entanto, os apoios nunca são suficientes. O apoio nunca vai dar a mesma coisa que dava a faturação. Portanto, tem tudo a ver com a forma como as empresas se vão reinventar nesta pandemia.

Quais os objetivos traçados para o futuro da Portugal Partners?

Apostar na formação. Cada vez mais, temos jovens que acabam a sua formação e não têm qualquer conhecimento prático. Temos de adaptar-nos ao cenário em que vivemos, mas também temos de desenvolver novas técnicas e procedimentos. Por outro lado, é fundamental não só a formação, mas uma equipa coesa. Nós, contabilistas, não éramos ninguém se fossemos sozinhos e dou muito valor aos colegas que trabalham individualmente. Não há nada melhor do que nós nos reconhecermos. A segunda etapa do futuro da nossa empresa é, então, a reinvenção constante dos processos e do papel da contabilidade. O último ponto é o software e o hardware. Há uns anos, um computador durava 10 anos. Se, agora, durar cinco anos já é muito bom. E isto muda todos os dias.

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