Segunda-feira, Janeiro 10, 2022
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    InicioSaúde e Bem-estar"A Saúde é o futuro da Beleza"

    “A Saúde é o futuro da Beleza”

    Na L’Oréal Cosmética Ativa, a saúde e o bem-estar andam de mãos dadas. Líder em dermocosmética em Portugal, a empresa não abdica de trabalhar um modelo de negócio que privilegia produtos recomendados por profissionais de saúde. Sandro Cardoso, diretor-geral na L’Oréal Cosmética Ativa, dá conta da importância de encararmos a saúde como o futuro da beleza.

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    Que ligação existe entre a beleza e a saúde?

    Os consumidores têm uma expectativa sobre a beleza cada vez mais exigente, pretendem uma beleza que dure, que respeite quem são e em que possam confiar. Acreditamos que na L’Oréal Cosmética Ativa temos o dever de responder a esta expectativa, e por isso a nossa missão centra-se em ajudar todos os consumidores a terem uma pele saudável, associando a saúde à noção de beleza. As nossas marcas são comercializadas no circuito de farmácia e parafarmácia e foram criadas por dermatologistas e farmacêuticos investigadores. O nosso portfolio inclui produtos para pele e cabelo, que correspondam às expectativas associadas à beleza e saúde da pele, com soluções dermatológicas e estéticas até opções mais naturais, e com preços desde os mais acessíveis até aos mais premium (La Roche-Posay, Cerave, Vichy, Dercos e Skinceuticals). Nós defendemos que o futuro da beleza está na saúde. A forma como os nossos produtos atuam na pele dos nossos consumidores é tudo menos superficial. Isso é cada vez mais importante para os consumidores.

    O público masculino preocupa-se cada vez mais com a pele?

    A categoria dermocosmética está em enorme desenvolvimento no mundo, mas ainda mais em Portugal. Somos o segundo país, a nível mundial, onde esta categoria está mais desenvolvida. Isto acontece, em parte, porque os consumidores são cada vez mais conscientes no que diz respeito à saúde. Obviamente que a maior parte dos nossos produtos é mais consumida pelo público feminino, no entanto, os homens são um target que também procura imenso produtos de dermocosmética. Eu diria que o que diferencia o target masculino do feminino é a fidelização a uma marca. O homem torna-se fiel a uma marca e dificilmente a larga. As mulheres, por outro lado, são mais insatisfeitas e procuram uma constante inovação dentro das categorias que consomem.

    Até que ponto é que os consumidores são devidamente capazes de fazer uma escolha acertada de um produto?

    Hoje os consumidores estão cada vez mais informados, pois a informação circula rapidamente em todos os canais digitais. Mas por outro lado, a inovação e a diversidade de oferta é tão grande que na maior parte das vezes se sentem seduzidos, mas também perdidos, sem saberem qual o produto ou tratamento mais adaptado às necessidades específicas da sua pele ou do seu cabelo. Portanto, a procura por um aconselhamento personalizado por um especialista de saúde é cada vez mais relevante. No nosso caso, além do desenvolvimento dos nossos produtos acontecer a partir de profissionais de saúde, também a própria venda acontece através da recomendação desses profissionais. No nosso negócio temos uma forte componente de relações médicas e visitamos vários especialistas, em Portugal. Este contacto com a classe médica é vital. Além disso, a farmácia tem um papel muito importante no nosso país. Portanto, esse papel é fundamental e também faz parte do nosso modelo de negócio. Sem dúvida alguma que nós só conseguimos operar em sítios onde existe o aconselhamento médico ou farmacêutico.

    A L’Oréal Cosmética Ativa está a trabalhar no sentido de se tornar uma beauty tech company. Que conceito é este?

    Ser uma beauty tech company é chave nos dias que correm. A tecnologia não pode ser resumida à forma como se comunica com os consumidores, mas tem de ser associada à forma como uma empresa opera transversalmente. Eu defendo que a digitalização tem de estar presente em qualquer forma de fazer negócio e na L’Oréal não é diferente. Por um lado, porque utilizamos tecnologia não apenas para os avanços científicos como o microbioma ou exposoma, mas também em todo o nosso modelo de negócio, tal como os serviços associados à nossa expertise de Beauty Tech. A tecnologia está presente na forma como chegamos aos nossos clientes e como lemos os dados dos nossos consumidores. A beauty tech não substitui os profissionais de saúde, mas acompanha e complementa esse aconselhamento. A beauty tech é, assim, importantíssima para a L’Oréal.

    Os produtos da L’Oréal que chegam às prateleiras são sustentáveis?

    Na componente da sustentabilidade, é importante referir que a L’Oréal é das companhias que tem dado passos maiores na criação de um modelo que seja absolutamente sustentável para o nosso planeta. A sustentabilidade preocupa-nos imenso em tudo o que envolve o nosso modelo negócio, por exemplo nos produtos, exigimos um Fair Trade, ou seja, qualquer matéria-prima resulta de agricultura responsável; outro exemplo são as nossas fábricas de Carbon Neutral, onde apenas utilizamos eletricidade e gás “verdes” e onde reutilizamos 100% do lixo fabril.

    Como tem sido o comportamento da L’Oréal Cosmética Ativa ao longo destes anos marcados pela pandemia?

    Os últimos dois anos, dado o contexto, foi muito positivo para a Cosmética Ativa. Reforçámos a liderança de mercado em dermocosmética no nosso país. Estamos muito contentes e motivados com este facto. Já em 2020, com o início de pandemia, pensámos que o nosso papel seria o de colocar todos os recursos da nossa empresa em prol dos profissionais de saúde que nos estavam a proteger no terreno contra a Covid. Portanto, colocámos ao serviço deles várias iniciativas para apoiar farmacêuticos e médicos. Em paralelo, encarámos como palavra de ordem na nossa equipa a “reinvenção”. Penso que a nossa equipa se conseguiu reinventar e chegar de uma melhor forma aos nossos clientes e consumidores. No ano passado, o negócio online mais do que duplicou e, portanto, no próximo ano, acreditamos que continuará a ter um enorme crescimento. Acreditamos que existem interesses de consumidores que podem mudar e a Cosmética Ativa vai estar cá para apoiá-los com as melhores ofertas do mercado.

    Parece-lhe que a retoma que se avizinha vai ser segura?

    É muito difícil fazer futurologia nesta fase. Acredito que temos bons indicadores de que a economia vai voltar a ser como antes, mas dependerá sempre da evolução da Covid-19 e consequentes medidas. No entanto, eu olho para o nosso país como um paraíso na Europa a vários níveis. Portanto, não tenho dúvidas de que, quando a retoma de turismo europeu acontecer, seremos um dos principais destinos. Precisamos ainda de uma solução governativa estável e que promova o desenvolvimento económico e social que seja de confiança para os consumidores e para as empresas a operar em Portugal. A resiliência que vem inscrita no nosso ADN enquanto portugueses será vital para sairmos vencedores no período pandémico e para que possamos aproveitar as melhores oportunidades. No que depender da Cosmética Ativa, cá estaremos para continuar a desenvolver a dermocosmética em Portugal e a farmácia do futuro!

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