Resiliência e determinação: a base do crescimento da OGC

A OGC Construção começou como uma carpintaria industrial, mas atualmente é um empreiteiro geral, especializado em construção e reabilitação urbana. O engenheiro José Póvoas é o diretor de produção desta empresa localizada em Mafra que, apesar do momento pandémico que vivemos, conseguiu crescer 30% face ao ano anterior.

0
31
José Póvoas, Diretor de produção. Prédio Avenida Madrid do Atelier de Arquitetura Saraiva & Asssociados SA

Na nossa última entrevista, há cerca de um ano, antecipava o futuro como promissor. Tinha uma carteira de obras interessante para 2021 e a empresa ia, inclusivamente, contratar mais profissionais. Um ano depois, as expectativas confirmaram-se?

Apesar de mais um ano extremamente desafiante, a OGC conseguiu crescer 30% comparativamente com o ano anterior, em linha com os objetivos traçados, bem como de acordo com estratégia predefinida, de crescimento com passos curtos, sólidos e sustentados. É também com enorme satisfação que concretizámos a contratualização de mais oito colaboradores, reforçando desta forma o departamento de produção, comercial e logística. Os resultados obtidos no ano que agora está a terminar foram possíveis face ao esforço e empenho de todos os colaboradores.

Atualmente, e após um ano que se queria de “recuperação da pandemia”, como avalia a evolução da empresa e a sua resiliência?

A pandemia e os seus efeitos ainda estão bem presentes, aliás ainda com um grau de incerteza sobre as repercussões no futuro, traduzindo-se desta forma em enormes desafios. Apesar de todas as dificuldades, conseguimos crescer a todos os níveis, evidenciando assim a nossa forma estar no mercado, concretizado pela confiança demonstrada pelos nossos clientes na contratualização de novas empreitadas.

Nesta área de trabalho, existe um problema latente: a escassez de recursos humanos, sobretudo os que dizem respeito a artes manuais e especialidades da construção civil. A somar-se a esta questão, surge agora a dificuldade em encontrar algumas matérias-primas e o aumento do preço das mesmas. A OGC Construção vive estas duas dificuldades? Como tem sido possível ultrapassá-las?

Efetivamente, um dos desafios que se coloca atualmente é precisamente conseguir cumprir com os objetivos de prazo, qualidade e económicos, face à escassez de mão de obra e qualificação de algumas áreas da construção civil, bem como o crescimento dos custos dos combustíveis, matérias-primas e consequentemente os materiais incorporados na construção civil. A OGC tem conseguido gerir os problemas da escassez de mão obra com o reforço de equipas próprias e também no estabelecimento e reforço das parcerias com empresas em regime de subcontratação. No que se refere à dificuldade ao nível do aprovisionamento e flutuação do preço dos materiais e equipamentos, tivemos de nos adaptar à nova realidade, planeando os aprovisionamentos com maior antecedência e exigência muito grande no controlo de económico das empreitadas.

Em 2020, a OGC Construção somou às áreas da Construção e Carpintaria, que já desenvolvia, a área do Imobiliário. O que vos fez abrir mais uma área de trabalho e apostar em projetos próprios?

O imobiliário esteve sempre presente na estratégia da empresa, atenta às oportunidades de negócio que possam surgir para criação de valor. Em 2021 a OGC desenvolveu os projetos de Arquitetura nos lotes já adquiridos no distrito de Santarém e iniciou a comercialização dos mesmos. Investimos também num terreno com 15.000m2 em Torres Vedras, para projetar um condomínio industrial, onde serão edificadas as novas instalações da empresa.

Quais os projetos que já desenvolveram e que gostaria de salientar, em particular?

Todos os projetos assumiram a sua importância num determinado momento da vida da empresa, não querendo evidenciar uns em detrimento de outros, no entanto, gostaríamos de salientar algumas das empreitadas em curso “edifício de habitação”, sito na Avenida Madrid Nº 6 e o Edifício de Reabilitação na Rua Braamcamp Freire Nº 37, com valores de empreitada de 2,7 milhões de euros e 500 mil euros, respetivamente.

Tendo em consideração as expectativas de retoma económica criadas para este ano, que ainda se revelou de muitas dificuldades a nível económico, que análise faz sobre o ano de 2022? Como espera que o país se comporte, a nível de retoma económica e de reforço da competitividade das empresas?

Perspetivamos que o ano de 2022 seja de crescimento, no entanto, o comportamento da economia portuguesa e a competitividade das empresas continuarão influenciadas pela evolução da pandemia e eficácia das vacinas atuais, face ao surgimento de novas variantes de Covid-19, bem como pela evolução da inflação.

Tendo em conta o vosso posicionamento no setor, já existem previsões de como será o ano de 2022 para a OGC Construção?

Apesar das atuais dificuldades do aumento da inflação e deterioração das margens, por dificuldades em renegociar revisão de preços com clientes particulares, ainda assim perspetiva-se o próximo ano com crescimento de dois dígitos, em paralelo com os anos anteriores. Neste momento temos em carteira novos contratos de reabilitação urbana e construção de novos edifícios, garantindo volumes negócio para os próximos dois anos (2022 e 2023).

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here