“Sustentabilidade e teletrabalho criam novos desafios”

A Manutan é a empresa líder, a nível europeu, no e-commerce B2B, graças à sua grande gama de soluções para diferentes áreas de atividade. Com a sustentabilidade na ordem do dia, conjugada com as importantes mudanças ocorridas no mercado laboral, nomeadamente o teletrabalho e a adaptação dos escritórios a um diferente fluxo de pessoas, esta empresa também se adaptou e criou novas soluções personalizadas.

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Enquanto country manager para o mercado ibérico, que análise faz à importância do mesmo para a Manutan?

Portugal e Espanha combinados têm uma dimensão relevante na Europa, mas apresentam duas realidades distintas: em Espanha encontramos clusters muitos fortes, como a indústria automóvel ou química, e a presença industrial de multinacionais que valorizam a fiabilidade de entrega e as soluções digitais, o que nos exige uma capacidade de serviço exemplar. Em Portugal encontramos empresas extraordinariamente inovadoras, que contam com a Manutan para encontrar soluções por vezes menos evidentes, e mais customizadas, o que exige um acompanhamento particularmente próximo dos nossos clientes e das suas necessidades.

A inovação é uma palavra estratégica para a Manutan. Exis tem produtos, inclusivamente, desenvolvidos pelos vossos especialistas, para corresponder à exata necessidade dos clientes. O que representa esta área para a empresa?

A Manutan disponibiliza uma extensão de gama ímpar no mercado, atualmente com mais de 80 mil artigos. No entanto, percebeu que muitos clientes procuram soluções mais específicas ou customizadas, pelo que tem feito um caminho muito significativo no sentido do reforço e personalização da oferta. Quando um cliente tem um
projeto para um novo escritório, armazém, ou linha de produção, contacta-nos e atuamos de forma próxima e
conjunta para encontrar as soluções mais adequadas. Estas soluções fora de catálogo estão a crescer de forma muito significativa, a um ritmo superior ao crescimento das vendas tradicionais.

Qual a política da empresa, no que se prende com a importância do capital humano, com o desenvolvimento e formação dos vossos trabalhadores e a forma como a felicidade e o bem-estar dos mesmos também são tidas em consideração no ambiente laboral?

O capital humano é central para a Manutan. Um bom indicador é a antiguidade média dos colaboradores que, no fecho do último exercício, era, em Portugal, superior a 10 anos. Contribuímos para o bem-estar através de uma
série de benefícios, como um modelo de trabalho muito flexível, acesso a seguros de saúde e planos de formação. Importa também referenciar as possibilidades de evolução e crescimento em funções corporativas, sendo que contamos com vários exemplos de profissionais portugueses que trabalham para a Manutan Grupo de forma remota, a partir de Lisboa.

A sustentabilidade e a vossa preocupação social são outros dois pontos fortes, que se destacam na vossa forma de estar no mercado. Que ações desenvolvem, nestas duas áreas?

A sustentabilidade começa na oferta e a Manutan tem investido no desenvolvimento de produtos ecorresponsáveis, não só com maior incorporação de materiais reciclados, mas também com características de qualidade que permitem aumentar a sua longevidade. No transporte, contribuímos para a redução da pegada de carbono dos nossos clientes: ao oferecermos uma gama muito completa, permitimos que as compras de diversas
categorias sejam agregadas numa única encomenda, minimizando o número de entregas. Por outro lado, estamos também a entrar na economia circular, nomeadamente em França, onde lançámos um serviço de recolha e reciclagem de produtos eletrónicos no mercado B2B. O objetivo é oferecer uma segunda vida aos
equipamentos que já não são usados pelos nossos clientes, o que pode passar pela revenda, doação ou, em último recurso, reciclagem dos mesmos.

Os catálogos são, certamente, sempre um desafio, e as recentes alterações nos ambientes de trabalho – onde se incluem as novas formas de trabalhar – obrigaram, certamente, a pensar os mesmos de maneira diferente. Como se adaptaram a esta nova realidade de mercado?

A Manutan é uma empresa que, historicamente, faz as suas vendas através do catálogo, e o home office vem evidentemente alterar esta realidade. O que sentimos é uma transição para a utilização do catálogo digital, um movimento que apoiamos pelas vantagens que traz: permite uma menor pegada carbónica, acesso à gama completa dos produtos e ainda informação mais atualizada sobre os preços. No entanto, continuamos a servir
um conjunto de clientes que se mantém fiel aos catálogos físicos, pelo que mantemos a sua produção. O trabalho remoto trouxe também uma preocupação, por parte das empresas, em contribuir para que os colaboradores tenham em casa boas condições para trabalhar. A necessidade de ergonomia neste novo espaço de trabalho levou-nos a reforçar a gama no mobiliário de escritório mais adequado a esta realidade, bem como a sua competitividade dos preços.

Que desafios são esperados, para a economia e para o setor onde desenvolvem atividade em particular, e como pode a Manutan evoluir de acordo com as necessidades apresentadas pelo mercado?

As perspetivas económicas são positivas para ambos os mercados, e a tendência de encurtamento e agilização das cadeias de abastecimento aumentou a competitividade dos produtores europeus, pelo que esperamos anos
interessantes para a produção industrial, logística e transporte na Península Ibérica.
Quanto às necessidades de mercado, parece-me que encontram resposta na nossa proposta de valor, em particular na sustentabilidade – de que já falámos – mas também na transição digital e na redução de custos: somos uma empresa de e-commerce, com soluções de proximidade como o EDI ou o PunchOut, que permite que os clientes acedam aos nossos produtos sem saírem dos seus sistemas internos, o que contribui para a
simplificação e digitalização dos seus procedimentos. Por outro lado, contribuímos ativamente para a redução de custos, através da nossa gama de marca própria, que já representa cerca de 30% das vendas, mas também do
método Savin’side®, que permite analisar, planear e otimizar as despesas “long tail”, muitas vezes descuradas, e que podem representar até 70% dos custos ocultos das empresas.

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