Além da presença em Loures, no distrito de Lisboa, a GF Advogados está também disponível em Espanha e no Brasil. Qual a importância da vossa presença noutros países?
O objetivo passa por proporcionar aos nossos clientes um nível de segurança no mundo empresarial em Espanha e no Brasil, neste caso. Na criação destas sinergias, queremos proporcionar aos nossos clientes uma representatividade de pessoas da nossa confiança para poder resolver os seus problemas. No fundo, trata-se de um encontro de soluções locais para concretizar as necessidades dos clientes.

João Ferreira, advogado e sócio 
Nuno Guilherme, advogado e sócio
Essa vossa capacidade pode levar-vos a outros países?
Temos planificados outros dois países, mas ainda estamos na fase de negociação da operação. Mas, sim, isso permite-nos fomentar a localização em diversos países e isso não está, de todo, fora do nosso limite. É uma das nossas intenções, mas não criamos sinergias só por criar. Não queremos representar um assunto de um cliente sem ter uma boa relação com o parceiro, para lhe dar a segurança que nos interessa.
Quais as áreas do Direito que mais se destacam, atualmente, no vosso portfolio de serviços?
Temos uma equipa generalista, ou seja, temos o intuito de operar no mercado como temos operado até à data, completando todas as necessidades dos nossos clientes. Incidimos mais na parte comercial, na assessoria empresarial, na parte laboral e na área fiscal. Este acaba por ser o nosso foco quase diário.
Na vossa perspetiva, há um aumento das insolvências em Portugal?
Os dados que temos são no âmbito do programa ATIVAR.PT e da Retoma. No fundo, os empresários aproveitaram esse benefício. No entanto, temos que afirmar que a evolução das insolvências continua. Há muitos negócios a encerrar, principalmente no ramo da restauração, porque não nos podemos esquecer que só teve apoios quem reuniu condições para o efeito.
Qual é a sua análise, enquanto profissional, relativamente a esta questão dos empréstimos, quer a nível das empresas, quer dos particulares?
O problema do consumismo é criado pela Banca. A responsabilidade da crise de 2009 teve o alto patrocínio das entidades bancárias. Efetivamente, foram criadas condições que impulsionam o consumismo extremo e as pessoas acabam por não ter a capacidade de controlar aquilo que podem e não podem ter. Com um cartão de crédito, quem tem vícios tem dinheiro. As compras online, por exemplo, trouxeram um consumismo atroz. É claro que isso vai ter consequências financeiras e as consequentes insolvências.
As recentes alterações efetuadas no acesso à Ordem dos Advogados poderão marcar esta área de atividade?
Não altera em nada, porque eu vejo que a Ordem dos Advogados se está a preocupar com tudo menos com aquilo que é realmente importante. O nível académico do mestrado pedagógico poderá trazer um maior conhecimento do planeamento de trabalho, mas não resolve um tema que, para mim, é essencial: quem quer ingressar na Ordem dos Advogados sabe como funciona a Advocacia? A resposta a esta pergunta ninguém sabe. No âmbito do planeamento de um curso de Direito, deve ser implementado um estágio obrigatório a partir do terceiro ano, congregado com a Ordem dos Advogados e com escritórios de advogados. O aluno que tem a pretensão de ser advogado tem de perceber como é que a profissão funciona. O exercício da Advocacia diária nada tem a ver com aquilo que se vê nos filmes.
Quais os planos futuros reservados para a GF Advogados?
Sempre estruturámos a nossa sociedade com um crescimento sustentado. O que temos reservado para o nosso futuro é continuar com o nosso ADN da Advocacia preventiva junto dos nossos clientes. Este tipo de Advocacia permite ao nosso cliente estruturar o seu dia a dia sabendo o que pode e não pode fazer.










